(pt) União Popular Anarquista (UNIPA) - A campanha eleitoral pós levante de junho 2013

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Terça-Feira, 4 de Novembro de 2014 - 13:19:05 CET


Milhares de cartazes foram colados nas ruas de Fortaleza/Ceará. ---- O levante de junho 
expressou uma quebra, uma rachadura no sistema quando os órgãos de controle de massa como 
mídia burguesa, polícia e demais instituições burguesas (incluindo partidos burgueses) não 
conseguiram controlar as massas populares. As eleições são um ajuste no sistema, e 
portanto é o momento onde o sistema se acerta, se calibra e segue seu processo de 
dominação de classe. Assim as eleições fazem parte do sistema de dominação burguesa, como 
forma de fortalecimento e reprodução do estatismo. ---- A negação as eleições burguesas 
sempre foi algo presente entre os proletários pois sempre souberam que as mudanças são 
feitas através das lutas econômicas do povo, portanto sempre houve um número relativamente 
alto de votos nulos, branco e abstenções.

Neste ano, os números mostram do TSE mostram que no primeiro turno Dilma ficou em primeiro 
lugar, com 43.267.668 votos (30,29%). Em segundo lugar ficou os votos nulos, brancos e 
abstenções com 38.798.244 votos (27,17%), em terceiro o tucano Aécio Neves, com 34.897.211 
(24,43%), quase 4 milhões de votos atrás dos votos nulos, brancos e abstenções. E Marina 
Silva fez 22.176.619 votos (15,53%), terminando em 4º lugar, quase 17 milhões de votos 
atrás das abstenções, nulos e brancos.

A campanha Não Vote, Lute! em várias cidades e estados foi a tentativa de organizar os 
lutadores que foram as ruas em Junho contra as politicas neoliberais e de conciliação de 
classes do governo Dilma. Fizemos um chamado para a construção de comitês da campanha Não 
Vote, Lute! Em várias cidades foram feitas agitações de rua como em Fortaleza e Caucaia no 
Ceará, Salvador-BA, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, Distrito Federal, Florianópolis-SC, 
Belém-PA, dentre diversas outras cidades, com pintura de muros, colagens de cartazes, 
panfletagens, sarais culturais na periferia, shows de Rap, Reggae e musica popular nas 
periferias, e até manifestações públicas.

O reformismo paragovernista sai enfraquecido após o levante de junho e acreditava que no 
processo eleitoral se fortaleceria, mas não saíram da margem do 1% apesar de terem 
aumentado sua votação. Demonstra a hegemonia governista (PT/PCdoB) no movimento de massas 
pois como afirmamos no nosso comunicado nº 36 os partidos reformistas de origem sindical e 
popular podem vencer os pleitos quando aparelham eleitoralmente organismos da classe, 
sindicatos e movimentos sociais.

Passado as eleições, o setor social democrata da luta de classes (PT, PCdoB, PCB, PSOL, 
PSTU e os movimentos que os mesmos dirigem) saiu em combate às campanhas realizadas contra 
as eleições, pelo voto nulo, pela abstenção, ou pela campanha NÃO VOTE, LUTE!. Esses 
setores estatistas da luta de classes esquecem que o sufrágio é um dos elementos de 
dominação de classe pois é parte integrante do Estado burguês.

Afirmamos no jornal Causa do Povo n. 70 que " o bloco governista (PT/PCdoB) vem 
implementando todas as medidas neoliberais e anti-povo da direita ruralista e das frações 
da burguesia brasileira que FHC/PSDB não conseguiu."


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