(pt) FARJ - Apoio à greve dos educadores e educadoras

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Quarta-Feira, 4 de Junho de 2014 - 12:35:26 CEST


greve não é crimeDesde o dia 12 de maio, os profissionais da educação do município e 
estado do Rio de Janeiro estão em greve. Ontem, 28 de maio, foram novamente agredidos e 
impedidos de protestar pelos seus direitos. O governo do estado e do município ameaçam 
todos os servidores públicos com o possível corte do ponto dos grevistas. Numa mistura de 
sadismo com hipocrisia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou ilegal a presente 
greve, sob a desculpa de que o Sepe estaria indisposto para negociar com o governo. No 
momento que os "olhos" do grande capital estão voltados para o Brasil, a nossa Justiça 
mostra para quem de fato trabalha, a classe dominante. Cabe lembrar que hoje são diversas 
categorias do serviço público, também na iniciativa privada, que se encontram EM GREVE 
como os técnicos das universidades federais, os técnicos, alunos e professores da UENF, os 
professores e estudantes do Colégio Pedro II.

O Estado aliás, tem demonstrado sua falta de compromisso com a educação pública, agindo 
muitas vezes na defesa da privatização da educação. Nas escolas públicas, o Estado 
inviabiliza o processo de ensino-aprendizagem ao tornar precárias as condições de trabalho 
e as relações de trabalho, caso das contratações de mão de obra. O salário dos educadores 
está cada vez mais desvalorizado. Aliás, no setor público os educadores e educadoras são 
os profissionais de terceiro nível que geralmente tem o piso salarial mais baixo. Outras 
das pautas dos professores e professoras são o piso nacional e o 33% de hora atividade.

Por sua vez, o atual prefeito e o governador não só vêm descumprindo os acordos firmados 
com a categoria, como tem usado da violência e de recursos jurídicos para calar os 
profissionais da educação. Na ofensiva do Estado à educação da classe trabalhadora, vale a 
exploração dos professores, uso da força bruta policial, prisões, criminalização da luta e 
muito mais abusos.
Legal ou não, conforme os critérios da justiça burguesa, a greve dos trabalhadores e 
trabalhadoras continua ser arma de defesa e de conquista de direitos. Os trabalhadores e 
trabalhadoras da educação exigem agora o respeito aos acordos da greve de 2013 e vão mais 
uma vez a luta organizada.

Repudiamos qualquer tipo de criminalização às mobilizações e ameaças aos direitos do povo. 
Diante das reações conservadoras dos patrões, justiça e governos, que contam com a ajuda 
da mídia burguesa, defendemos o apoio-mútuo e a solidariedade ativa entre os diversos 
setores de explorados e oprimidos, no caso específico da educação entre todos os segmentos 
da comunidade escolar, pais, professores, estudantes e técnicos das escolas públicas. Para 
enfrentarmos a violência e os desmandos dos poderosos se faz necessário nos organizarmos. 
Unificarmos os distintos movimentos grevistas para além de nossas categorias e 
reivindicações pontuais, com unidade pela base e fortalecendo a luta de classe dos 
trabalhadores(as) e oprimidos como um todo.

Por um movimento de greve dotado de democracia direta com participação ativa nas 
assembleias como espaço soberano de decisão dos trabalhadores(as). Defendendo uma prática 
sindical que zele pela independência de classe e jamais delegando o que é tarefa nossa aos 
intermediários, aos técnicos, burocratas e parlamentares que desmobilizam as lutas.
Nós, da Federação Anarquista do Rio de Janeiro, saudamos a greve dos educadores do 
município, estado e da rede federal. Protestar não é crime!  Greve é direito dos 
trabalhadores e trabalhadoras! Rodear de solidariedade os que lutam!


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