(pt) Nossa dor é a semente de nosso ódio por uniaoanarquista UNIPA - Comunicado de Ação Anarquista Revolucionária - Turquia

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Segunda-Feira, 26 de Maio de 2014 - 12:23:20 CEST


O incêndio que aconteceu na mina de carvão de Soma, na província turca de Manisa, em 13 de 
maio, se tornou um dos maiores massacres daquela região. Com o incêndio, centenas de 
mineiros foram envenenados pela grande quantidade de Monóxido de Carbono. O número de 
trabalhadores que havia morrido aumentava a cada hora. Os ministros da energia, do 
trabalho e o primeiro-ministro tentaram esconder o real número de mineiros mortos 
declarando que o incêndio "foi um triste acidente de trabalho". O primeiro-ministro 
afirmou que "esse tipo de acidente poderia acontecer a qualquer momento". ---- Enquanto 
milhares de pessoas esperavam próximas à mina e tentavam obter notícias de seus parentes 
que permaneciam em seu interior, as ambulâncias, carros funerários e veículos mortuários 
mostravam a seriedade do massacre. O número de mineiros mortos aumentava: 78, 151, 245, 282...

O número continua crescendo. Aqueles que são os responsáveis pelo massacre estão tentando 
legitimar as "mortes" dizendo que "este é o destino". Há protestos por toda a região. Os 
manifestantes nas ruas afirmam que não foi o destino, nem foi um acidente, mas sim um 
massacre do Estado e das empresas.

No dia 14 de maio, policiais atacaram as pessoas que protestavam contra os criadores do 
massacre. O Estado e suas forças armadas acreditam que podem evitar esta fúria com balas 
de borracha, gás lacrimogênio ou bombas de gás. Mas aqueles nas ruas gritaram juntos: 
"Estado assassino".

Oficiais do Estado e gestores das companhias de energia alegam que estão de luto. Porém, 
são eles os assassinos que forçam as pessoas a trabalhar centenas de metros abaixo da 
superfície para conseguir dinheiro para viver. São os assassinos que forçam pessoas a 
trabalhar em tais condições onde a morte é inevitável.

Continuamos tristes por aqueles que foram assassinados nas minas pelos capitalistas e pelo 
Estado. Estamos nas ruas manifestando toda a raiva a esses assassinos. Não estamos de 
luto, isto é rebelião. Nossa dor é a semente de nosso ódio.


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