(pt) Brazil, Coletivo Quebrando Muros - Ato lança o Comitê Lutar Não é Crime e pede o fim do processo contra o estudante Nicolas Pacheco

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Segunda-Feira, 27 de Outubro de 2014 - 11:04:36 CET


O Ato em Defesa de Nicolas Pacheco que aconteceu nesta manhã no Pátio da Reitoria da UFPR 
contou com a participação de mais de 15 entidades e com a presença de mais três militantes 
que assim como Nicolas enfrentam um processo de criminalização por causa de suas lutas. 
Durante o evento desta manhã também ocorreu o lançamento do Comitê Lutar Não é Crime, que 
simboliza a nova fase de organização dos movimentos de luta contra a criminalização dos 
movimentos sociais no país. ---- As entidades reivindicaram o arquivamento imediato do 
processo contra Nicolas e o fim da criminalização dos movimentos sociais no país. Nicolas 
é estudante e militante e foi preso de forma arbitrária, truculenta e repressiva no dia 28 
de agosto, durante manifestação da Frente de Luta Pra Não Perder o HC contra a EBSERH e 
está sendo responsabilizado por crimes que não cometeu.

Nicolas esta sendo acusado de "resistência à prisão" e "constrangimento ilegal". As únicas 
provas apresentadas pela polícia são os depoimentos dos próprios agentes envolvidos na 
operação e de seguranças terceirizados da UFPR. "Os depoimentos falsos que saíram são um 
absurdo porque mesmo com as imagens mostrando o que aconteceu eles disseram que eu entrei 
em luta corporal com a polícia! Eu fui imobilizado, jogado no chão, algemado com as mãos 
para trás e passei cinco horas dessa maneira", desabafa o estudante. (Veja aqui 
http://quebrandomuros.wordpress.com/2014/10/03/venha-compor-o-comite-lutar-crime-anistia-para-nicolas/)

A presidente do Sinditest, Carla Cobalchini, lembrou o quanto foi truculenta e 
desproporcional a ação da polícia Federal para garantir a privatização do Hospital de 
Clínicas. "Quem estava aqui no dia 28 lembra muito bem do som das bombas que estouraram, 
lembra muito bem do cheiro do gás, lembra muito bem da ardência nos olhos, do clima de 
terror que foi instalado na universidade com a presença massiva e repressiva da Polícia 
Militar e da Polícia Federal, a mando do Reitor Zaki Akel, a mando do Governo Federal e a 
mando de todas as forças que se aliam com a burguesia."

André Altmann, militante do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, de Joinville, também está 
sendo criminalizado por lutar no início do ano em uma série de manifestações contra o 
aumento da tarifa do transporte coletivo. Em solidariedade aos demais companheiros ele 
esteve presente no Ato e relatou que as empresas de ônibus e a prefeitura estão tentando 
intimidar os lutadores através dos processos criminais; cinco militantes estão sendo 
indiciados em 21 processos. "Eles não conseguem provar concretamente do que nos acusam. As 
alegações que nos criminalizam são de postagens em blog e no Facebook como mentores 
intelectuais. Eles usam muitos depoimentos dos funcionários das empresas de ônibus. Há um 
processo de coação contra os funcionários e outros que são de altos cargos da gerência que 
estão servindo como testemunhas", conta André.

Nicolas Pacheco e André Altmann: ambos estão sendo criminalizados por participarem de 
manifestações políticas

Uma militante do PSOL e uma trabalhadora do Sindisep, que também estão enfrentando 
processos criminais por conta de lutas sociais, participaram do ato em solidariedade a 
Nicolas. Luan Marino, representante do Coletivo Quebrando Muros, ressaltou que a força e 
união das entidades de luta fazem a diferença para avançar na conquista de direitos da 
classe trabalhadora, que nesse momento vivencia uma série de ataques. "Não é de hoje que a 
luta é criminalizada, principalmente, não é novidade a criminalização dos mais pobres. Só 
com a luta conjunta e a solidariedade de classes é que a gente vai impedir que nossos 
companheiros sejam presos e humilhados, que a gente vai conseguir a redução da jornada de 
trabalho sem redução salarial, que a gente vai lutar por direito a moradia. Temos que unir 
nossas lutas".

Juciane, trabalhadora do Sindisep, esteve presente no ato e também está sendo 
criminalizada por lutar

As entidades presentes no Ato voltarão a se reunir em breve para articular as próximas 
mobilizações do Comitê Lutar Não é Crime. "Eu vim aqui lutar ao lado da classe 
trabalhadora contra a privatização da saúde, todo mundo que defende uma saúde pública, 
gratuita e de qualidade tem que estar aqui, essa é uma luta de todos e não só dos 
trabalhadores do HC. E eu viria quantas vezes fossem necessárias. O Comitê Lutar Não é 
Crime não é só uma luta em minha defesa, é uma luta contra a criminalização de todos os 
ativistas. A luta continua!", finaliza Nicolas Pacheco.

Retirado de: 
http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/2180/ato-lanca-o-comite-lutar-nao-e-crime-e-pede-o-fim-do-processo-contra-o-estudante-nicolas-pacheco


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