(pt) União Popular Anarquista (UNIPA) - Campanha Nacional "NÃO VOTE, LUTE!" (2014) - Construir os comitês da campanha NÃO VOTE, LUTE! (en)

a-infos-pt ainfos.ca a-infos-pt ainfos.ca
Segunda-Feira, 14 de Abril de 2014 - 17:52:12 CEST


O boicote é uma arma ideológica e organizativa. A tática do boicote às eleições burguesas 
se vincula à luta ideológica e política concreta, não é apenas propaganda ou denúncia, nem 
uma escolha que se faz quando o partido não consegue ganhar eleições. Nesse ano, de 2014, 
o boicote às eleições burguesas deve expressar o descontentamento popular. Porém deve ser 
mais. Deve ser parte da preparação de uma luta dos explorados e oprimidos contra o 
sistema. ---- Pichação nas ruas do Rio de Janeiro convoca o boicote as eleições municipais 
burguesas de 2012. ---- O ano de 2014 é especial. Ano dos megaeventos, da Copa do Mundo, 
de aprofundamento do autoritarismo. Ano em que a disputa dentro do sistema político 
burguês entre "direita e esquerda" significa cada vez menos. Por isso, uma campanha de 
boicote que ajude a desenvolver a experiência e organização autônoma de classe é fundamental.

A UNIPA entende que a organização e a luta direta das trabalhadoras e trabalhadores, aos 
níveis nacional e internacional, é a única alternativa à ditadura da classe burguesa que 
se finge de democracia representativa sob o capitalismo. Por isso da mesma forma que 
devemos boicotar as eleições burguesas, devemos aprofundar a luta e a organização nacional 
e internacionalmente. A arma histórica dos trabalhadores é a GREVE GERAL. Por isso 
propomos o trabalho de propaganda e agitação da GREVE GERAL como método de luta combinado 
com o boicote às eleições burguesas.

Não votar, o boicote eleitoral, é importante. Mas ele é apenas a negação do sistema, a 
recusa. Os explorados e os oprimidos precisam também ter uma ação positiva, lutar por 
direitos econômicos e políticos. A greve geral é a palavra de ordem de construção. Devemos 
fazer não somente a divulgação do "Não Vote!", mas o "Lute" deve significar a adesão a um 
método (greve geral) e uma pauta de reivindicações. Esta pauta deve ser levada aos bairros 
de periferia, fábricas, campos para criar um grande movimento de protesto.

Hoje a principal tarefa é convocar a campanha de greve geral contra a Copa do Mundo e os 
megaeventos. Uma greve de protesto para expressar as reivindicações dos trabalhadores. Por 
isso a campanha dos COMITÊS "NÃO VOTE, LUTE!" devem ser tanto convocar o boicote eleitoral 
como a greve geral.

A abstenção eleitoral, que aumenta a cada eleição burguesa, é propositalmente classificada 
pelos reformistas e pela direita como 'alienada' e desimportante. Como não querem abrir 
mão de suas estratégias de conciliação de classes, preferem fechar os olhos para a 
realidade de que as trabalhadoras e trabalhadores não confiam mais na farsa eleitoral.

Mas, não só para obrigá-los a enxergar a verdade, como também para conseguirmos 
transformar uma indignação difusa em luta concreta, precisamos organizar o boicote a 
partir da unidade tática e da unidade estratégica, indicando uma alternativa de 
organização ao modelo estatista e burguês de representação eleitoral.

Por isso conclamamos os anarquistas e revolucionários do Brasil para construírem os 
comitês locais da campanha NÃO VOTE, LUTE! ligados a uma política nacional de propaganda e 
agitação, decidida democraticamente e aplicada segundo o princípio da responsabilidade 
coletiva. Essa campanha visa realizar as tarefas negativas e positivas apresentadas acima.
Propomos a seguinte dinâmica para viabilizar a campanha NÃO VOTE, LUTE! 2014 em todo Brasil:



Todos os companheirxs, coletivos, midiativistas, coletivos que quiserem construir essa 
campanha em seus bairros, zonas, municípios podem escrever para a UNIPA que está se 
propondo a servir como mediadora na criação e coordenação dos comitês. Entre em contato 
através do email: unipa  hush.com

A palavra de ordem Não Vote, Lute! é a única palavra de ordem revolucionária no atual 
momento histórico ante às eleições. E ela se liga a uma estratégia de luta e organização 
de massas e só assim se diferencia do reformismo e oportunismo.

NÃO VOTE, LUTE!
A luta é que muda, o resto só ilude!


More information about the A-infos-pt mailing list