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Quinta-Feira, 18 de Dezembro de 2014 - 09:00:09 CET


[TERP - RS] Educação Libertária: experiências em uma comunidade no Rio Grande do Sul 
Publicado: dezembro 13, 2014 em Sem categoria ---- Tags:Educação Libertária, movimentos 
sociais, processo educativo, Resistência Popular, TERP 0 Retirado de: 
http://tendenciaestudantilrp.blogspot.com.br/2014/12/educacao-libertaria-experiencias-em-uma.html 
---- Galpão da Vila Pontilhão, hoje reassentamento Moradas do Carvalho ---- Os modelos 
teóricos acerca da pedagogia libertária são muito variados e algumas vezes opostos entre 
si. As teorias vão desde a defesa de um neutralismo pedagógico, proposto por Ricardo Mella 
Cea (1861-1925), até modelos como o de Francisco Ferrer (1859- 1909) que defendem a 
educação de caráter sociopolítico, ou seja, educar para o compromisso da transformação da 
sociedade. Nesse sentido, pensamos que a neutralidade não seria viável (e tampouco 
positiva), e que sim, a educação deve ser encarada como uma prática sociopolítica, ou 
seja, pautada a partir das necessidades de determinado contexto. Quando consideramos que a 
prática pedagógica não é isenta de ideologia não significa que o educador deva fazer 
discurso ideológico para as crianças. No entanto as ideologias carregam valores e cabe ao 
educador escolher, se é o seu propósito fortalecer valores que contribuam para a 
transformação da sociedade ou os que contribuem para perpetuá-la.

Nossos objetivos, enquanto "educadoras", é a construção de um espaço de compartilhamento 
de conhecimentos, de práticas solidárias, de problematização, de construções de acordos e 
de ações sobre a realidade. Um espaço comunitário e permanente, e por isso, um espaço de 
resistência neste contexto em que vivemos de individualismo, organizações populares de 
curta duração, falta de enraizamento, campanhas sobre temas variados que não resistem ao 
próximo tema da moda.

A Escola Comunitária Resistência Popular surge em 2005, na então chamada vila Pontilhão, 
em Gravataí - RS. A vila tratava-se de uma ocupação urbana de condições muito precarizadas 
onde construiu-se uma história de lutas e resistência por água, luz, trabalho, 
reconhecimento dos catadores de materiais recicláveis e moradia. Neste local havia um 
espaço coletivo, um galpão, onde desenvolveu-se, ao longo dos anos, a primeira Associação 
de Catadores de Gravataí, o primeiro Comitê de Resistência Popular, o Comitê Vale do 
Gravataí do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a Escolinha 
da Resistência e muitas outras atividades. A Escolinha surge com a preocupação de oferecer 
um espaço de educação informal para crianças e adolescentes, promovida por militantes 
destes movimentos sociais e com o apoio de trabalhadores da educação e de agentes 
culturais do teatro, hip hop, capoeira, entre outros que foram somando-se no processo. A 
educação se constitui em uma preocupação relevante nesses movimentos sociais que visam o 
protagonismo popular, e portanto acreditam que desde a criança, até os adultos, é 
necessário fomentar a adesão consciente aos processos coletivos de organização e ação 
através da conscientização, do debate, da formação horizontal, e não, como praticado por 
tendências políticas de cunho autoritário, a adesão alienada e baseada na obediência às 
ordens de dirigentes.

Em 2009 parte do terreno onde estava a vila foi comprado pela empresa de condomínios 
Alphaville. Após muita pressão, a comunidade conseguiu ser reassentada em um local 
próximo, com a construção das casas como contrapartida da empresa, e com espaços para 
reconstrução do galpão (apenas as colunas e o telhado) entre outros espaços sociais. O 
reassentamento ocorreu em 2011 para o condomínio Moradas do Carvalho. Em 2013 retomou-se a 
realização da Escolinha em espaços improvisados e ao ar livre. Atualmente as aulas 
desenvolvidas são de Horta Comunitária (com enfoques transversais diversos como educação 
socioambiental, educação alimentar e saúde, ciências, matemática, português...).

