(pt) Coletivo Anarquista Bandeira Negra - 1º de Maio... a memória não morre (en)

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Segunda-Feira, 5 de Maio de 2014 - 07:48:51 CEST


O trabalho ocupa todo o seu tempo, Hora extra é necessário pro alimento Uns reais a mais 
no salário, esmola do patrão Ser escravo do dinheiro é isso, fulano! 360 dias por ano sem 
plano Se a escravidão acabar pra você. Vai viver de quem? Vai viver de quê? (Periferia é 
Periferia - Racionais MC's) ---- O 1º de Maio tem sido, ao longo dos anos, uma 
comemoração, um feriado para quem trabalha ou quem está sem emprego, um dia de descanso, 
uma data no calendário de feriadões a mais no ano. Vemos toda uma apologia ao lazer e ao 
ócio, literalmente um dia em que os empresários e demais setores do trabalho fazem desta 
data uma festa. A começar pela propaganda: "Dia do Trabalho!". Sindicatos fazem sorteios 
de carros e prêmios, apresentações artísticas, dentre outros eventos culturais que, 
segundo eles, visam ao prazer do ofício.

O que muita gente não sabe é que a história deste "feriado" condiz com uma batalha 
constante de luta por melhores condições de vida e que, nesta batalha, muitas vidas se 
perderam e muitas vitórias foram alcançadas. Seu nome correto é Dia do Trabalhador, ou 
mais precisamente: Dia do Internacionalismo Proletário. Algumas pessoas pensam que aquelas 
lutas por direitos são muito antigas e hoje já estão ultrapassadas, por isso não há 
motivos para continuar vivendo de velhas memórias. Será mesmo?

1º de Maio não é festa! Está na hora de abrirmos os olhos e ver o horizonte à frente, 
livre de exploração, desigualdade e miséria. O ideal de uma vida conquistada pela 
solidariedade e na luta. Vivemos numa sociedade onde a extrema miséria, desemprego e 
informalidade são reais e nossas ações estão cada vez mais voltadas a interesses alheios, 
o que não difere dos séculos passados. Desde sempre, não são os rebeldes que criam os 
problemas no mundo, são os problemas do mundo que criam os rebeldes.

1º de Maio é para resistir contra: a precarização de todos os serviços básicos; a lógica 
do Capital; a falta de moradia, terra, mobilidade e empregos; a militarização das 
polícias; o controle midiático; as políticas de higienização social; a criminalização das 
manifestações populares e da classe trabalhadora; a opressão que sofrem cotidianamente os 
povos tradicionais e indígenas, as mulheres, a população negra e a população LGBT; contra 
o apartheid social e a busca constante de esterilização dos movimentos sociais na luta de 
classes.

1º de Maio pelo direito à organização popular, pelo direito aos de baixo levantarem suas 
vozes e suas bandeiras contrao terrorismo de Estado, a invisibilização da pobreza e todo 
tipo de opressão e exploração!

NÃO SE INTIMIDAR, NÃO DESMOBILIZAR.
RODEAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM!
PROTESTAR NÃO É CRIME!
Coletivo Anarquista Bandeira Negra
Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira


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