(pt) COLETIVO QUEBRANDO MUROS - [SINDITEST-PR] Militante preso arbitrariamente pela PF saiu da prisão somente nesta madrugada de sexta (en)

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Terça-Feira, 2 de Setembro de 2014 - 08:12:08 CEST


"Onde há muros, há o que esconder" ---- O Reitor que se auto intitula democrático chamou a 
PF para dentro do prédio da Reitoria, com agentes encapuzados e sem identificação... ---- 
O militante e estudante de história, Nicolas Pacheco de Alencar, saiu da prisão nesta 
madrugada após pagar fiança. Nicolas participava do Ato Público em Defesa do HC na manhã 
de ontem no pátio da Reitoria da UFPR em manifestação contra a adesão do HC à EBSERH 
quando, aproximadamente às 09 horas da manhã, foi puxado por um policial federal, detido 
por outros quatro policiais e algemado DENTRO DO PRÉDIO DA REITORIA sem oferecer qualquer 
tipo de resistência. (veja o vídeo aqui, no momento em que ele foi puxado pelo policial 
encapuzado). "No momento que eu entrei eu já estava dominado, minha única reação foi 
tentar colocar os dois braços pra trás pra não apanhar ali dentro, eu não tive reação. Eu 
nem conseguia enxergar direito por causa do spray de pimenta, eles estavam jogando um 
monte, eu estava como o olho fechado e FORAM QUATRO POLICIAIS EM CIMA DE MIM", relata Nicolas.

O estudante permaneceu sob detenção por pelo menos quatro horas no prédio da Reitoria sem 
ao menos ser informado sobre o motivo da prisão e sem poder receber um advogado para 
representá-lo. Nicolas conta que três advogados tentaram conversar com os policiais, mas 
eles além de se recusarem a recebê-los, chegaram a dar risada da situação e ignoraram os 
pedidos. "Eles deram risada dos advogados e debocharam, dizendo que eles teriam que ir pra 
outra porta", conta Nicolas. A MANIORIA DOS POLICIAIS ESTAVAM ENCAPUZADOS E NENHUM DELES 
APRESENTAVA INDENTIFICAÇÃO NA FARDA.

A Polícia Federal acusa Nicolas dos crimes de resistência, constrangimento ilegal e 
desacato, no entanto, a Frente de Luta Pra Não Perder o HC aponta que houve na verdade por 
parte da PF uma tentativa de criminalizar o movimento, sendo que ele foi pego 
aleatoriamente dentre os manifestantes, caracterizando uma tentativa de coação aos demais 
participantes do protesto. "Me dá a impressão de que eu fui sorteado ali, me cataram 
primeiro porque eu estava de costas pra porta. Parece que eu fui sorteado mesmo, poderia 
ser qualquer outro que estava ali no meio daquele bolo sem ninguém ter feito nada, mas fui 
eu...", desabafa o estudante.

Força, violência, truculência, arbitrariedade e ilegalidade marcaram as ações da Polícia 
Federal no dia de ontem

Nicolas aponta que sua prisão foi uma sucessão de injustiças: é a criminalização do 
movimentos sociais, é prender quem está lutando, é prender quem está lutando por direito. 
Eu não cometi nenhum crime, eu não bati em ninguém, eu não xinguei ninguém, eu não resisti 
à prisão, eu não cometi nenhum crime e eu fui indiciado por três crimes de forma muito 
estranha. Fiquei cinco horas algemado sem nem saber porque que estava preso, sem ter 
contato com ninguém... O que eu sinto é que eu fui tratado como um criminoso sendo que eu 
não cometi crime nenhum e eu tenho minha consciência tranquila.

Nicolas Pacheco, permaneceu por mais de cinco horas preso pela PF, sem saber o motivo e 
sem representação de adovogado

A Frente de Luta prepara uma campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e 
afirma que caso do Nicolas é um exemplo do que está ocorrendo em todo o país, neste que é 
um momento de intensas lutas sociais. A assessoria jurídica do Sinditest, assim como 
demais representantes jurídicos de outras entidades que fazem parte da Frente de Luta Pra 
Não Perder o HC estão acompanhando o caso e irão defender Nicolas no processo.

A  Frente de Luta foi até a Superintêncdencia da Polícia Federal, no Santa Cândica, para 
pedir a liberdade do companheiro de luta

Adriana Possan
ASCOM Sinditest-PR


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