Diaz (1977) coloca que toda a comunidade tem o direito e o dever de participar cada vez 
mais no processo educativo comunitário. Assim, acreditamos que a comunidade pode e deve 
ser um espaço de educação, assim como a família e a escola, na qual as crianças podem 
aprender através do meio ambiente em que vivem e refletir criticamente sobre as 
dificuldades e lutas comuns entre os vizinhos. Importante reflexão também faz o educador 
mineiro Tião Rocha, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, quando diz 
que "Como educador eu não quero tirar os meninos da rua, eu quero mudar a rua...se é nelas 
que nos formamos como cidadãos e como povo, por que privar os meninos disto..."; "Nós, 
adultos, deveríamos ser "pais e responsáveis " por todas as crianças, independentes se 
nascidas da  gente ou não ...".

As crianças da periferia possuem um rico conhecimento do lugar em que vivem, relacionar o 
seu conhecimento empírico com os conteúdos teóricos de diferentes disciplinas torna o 
aprendizado muito mais palpável do que aquele obtido nas salas de aulas com base em temas 
abstratos. Em uma das aulas ao ar livre, de Horta, estávamos discutindo sobre semeadura. 
Pedimos às crianças que identificassem, em meio à vegetação espontânea que cresce pelo 
terreno, sementes. O menino que mais enfrenta dificuldades na escola foi o primeiro a 
encontrar. Mesmo assim, enfrentou o desdém de outras crianças que tiram boas notas na 
escola, surpresas quando falamos, sim, o colega está correto, isto é uma semente!

O lugar em que se vive é ideal para trabalhar a teoria e a prática de forma 
interdisciplinar. Segundo Orr em Alfabetização Ecológica (2006):

"Os lugares são laboratórios de diversidade e complexidade, misturando as funções sociais 
e os processos naturais. O lugar tem uma história humana e um passado geológico; ele é 
parte de um ecossistema com uma variedade de microssistemas, é uma paisagem com uma flora 
e uma fauna particulares. Os seus habitantes fazem parte de uma ordem social, econômica e 
política (...)".

Com este enfoque, um dos conteúdos principais que temos trabalhado é a Educação 
Socioambiental, ou Educação Ambiental Crítica que entende o ser humano e suas relações 
sociais como parte do meio ambiente e problematiza as questões ambientais dentro de um 
entendimento de que "não estamos todos no mesmo barco", estamos em uma sociedade de 
classes onde as classes dominantes usufruem  da maior parte dos recursos naturais, e por 
outro lado, são os oprimidos que sofrem a maior parte dos desastres ecológicos advindos de 
um modelo de sociedade capitalista. As pessoas costumam apontar os moradores das vilas 
como grandes degradadores do meio ambiente. Ao lado da vila Pontilhão, havia um banhado, 
área úmida protegida pela legislação ambiental do estado do Rio Grande do Sul, frequentado 
por diversas espécies de pássaros, ratões do banhado, entre outros animais. Os esgotos das 
casas iam para este banhado, alguns colocavam lixo, outros moradores eventualmente 
capturavam ou caçavam os animais. Sim, são danos ambientais, porém o banhado estava ali. 
Mas depois que a empresa comprou o terreno para fazer o condomínio, cortou diversas 
árvores, aterrou quase todo o banhado, deixando apenas um pedacinho (onde já não se vêem 
os pássaros). Em cima de uma grossa camada de aterro, fez um belo paisagismo mesclando 
espécies exóticas com espécies nativas. Por mais que tenha plantado árvores para reparar o 
dano, não se consegue restituir aquele ecossistema especial que estava ali. Em 2 anos, o 
dano ambiental de uma empresa foi maior que aquele promovido pela vila que estava ali há 
mais de 20 anos. Em 2010 a comunidade sentiu as consequências da devastação ecológica. Sem 
árvores para fazer barreira aos ventos, qualquer tempestade era motivo de preocupação, 
pois a ventania destelhava as casas que estavam na parte mais alta, deixando várias 
famílias desabrigadas.

