(pt) Brazil, Moção de Repúdio Contra a Criminalização do Coletivo Quebrando Muros – APP Sindicato

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Domingo, 10 de Maio de 2015 - 13:33:45 CEST


Os trabalhadores e trabalhadoras em Educação Pública do Paraná, reunidos em Assembleia 
Estadual no dia 05 de maio de 2015, vêm, por meio desta moção, declarar repúdio à 
tentativa de criminalizar a Organização Política Coletiva Quebrando Muros, como sendo 
responsável por atos de violência, depredação do patrimônio público e também ter planejado 
uma entrada forçada na Alep, numa clara tentativa de justificar a brutal repressão 
policial que ocorreu no dia 29 de abril de 2015. ---- A administração do Estado do Paraná, 
na figura do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, veio a público em 
entrevista na TV RPC e na rádio CBN acusar o Coletivo Quebrando Muros como sendo o grupo 
radical, infiltrado e alheio aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, que teria 
iniciado os ataques contra a PM com pedras, coquetéis molotov e bombas caseiras.

Entretanto, todas as imagens e filmagens mostram precisamente que o ocorrido na Praça 
Nossa Senhora de Salete foi um movimento de resistência dos(as) manifestantes frente ao 
ataque brutal e desmedido da PM a mando dos 3 poderes , que com bombas de efeito moral, 
balas de borracha, bombas tríplices de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, enfim um 
verdadeiro arsenal de guerra.

Esclarecemos que o Coletivo Quebrando Muros é uma organização política que congrega vários 
setores populares, inclusive professores(as) sindicalizados(as) que compõem a luta dos 
trabalhadores da Educação de forma organizada e nos espaços democráticos da categoria: 
tais como assembleias e comandos de greve, sem ações individualistas que comprometam a 
pauta de reivindicação.

É importante tornar claro que essa atitude da administração do governo Beto Richa, na 
figura do Secretário da Segurança, Fernando Francischini, é um ataque desesperado e 
inconsequente a uma das principais conquistas do processo de redemocratização que é a 
liberdade de organização.

Com isso, denunciamos que a tentativa de criminalização de uma das organizações políticas 
presentes na luta dos(as) professores(as) é entendida como um ataque à toda a luta dos 
trabalhadores e trabalhadores.

Não abaixaremos a cabeça para esses ecos da ditadura militar e seguiremos firmes na 
construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.

Firmes na luta!

Abaixo a repressão!

Manifestação não é crime!

Nenhum direito a menos!

https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/05/08/mocao-de-repudio-contra-a-criminalizacao-do-coletivo-quebrando-muros-app-sindicato/


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