(pt) União Popular Anarquista (UNIPA) Causa do Povo #71 - Avançar a luta no campo por terra e liberdade!

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quarta-Feira, 4 de Março de 2015 - 11:18:11 CET


Durante II Mobilização Indígena realizado em Brasília, indígena aponta “sugestivamente” 
sua flecha ao alvo inimigo das demarcações de terra – maio de 2014. ---- O “sucesso” da 
economia brasileira dependeu bastante da exploração do campo. Mas este processo afeta 
comunidades indígenas, camponesas e populações ribeirinhas. Diante da “crise hídrica” e 
fiscal, a expectativa é de mais exploração do setor. ---- Os próximos anos não devem ser 
nada diferentes em relação a luta por terra e liberdade. O atual governo (PT-PMDB) se 
mantém ao lado do agronegócio (corporações e setores agroexportadores diretamente 
coligados, usineiros, empresários do ramo de celulose, laticínios e frigoríficos) e das 
grandes empresas de exploração mineral. De norte a sul a repressão contra os camponeses, 
indígenas e quilombolas deve continuar. O assassinato de lideranças do campo é uma realidade.

A implementação dos projetos de irrigação para o agronegócio, expansão do gado, da cana, 
da soja, de hidroelétricas, como a Usina de Tapajós, e novas minas devem continuar a todo 
vapor. Isso continuará afetando os povos do campo. A PEC-215 (que busca atacar os 
territórios indígenas) acaba de ser desarquivada na Câmara. Tudo isso regulamentado sobre 
o nefasto Código Florestal aprovado no governo anterior.

A chamada “crise hídrica” é só um capítulo da luta pela água entre os grandes capitalistas 
e os trabalhadores do campo e da cidade. No campo, a irrigação para o agronegócio e a 
exportação de gado são os maiores responsáveis pelo consumo de água e pela destruição de 
mananciais, nascentes e florestas de norte a sul do país. Os desertos verdes de 
Eucaliptos, que no Espirito Santo já afetam há anos os povos indígenas, e a poluição da 
água por agrotóxico impactam povos terenas, guaranis-kaiowa, os povos do xingu, camponeses 
em Goiás e por todo o país.

A luta pela terra se coloca como ponto fundamental. O Governo Dilma homologou apenas a 
criação de 11 terras indígenas. O menor número desde a ditadura empresarial-militar de 64. 
A destruição e precarização da FUNAI e IBAMA são marcas do governo PT-PMDB. Está em pauta 
na Câmara, na Comissão Especial, o substitutivo ao Projeto de Lei 1610/96, que dispõe 
sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas. O que está 
em jogo aqui é o interesse agroextrativista exportador.

O sucesso do crescimento econômico brasileiro esteve diretamente associado ao alto preço 
das commodities no mercado internacional, que favoreceram as exportações brasileiras. Tal 
situação elevou o peso deste setor no PIB e na economia brasileira, fruto dos ajustes 
neoliberais feitos pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/DEM). Hoje o setor 
representa 36% das exportações brasileiras. Explorar o campo continuará sendo a grande 
opção do governo Dilma. Assim, a luta será uma necessidade!

Acabar com a conciliação é retomar a ação direta no campo!

Para avançar na luta dos trabalhadores no campo hoje, é preciso denunciar a conciliação 
das direções dos movimentos de luta pela terra e das Centrais e confederações sindicais. 
Também é necessário criar e organizar oposições de luta, retomando as bandeiras de luta 
pela terra; por emprego, piso e aumento salarial nacional para todos os trabalhadores 
rurais; e pela destruição do latifúndio. Combater qualquer tipo de aliança com o setor 
patronal, como tem feito sindicatos e centrais, é o dever das oposições e militantes 
classistas e combativos.

Para isso, é fundamental organizar nossa autodefesa e retomar as ocupações de terras e dos 
prédios do governo; os saques de alimentos e remédios. Caso contrário, veremos 
companheiros caírem mortos pela ação do agronegócio, hoje representado pela CNA, e pela 
omissão dos seguidos governos. Ontem de Fernando Henrique e Lula. Hoje de Dilma 
Rousseff-Michel Temer (PT-PMDB).

Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de luta!

Viva Aliança Operária-Estudantil-Camponesa!

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2015/02/26/avancar-a-luta-no-campo-por-terra-e-liberdade/#more-1744


More information about the A-infos-pt mailing list