(pt) Fuente: Tierra y Libertad # 321 - 04 2015 - Diario de la Federación Anarquista Ibérica (FAI) - Um congresso anarquista (en)

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Segunda-Feira, 20 de Abril de 2015 - 00:16:15 CEST


Volto da República Dominicana onde participei como observador da IFA (Internacional de 
Federações Anarquistas) e representante dos GALSIC (Grupos de Apoio aos Libertários e aos 
Sindicalistas Independentes de Cuba) no primeiro congresso para a formação da Federação 
Anarquista Centroamericana e do Caribe (FACC), na cidade de Santiago de los Caballeros, 
nos dias 21 e 22 de março. Proporcionarei algumas informações sobre o desenvolvimento do 
congresso. ---- Só um companheiro do "Taller de La Habana" pode participar no congresso. 
As autoridades dominicanas não proporcionaram a tempo o visto que permitiria aos outros 
dois companheiros participar no congresso. A dupla nacionalidade cubano-russa do 
companheiro de Havana que pode estar a nosso lado, lhe permitiu evitar certos obstáculos e 
obter o visto a tempo. Uma grande surpresa me esperava na minha chegada a Santo Domingo, a 
presença de Frank Fernández, velho companheiro do exílio cubano, autor do livro "El 
anarquismo en Cuba", que com seus 84 anos e vindo desde Miami, esteve presente neste 
congresso. Foi muito emocionante ver duas gerações libertárias cubanas, a do exílio e a de 
hoje, encontrar-se cara a cara, quando jamais antes haviam podido se juntar.

O grupo Kiskeya Libertária estava presente com seus nove militantes (três companheiras e 
seis companheiros) procedentes das cidades de Santo Domingo e Santiago de los Caballeros.

Os outros participantes eram: um representante da Frente de Estudantes Libertários de El 
Salvador, um representante do Movimento Libertário de Porto Rico e uma militante 
libertária da ilha de Bonaire. Entre os observadores se encontravam: três militantes da 
"Black Rose Federation" dos Estados Unidos (Los Ángeles e Miami) que fazem parte da rede 
Anarkismo (plataformista), um militante de um grupo anarquista de Porto Rico e os 
simpatizantes do grupo Kiskeya Libertária.

O congresso foi celebrado na Casa das Mulheres de Santiago de los Caballeros. Esteve a 
ponto de não realizar-se porque uma das responsáveis da Casa (marxista autoritária) pediu 
à polícia e aos serviços de informação do Estado dominicano que procedessem a nossa 
expulsão. Ante nosso rechaço a abandonar os locais e graças à presença de um jornalista 
como testemunha, pudemos celebrar nosso congresso. A sala havia sido alugada adequadamente 
alguns dias antes. É preciso lembrar que na lei dominicana subsiste a proibição (herança 
do século passado) de que os anarquistas estrangeiros entrem no território dominicano.

Foram lidas numerosas mensagens de solidariedade procedentes de grupos e organizações 
libertárias continentais (México, Costa Rica, Venezuela, Honduras, Colômbia, Uruguai, 
Argentina, Chile, etc.).

Este congresso deu a nossos companheiros cubanos a possibilidade de romper seu isolamento. 
Sendo enormes suas dificuldades para comunicar-se com o exterior, pela censura permanente 
e por uma internet sob o controle do Estado, a criação de uma rede de solidariedade é 
muito importante para eles.

No próximo ano, acontecerá o segundo congresso da Federação. Aos companheiros da Costa 
Rica será pedido que organizem o evento. Foi escolhido esse lugar por razões geográficas, 
já que será mais fácil para os grupos e as organizações do continente deslocar-se a outro 
país por terra. O ônibus é menos caro que o avião. O alto preço da passagem de avião 
explica por que poucas delegações se deslocaram para a República Dominicana.

No conjunto, o congresso desenvolveu-se em um ambiente muito fraternal: humor, sorrisos e 
brincadeiras; o anarquismo tropical ajuda. A organização de nossos companheiros da Kiskeya 
Libertária era perfeita. Sala de congresso bem preparada com telão para projeções, 
material em muito bom estado, comidas com abundância de alimentos e de excelente qualidade 
(pratos tipicamente dominicanos), tardes de festa (bachata, merengue, hard rock, canção de 
protesto) permitiram que nos conhecêssemos melhor.

A petição dos participantes, dei algumas informações sobre a estrutura e o funcionamento 
da Federação Anarquista (francófona), sobre sua implantação, sobre a intervenção de seus 
militantes e sobre as realizações de nossa organização. Como representante da IFA, fui 
estupendamente acolhido, também por causa da minha proximidade com os cubanos. Temos muito 
boas perspectivas de desenvolvimento, os cubanos e os dominicanos estão muito dispostos 
para a IFA, na medida em que desempenham um papel de motor, creio que durante o processo 
de consolidação que levará ao próximo congresso é possível que a nova Federação adira à IFA.

Daniel Pinós

Fonte: Tierra y Libertad Nº 321 - Abril de 2015 - Periódico da Federação Anarquista 
Ibérica (FAI)

Tradução > Sol de Abril

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A noite flutua
e as rosas dormem mimosas
aos beijos da lua.

Humberto del Maestro

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