(pt) Bandeira Negra (CABN) - [JOINVILLE] A LUTA CONTINUA! PROTESTO NÃO É CRIME! - A violência da polícia militar

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Quinta-Feira, 17 de Julho de 2014 - 14:34:43 CEST


A violência da polícia militar e civil está em São Paulo. A repressão à luta popular nas 
ruas ocorre em Porto Alegre. As ações arbitrárias do Estado são visíveis em Goiânia e Rio 
de Janeiro. A crescente repressão e violência estatal, que serve como o braço armada do 
capital, tornou-se ainda mais evidente de Junho de 2013 em diante, ganhando ações 
representativas de um Estado de Exceção durante a Copa do Mundo da Fifa. A grande mídia 
corporativa silencia frente às violações de direitos humanos realizadas pelo Estado 
brasileiro.Em Joinville, desde Junho de 2013, também ocorreu o aumento da repressão 
policial, onde se articula como o braço armado da iniciativa privada e da Prefeitura 
Municipal de Joinville. No mês de agosto, por conta de uma participação de grupo de 50 
militantes na reunião do Conselho Municipal da Cidade, que ocorria na Harmonia Lyra - 
prédio histórico da arte da elite joinvilense - um militante do CABN foi responsabilizado 
por ter causado o dano à porta do prédio, sendo que a porta do local estava aberta e nosso 
companheiro chegou cinco minutos antes do fato ocorrido.

No mês de janeiro de 2014, durante manifestações organizadas pela Frente de Luta pelo 
Transporte Público, que agrega o conjunto da esquerda local, como movimentos sociais, 
entidades de classe e organizações políticas, militantes do Coletivo Anarquista Bandeira 
Negra foram ameaçados pela Polícia Militar, ameaçados por seguranças de empresas privadas 
de segurança prestadoras de serviços para a Prefeitura Municipal. Inclusive, funcionários 
das empresas de transporte coletivo Gidion e Transtusa foram deslocados para as 
manifestações no intuito de filmar, fotografar e criar atritos com manifestações.

No dia 22 de janeiro de 2014, dois militantes do CABN, acompanhados de outro integrante da 
Frente de Luta pelo Transporte Público, foram presos após voltarem da manifestação que 
exigia a revogação do aumento da tarifa e a criação de uma empresa pública com tarifa zero 
para toda população.

A prisão ocorreu por meio de uma emboscada da Polícia Militar de Santa Catarina, em que o 
Capitão Venera, responsável pela operação, agiu para atender as necessidades das empresas 
privadas de transporte, colocando mais de seis viaturas policiais, cerca de 20 homens 
fardados e fortemente armados. Os nossos companheiros foram arrastados pela via pública, 
sofreram com cassetadas e pisaram na cabeça de um deles.

Em decorrência dos episódios repressivos relatados acima, os militantes anarquistas estão 
sofrendo acusações de ilícitos penais, por conta de termos circunstanciados abertos pelo 
Capitão Venera, e pelas empresas de transporte coletivo, que estão utilizando 
trabalhadores com falsas alegações de ameaças sofrida dos mesmos por manifestantes.
Como podemos notar, é a polícia, as empresas, os capitalistas e os políticos locais unidos 
toda sua força para criminalizar a luta popular organizada.


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