(pt) Ait-sp Lisboa - TRABALHO FORÇADO NÃO! - Contratos de Empregabilidade e Inserção

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Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2015 - 15:55:44 CET


Eis um novo nome para trabalhos forçados e uma nova forma do Estado promover a 
precariedade dentro e fora dele. Contratos que não são de empregabilidade, porque não te 
garantem emprego, nem são de inserção, porque apenas és inserido na escravatura 
contemporânea. ---- Esta forma de terrorismo laboral serve para camuflar a verdadeira 
estatística do desemprego (tal como os cursos de formação e a emigração), para fomentar a 
desregulamentação laboral (tanto em salário, como em horário, vínculo e direitos), 
incentiva a desmotivação e a marginalização e não satisfaz as necessidades das pessoas. 
---- Herdeira do ex-programa ocupacional de emprego (POC), ofende a dignidade dos 
trabalhadores chantageados pelo centro de (des)emprego que desempenham funções permanentes 
(ilegalmente) em autarquias, instituições estatais, entidades de “solidariedade” social 
(IPSS), em áreas como a saúde, escolas, segurança social (vão agora substituir 700 
empregados), centros de dia, recolha de lixo, etc., e até na ACT (Autoridade para as 
Condições do Trabalho). Por vezes são gozados pela entidade empregadora quando lhes dão 
expectativas de um contrato, o que é sempre uma farsa e pode criar quebras emocionais.
É um exército de voluntários à força para diminuir o poder reivindicativo e para aumentar 
o lucro não só do capitalismo de mercado, mas também do Estado.
Há cerca de 100 mil pessoas nesta situação ultrajante e ignóbil que não têm os mesmos 
direitos (de contrato, retribuição e protecção a acidentes/doenças profissionais...) do 
que outros assalariados com quem trabalham ombro a ombro, o que vai provocar atritos e 
divisões, em benefício de quem os explora a todos (“dividir para reinar”).
Não somos colaboradores, como agora nos chamam, não colaboramos com esta tortura social, a 
par com os estágios, as máfias das E.T.T. (empresas de terrorismo temporário), etc., mas o 
que podemos fazer além de denunciar este crime? Propomos que nunca se deixe de lutar 
quotidianamente, que nos auto-organizemos por locais ou empresas e usemos as tácticas 
eficazes da sabotagem, várias formas de greve (de zelo, por exemplo), solidariedade e 
acção directa, que há uma centena de anos atrás levaram à conquista de melhores condições 
de trabalho e de vida.
28/01/2015
Associação Internacional dos Trabalhadores - Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa
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