A sociedade capitalista impõe não apenas uma dominação econômica, política, mas também 
ideológica. A separação de homem e natureza, e a noção de que a natureza é um bem a ser 
consumido e explorado está em todas as classes sociais. As comunidades originárias, 
anteriores ao capitalismo, podem nos ensinar como enxergar novamente os seres humanos como 
filhos e filhas da natureza.

Na trajetória da Escolinha também tem tido espaço importante a cultura, trabalhando 
aspectos como expressão corporal, oral, gráfica, seja através do teatro, capoeira, música, 
pintura, fotografia. A arte é uma aliada da Educação Sociombiental, pois permite ao 
retratar a realidade em que se vive desde um outro ponto de vista, onde o distanciamento 
permite refletir sobre essa realidade de uma maneira diferente do que vivendo ela 
rotineiramente.

Em uma experiência que realizamos com fotografia, o banhado que nos referimos 
anteriormente foi retratado com toda a sua beleza, excluindo-se o lixo do fundo das casas. 
Ao mostrar para as crianças. elas nem reconheceram o lugar e comentaram como era bonito. 
Ao revelar que aquele lugar estava bem ali, do lado, foi grande a surpresa! Neste sentido, 
a exemplo do que escreveu Pamela Michael  no artigo de "Alfabetização Ecológica" (2006):

"Como a educação ambiental, e grande parte da educação em geral, não consegue muitas vezes 
reconhecer o papel crucial das emoções no processo de aprendizagem, as atividades que 
tanto informam a mente quanto envolvem o coração provaram-se uma combinação poderosa e 
eficaz. Nós logo começamos a definir a nossa missão como sendo a de 'ajudar as crianças a 
se apaixonar pelo planeta Terra'. Como as pessoas protegem aquilo que amam, esta é uma 
receita eficaz de preservação e esperamos que, por fim, também de afinidade."

Relatando outra situação, em um contexto em que grande parte das crianças eram filhas de 
catadores de materiais recicláveis, e eram tachadas na escola negativamente como 
"carroceiras" ou "lixeiras", construir uma esquete de teatro sobre a história de uma 
família de catadores permitiu que as crianças olhassem aquela realidade conhecida e 
percebessem uma identidade positiva nela, a importância destes trabalhadores, seus 
sacrifícios pra sustentar suas famílias, sua importância para o meio ambiente. A esquete 
foi apresentada e elogiada em diferentes ambientes e públicos, fortalecendo a auto-estima 
das crianças.

As escolas tem dificuldade em entender a identidade local das crianças que está educando. 
Seria muito proveitoso se trabalhadores da educação tivessem um tempo na sua carga horária 
pra conhecer a casa das crianças e entender o seu contexto. Ver por exemplo, que tem 
crianças que não têm um lugar pra estudar dentro de casa, que não tem uma mesa, ou mesmo 
uma cama só sua, e muito menos uma estante de livros. Recentemente uma criança durante a 
aula da escolinha disse "a professora está louca, deu um tema de casa que a gente precisa 
consultar no dicionário. Ela não sabe que aqui onde a gente mora ninguém tem dicionário". 
"Claro que tem" respondemos, "aqui na escolinha temos dicionário". Infelizmente enquanto 
não for reconstruído o galpão não poderemos trazer a biblioteca que tínhamos, os livros 
estão provisoriamente armazenado em um galpão de catadores em outra comunidade. Mas 
guardamos alguns livros pra estas situações. Este comentário é sintomático. Nossas 
crianças são crianças da classe oprimida, filhos de trabalhadores em sua maior parte 
precarizados, com baixa escolaridade, moradores da periferia urbana, carente de serviços 
públicos de qualidade tal como transporte, educação, saúde, cultura, lazer e transporte, 
sob a influência do tráfico de drogas, da violência, etc. Todos estes elementos exercem 
uma influência nos indivíduos que precisam ser considerados, debatidos, problematizados de 
forma crítica, de forma a reforçar aquilo que é positivo nessa identidade coletiva e 
sempre que possível  construir ações que combatam aquilo que precisa ser transformado.

