(pt) Brazil, União Popular Anarquista (UNIPA) - Causa do Povo nº 72: Construção da Greve Geral: romper com o "blefe" governista e organizar pela base

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Quarta-Feira, 1 de Julho de 2015 - 12:56:55 CEST


Após aprovação das MPs 664 e 665, o chamado das centrais sindicais à greve geral 
desapareceu. As burocracias fingem que lutam, mas facilitam o avanço das políticas 
neoliberais. A construção da Greve Geral deve ser de baixo para cima e deve combater o 
corporativismo que promove divisões entre categorias de trabalhadores. ---- Há alguns 
dias, as centrais sindicais hegemonizadas pelo PT e PCdoB (CUT e CTB) propagandeavam uma 
grande Greve Geral, que seria a resposta ao projeto de terceirização (PL 4330). ---- A 
burocracia sindical toda (CSP-Conlutas, Intersindical, CTB, CUT, UGT e NCST) se uniu para 
a tal "greve geral", através de um movimento cupulista que excluiu a base da construção. 
Ou seja, a tal greve geral não passava de um movimento de cúpula entre as direções, sem 
nenhuma participação das bases, sem nenhuma construção real.

Como consequência disso, a "grande greve" se transformou apenas em dias nacionais de 
paralisação com atos de rua esvaziados (com raras exceções) que reuniram quase somente as 
próprias direções sindicais, escancarando ainda mais o que já estava posto: o oportunismo 
da velha burocracia sindical em fingir que se mantém na luta.

Após a aprovação das MPs 664 e 665 (que adotaram novas regras para aposentadoria, pensão, 
acesso ao seguro-desemprego, além de outras medidas que retiraram direitos conquistados 
historicamente pela classe trabalhadora), o mito da greve geral que seria convocada pelo 
governismo simplesmente desapareceu. Isso demonstra mais uma vez que a tarefa das 
entidades sindicais atreladas ao governo PT é desmobilizar e colocar uma barreira para a 
organização dos trabalhadores, facilitando o avanço das políticas neoliberais.

A tarefa dos revolucionários: o combate à burocracia sindical para a construção da greve 
geral pela base

A Greve Geral é uma bandeira histórica da classe trabalhadora e deve ser construída com 
seriedade pelos anarquistas e setores revolucionários. Para isso, a construção deve ser 
feita de baixo para cima, através de comitês por local de trabalho, estudo e moradia, de 
modo que os próprios trabalhadores e estudantes da classe sejam os responsáveis pela 
construção.

O combate às burocracias sindicais é elemento fundamental, já que essas se colocam como 
empecilho para a organização partindo das bases, assim como também a necessidade de uma 
construção em que as categorias profissionais se organizem de maneira conjunta, combatendo 
o corporativismo que apenas promove divisões entre os trabalhadores.

  CUT enfraqueceu a resistência

Em 2011 a UNIPA havia alertado que a luta contra a terceirização puxada pelo governismo 
era uma mentira: o projeto (PL 4430) já está no Congresso há mais de 10 anos; a CUT 
abdicou do combate à terceirização no pós-2003, aceitando-a parcialmente; e, sem 
resistência, a terceirização avançou nas "atividades-meio", aumentando de 1,8 milhão de 
terceirizados no governo FHC, para 12,7 milhões no governo PT em 2013.

Assim fica claro: para o governismo, o que incomoda não é a precarização do trabalho, mas 
a ameaça ao imposto sindical, já que grande parte de sua base está nas "atividades-fim" do 
serviço público.

https://uniaoanarquista.wordpress.com/2015/06/26/a-greve-geral-do-governismo-um-mito-esquecido/


More information about the A-infos-pt mailing list