(pt) Federação Anarquista Gaúcha - FAG - ESPERTIRINA MARTINS (en) [traduccion automatica]

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Sexta-Feira, 7 de Março de 2014 - 20:06:45 CET


Natural de Lajeado, RS, Espertirina era a mais jovem das irmãs Martins, nascida em 1902. 
Junto com as irmãs Eulina, Dulcina e Virgínia, os irmãos Nino, Henrique (que mudaria seu 
nome para Cecílio Villar) e Armando, os cunhados Djalma Fetterman e Zenon de Almeida, 
participa da militância operária e anarquista. Foi aluna da Escola Moderna de Malvina 
Tavares, onde estudava também seu futuro marido Artur Fabião Carneiro. ---- Com apenas 
quinze anos, em 1917, carregava a bomba com que Djalma Fettermann enfrentou a carga de 
cavalaria da Brigada Militar na batalha campal travada na Várzea, hoje avenida João 
Pessoa, entre anarquistas e brigadianos, em janeiro deste ano. O confronto se deu durante 
o enterro de um trabalhador assassinado pela repressão. Espertirina levava essa bomba 
disfarçada dentro de um buquê de flores... Meses depois, em julho, estouraria a greve 
geral que ficaria conhecida como "A Guerra dos Braços Cruzados", que pararia Porto Alegre 
e outras cidades do estado, e da qual Espertirina e sua família participaram ativamente.

Segundo relata seu sobrinho Marat Martins: "Morou com a irmã Eulina, esposa de Zenon de 
Almeida, em Rio Grande, onde participou de comícios, manifestações e passeatas, inclusive 
de um encontro sangrento com as forças da repressão. Teve o curso primário completo, 
estudou violino, escrevia e era oradora ardente. Com Zenon, no prelo portátil, imprimia os 
panfletos e jornais revolucionários, distribuindo-os nas fábricas e bairros operários. De 
novo em Porto Alegre, já moça feita, tornou-se uma feminista convicta . Em 1925 foi 
residir com Eulina e Zenon em Campos (RJ), ligando-se novamente aos grupos anarquistas, 
quando promoveu reuniões e pronunciou conferências".

"Com a irmã Dulcina, que se havia casado com Djalma Fetterman, foi residir no Rio, na Ilha 
do Governador, Praia da Bandeira, aí casando-se com Fabião Carneiro, o qual logo a seguir 
foi trabalhar em uma empresa de publicidade Eclética, em São Paulo. Nesta cidade ambos 
ligaram-se a Edgar Leuentoth, junto a quem prosseguiram nas atividades revolucionárias, 
até voltarem para Porto Alegre. Aqui. Espertirina veio a falecer em 22 de dezembro de 
1942, em virtude das complicações de um parto prematuro e apendicite. Faleceu antes de 
completar quarenta anos, fiel a suas posições revolucionárias.

Fonte: Os anarquistas do Rio Grande do Sul - João Batista Marçal


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