Outra questão, que carrega aspectos do meio, da história pessoal e de inúmeros fatores que 
não ousamos aqui descrever, é a formação da identidade individual. Nossa prática educativa 
busca descobrir e fortalecer em cada indivíduo as suas potencialidades e como ele pode 
contribuir com o coletivo, para fortalecer, por consequência, seu próprio desenvolvimento. 
Por fim um terceiro aspecto do tema da identidade é, de forma mais ampla, a identidade 
popular, a história dos oprimidos, dos negros, índios, dos imigrantes pobres que lutaram e 
obtiveram as conquistas sociais que temos atualmente, e que deve ser conteúdo de formação 
de adultos e crianças. A ludicidade é importante, porém, se as crianças curtem histórias 
de super-heróis imaginários em contextos tão diferentes dos que vivemos, porque não 
escutarem as histórias dos heróis de verdade do povo brasileiro, tal como Roseli Nunes, 
Zumbi dos Palmares, ou Sepé Tiaraju...

Estes são conteúdos que consideramos importantes em um contexto de educação popular e 
libertária, porém mais que conteúdos prezamos por uma educação que fortaleçam princípios e 
valores, que combatam tudo aquilo que julgamos reprodutor do sistema capitalismo. Citamos 
entre estes princípios:

Ajuda mútua: O capitalismo impõe o individualismo, a competitividade, onde para se dar bem 
cabe passar por cima dos outros. Kropotkin já argumentava, e contrariando o darwinismo 
social, que as espécies que melhor se adaptaram não foram aquelas que competiram melhor, 
mas aquelas que desenvolveram formas de ajuda mútua. Na periferia vemos algumas histórias 
de superação individual, mas em geral as soluções para os problemas comuns só se dão em 
ações coletivas, mesmo que haja graus diferentes de participação, afinal a crise de 
participação aflige a maior parte das organizações sociais, porém legitimadas no coletivo, 
por acordos comuns.  Mesmo propondo trabalhos coletivos, como uma horta, as crianças 
tendem a compartimentar o fruto do esforço coletivo em ações individuais "esta planta eu 
que plantei", "essa ferramenta é minha". Inclusive entre nós educadores é muito fácil cair 
nestas armadilhas "o meu projeto de educação", "a minha aula" "a minha idéia"... Por isso 
a discussão sobre a ajuda mútua, solidariedade e coletividade devem permear toda a 
prática, e estar em constante avaliação após toda atividade.
Respeito: O respeito deve ser uma das regras coletivas da Escolinha. Respeitar as demais 
crianças, os adultos, o espaço coletivo, é a base para qualquer relacionamento. Aprender a 
conviver e respeitar a diversidade de maneiras de ser, idades, origens, etnias, gostos 
culturais, gêneros, orientações sexuais, religiões é um combate diário. Para haver 
respeito, sem imposição da força, é necessário construir uma relação de afeto e firmeza 
para cobrar os acordos coletivos. Ensinar a respeitar sobretudo a natureza em suas 
diversas formas, não como um bem a ser usufruído, mas como um ente vivo e sagrado.
Liberdade e auto-disciplina:  Citando a cartilha para educadores da Resistência Popular 
"Já dizia o lutador anarquista M. Bakunin que é preciso educar "da liberdade à 
autoridade". Isso quer dizer que as crianças precisam de limites, de regras, aprender o 
que é certo e o que é errado, precisam da autoridade de um adulto. É possível construir as 
regras das aulas junto com as crianças, e fazê-las refletir sobre elas constantemente. 
Sempre que alguém faltar com alguma regra, pode-se parar tudo e fazer uma discussão sobre 
o que aconteceu. (...) Dessa forma, e só dessa forma, se educa para a liberdade, para que 
sejam adultos seguros de si, com auto-disciplina, que sabem o que querem, e não adultos 
