(pt) [Grécia] "Quando dizemos não, queremos dizer não"

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Segunda-Feira, 20 de Julho de 2015 - 12:54:41 CEST


Texto da "Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a UE" 
sobre o resultado do recente referendo. ---- Apesar do clima de intimidação e 
aterrorização constante e tenso imposto nos últimos dias pela frente negro coordenada e 
organizada da burguesia (através dos bancos fechados, as chantagens da patronal e a 
propaganda dos meios de desinformação), a classe trabalhadora, os desempregados e os 
estratos populares pobres deram uma resposta clara no referendo de 5 de julho, dizendo 
"não" às políticas a favor do memorando, às políticas da austeridade, do empobrecimento 
violento e do sangramento de classe. Apesar de que a pergunta foi colocada desde cima, a 
resposta foi dada desde baixo: O voto foi de classe e foi claro. Apesar de que a coalizão 
governamental quer usar o referendo como moeda de troca, seu resultado na realidade 
deslegitima qualquer acordo de submissão que se tente realizar com o consentimento da 
totalidade do grupo político burguês depois da celebração do conselho entre os líderes 
políticos dos partidos parlamentares (pela primeira vez chamando até o partido neo-nazi 
Aurora Dourada).

Ainda que na geografia humana do "não" há sem dúvida múltiplas significações e uma 
relativa contradição, seria um enorme erro político identificá-lo e igualá-lo com a 
aceitação de um memorando "esquerdista". Algo semelhante apoiar ao partido governante 
Syriza, presenteando-o com o "não" e consentindo-lhe que o converta em um "sim" sobre a 
base da proposta de Yunker (a qual foi rechaçada no referendo!). O "não" do povo excede 
(ultrapassa) os propósitos e objetivos da coalizão governamental e por isso o mundo da 
luta optou por apoiá-lo nas ruas por todos os meios possíveis, continuando sua luta 
constante contra todos os memorandos, velhos e novos.

O resultado do referendo foi sem dúvida um passo de resistência, mas em nenhum caso este 
passo é suficiente, e tampouco é o princípio ou o fim. O movimento obreiro e popular e os 
lutadores receberão este "não" e o aprofundarão ainda mais, ampliando a brecha que criou 
na política da "via única europeia". Engrossando nossas filas, temos que resistir ao 
acordo da submissão que está buscando a coalizão governamental dos partidos Syriza e Anel 
com a aceitação e o pleno consentimento de todos os partidários do "sim", violando o 
mandato popular do referendo. Há que estar em constante alerta político e organizativo 
para aproveitar e confrontar qualquer brecha potencial no marco do estado de emergência 
que se está preparando. Há que permanecer nas ruas, organizando o contra-ataque de classe, 
reclamando o cancelamento unilateral da dívida e a ruptura com as formações imperialistas 
da UE e da OTAN.

Nenhum falseamento do "não". Pela defesa dos interesses populares e proletários. Nenhum 
acordo de submissão, nenhum novo memorando. A luta continua até a revolução social, a 
anarquia e o comunismo!

Porque quando dizemos não, queremos dizer não...

Assembleia de anarquistas-comunistas pelo contra-ataque de classe contra a EU

O texto em grego:

http://syneleusi-enantiastin-ee.espivblogs.net/2015/07/08/%CE%BF%CF%84%CE%B1%CE%BD-%CE%BB%CE%B5%CE%BC%CE%B5-%CE%BF%CF%87%CE%B9-%CE%B5%CE%BD%CE%BD%CE%BF%CE%BF%CF%85%CE%BC%CE%B5-%CE%BF%CF%87%CE%B9/

O texto em castelhano:

http://verba-volant.info/es/cuando-decimos-no-queremos-decir-no/

Tradução > Sol de Abril

Conteúdo relacionado:

http://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2015/07/10/grecia-atenas-9-de-julho-concentracao-contra-os-lacaios-do-neoliberalismo/


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