mimados e fúteis (falta de limites na infância) ou reprimidos, violentos e frustrados 
(limites demais, punições demais).
Responsabilidade: Na nossa escola as crianças vêm porque tem vontade, elas não são 
obrigadas a vir. Porém, só quem participa pode usufruir dos seus frutos. Assim, para um 
passeio que a Escolinha consiga, só irão aqueles que participam. A colheita da horta, só 
será dividida pra quem nela trabalhou. Uma festinha só acontece se as crianças e 
adolescentes ajudam a organizá-la. Nós não somos assistencialistas, nós buscamos 
incentivar que as pessoas lutem pelo que querem, e mesmo as crianças precisam ter suas 
responsabilidades, saber que as conquistas vêm com esforço, há  momento importante da 
brincadeira mas também tem as tarefas difíceis. Muitas vezes vemos, na vila, pessoas até 
bem intencionadas, que vêm de fora trazer doações para a comunidade. E aí vemos roupas, 
que foram dadas, sendo queimadas após o primeiro uso. Brinquedos, quebrados no primeiro 
dia, atirados pelo campo. Cestas básicas, ajudando a sustentar traficantes. Aquilo que vem 
sem esforço não é valorizado. Vemos algumas propostas de educação alternativa que parecem 
bem interessantes, mas dão a entender que todo o processo educativo deve ser prazeroso. É 
lindo que seja, mas há coisas que exigem esforço para serem interpretadas, entendidas, 
executadas, em qualquer área do conhecimento.
Auto-organização: Dentro de um tema gerador ou de um projeto previamente escolhido, no 
caso, atualmente, temos o da Horta Comunitária, apresentamos a proposta de aula planejada. 
Há um momento de discussão sobre como as atividades serão feitas e no final há um momento 
de avaliação. Estes espaços reflexivos permitem, a nós e às crianças, estarmos 
frequentemente praticando a  auto-análise, o que é essencial para o planejamento de 
futuras atividades. As crianças trazem importantes contribuições, sugestões e observações. 
Periodicamente realizamos na Escolinha uma Assembléia das Crianças, reunindo todos, e para 
avaliar um período mais longo. Na assembléia deve haver  pelo menos um coordenador (para 
garantir a discussão da pauta), alguém para fazer inscrições, e um relator. Assim elas 
aprendem a discutir em coletivo, com democracia de base, habilidade tão importante para as 
organizações populares.
Honestidade: Como já foi mencionando, o capitalismo torna naturalizado que as pessoas 
busquem tirar vantagem em tudo e se matem por migalhas. A corrupção permeia todas as 
classes sociais, e as crianças não são isentas dela. Muitas coisas da escolinha foram 
roubadas por gente da própria comunidade, não podemos idealizar que o "mundo novo" está 
construído porque estamos fazendo uma proposta de educação libertária, estamos em plena 
guerra, combatendo valores capitalistas defendidos a unhas e dentes até pelos setores mais 
prejudicados por este sistema. As drogas entraram com tudo para fragmentar o já remendado 
tecido social das comunidades, não é a toa que têm sido usadas para contenção de processos 
de empoderamento popular (caso dos Panteras Negras, nos EUA), jogando pobres contra pobres.
Nossa proposta não está pronta nem acabada, seguimos em permanente reconstrução e 
reformulação das nossas práticas e concepções teóricas por uma educação libertária 
atualizada ao nosso tempo e lugar, que por si só não transforma a sociedade, mas é uma 
necessidade fundamental para organizações e movimentos que por isto almejem.

http://quebrandomuros.wordpress.com/2014/12/13/terp-rs-educacao-libertaria-experiencias-em-uma-comunidade-no-rio-grande-do-sul/


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