(pt) ATO PÚBLICO DA FAG: Força e convicção ideológica (textos lidos) (en)

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Sábado, 19 de Outubro de 2013 - 13:19:39 CEST


Divulgamos os textos de intervenção da FAG no ato público de 17/10, publicados em nosso 
site junto as manifestações das organizações da CAB e de nossa co-irmã Federação 
Anarquista Uruguaia (FAU). ---- O ANTES E O DEPOIS DE JUNHO ---- *Análise de conjuntura 
lida no ato da público da FAG em 17/10/2013. ---- No inicio do ano de 2013 começou a 
ganhar força uma nova configuração para este país, um novo contorno histórico de luta 
popular, inicialmente com mobilizações pequenas, mas que nitidamente ganharam logo de cara 
a simpatia de uma ampla maioria dos trabalhadores e oprimidos em geral,  simpatia esta que 
caracteriza o descontentamento do povo com suas condições de vida, por seus direitos mais 
básicos como saúde, educação e transporte negados pelos de cima (governantes, patrões, 
mídia coorporativa).

Inicialmente as lutas foram pela redução das passagens, com a pressão popular aumentado 
nas ruas e a organização pela base, nos diversos trabalhos de diálogo com o povo, ocupação 
de terminais, marchas e trancaços culminaram em uma conquista pontual, mas coletiva, que 
foi a redução no aumento absurdo da passagem de ônibus nesta cidade (passagem que segue 
com um valor absurdo é bom frisar). Ao contrário do que acusam certos propagandistas, que 
buscam subtrair a ação popular para personalizar e canalizar eleitoralmente a vitória, 
esta não foi uma conquista de gabinete, mas sim de milhares de pessoas que saíram gritando 
pela força das ruas que "se a passagem aumentar, Porto Alegre vai parar" e Porto Alegre 
imerso em uma agitação que não presenciava a mais de uma década, literalmente parou! Não 
fosse a contundente mobilização de massas que o Bloco de Lutas pelo Transporte Público foi 
capaz de agitar a medida judicial contra o aumento teria mofado nas podres gavetas do 
poder judiciário.

A adesão às marchas começaram a se fazer presente nas ruas, já não éramos mais "meia 
duzia" de militantes, muito mais gente estava conosco, afinal sempre foi este o objetivo 
que nos colocamos desde o inicio, que o movimento se enchesse de gente com ganas de lutar, 
jovens, muitos jovens, senhores e senhoras e crianças, trabalhadores, desempregados, 
começaram a ganhar o paço municipal nas concentrações dos atos que ajudamos a construir.

A pauta já se estendia, não se tratava só de exigir a redução das passagens, um outro 
modelo de transporte começava a ser debatido, o passe livre que é uma pauta já antiga na 
cidade também já é uma das demandas. Tampouco essas lutas começaram a surgir do nada. Nos 
últimos 10 anos, em inúmeras cidades a juventude e os de baixo se mobilizaram e lutaram 
contra os aumentos abusivos no transporte coletivo, saindo em algumas ocasiões vitoriosos. 
Da mesma forma, indígenas e trabalhadores das obras do PAC, vinham sinalizando o caminho 
de uma luta sem tréguas contra os de cima.

Em meio a esse processo embrionário, onde inúmeros companheiros, das mais distintas 
procedências político/ideológicas, onde temos a felicidade de nos incluir, aportaram seus 
esforços, na maioria das vezes silenciosos, eis que tivemos um ato marcado pela repressão 
por parte dos defensores do Estado. Logo a cidade sentiu o poder que tem um povo indignado 
  quando este se da conta que esta sendo atacado e aquece na solidariedade aqueles que 
caem presos por lutar. No histórico 1 de abril, marcharam pelas ruas desta cidade uma 
coluna de milhares de pessoas, uma marcha que alcançou numero maior que dez mil, milhares 
marchando com seus anseios gritando em cartazes e faixas, milhares que talvez nunca antes 
tenham se somado a nenhuma manifestação seja ela qual fosse, no entanto ainda não tínhamos 
ao certo a dimensão do que iria surgir no país a fora.

Não tardou para presenciarmos mobilizações em várias cidades que, paulatinamente começaram 
a impor uma nova força no jogo da política brasileira, agora com os de baixo se erguendo 
com o punho em riste, apavorando os poderosos. Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro e tantas 
outras cidades presenciaram um mar de gente tomando as ruas e não por acaso sofrendo a 
covarde repressão policial por parte do Estado que prontamente buscou atender as 
reivindicações das patronais e da mídia coorporativa e tentar por fim as lutas que 
demonstravam uma sufocada revolta popular contida entre os de baixo. No entanto, a 
repressão deu com os burros n'água! Assim como em Porto Alegre, foi a partir da repressão 
policial que o movimento se massificou, canalizou a indignação contra a covardia de um 
estado cada vez mais policial e seguiu em frente, o que levou os de cima a rever sua 
tática. Se, em um primeiro momento a tática era conclamar a repressão e a estigmatização 
das lutas, dada a falha dessa histórica tática, os de cima, recorrendo sobretudo a seus 
instrumentos de luta ideológica, a mídia coorporativa, passaram a buscar cooptar as lutas, 
introduzindo pautas artificiais e cada vez mais vazias de conteúdo, conspirando contra a 
esquerda nos atos e buscando transformá-los em "paradas cívicas". Podemos afirmar que em 
Porto Alegre não foi fácil a direita se apossar das manifestações, pois já estávamos 
organizados para enfrentar a tentativa de cooptação e nisto conseguimos garantir o cunho 
classista e combativo que apontamos desde o inicio.

Quando já não éramos mais "meia dúzia" de militantes, mas sim um movimento forte e 
catalisador de demandas populares, sendo capaz de contornar a ofensiva dos de cima em 
esvaziar de conteúdo nossas lutas, passamos então a ser ainda mais condenados pela mídia 
golpista de plantão, reforçaram-se as tentativas de distorção e factóides covardemente 
plantados nas redações com o objetivo de desatar uma guerra psicológica contra a revolta 
popular que começava a se afirmar de norte a sul do país. Nossas marchas foram atacadas 
diversas vezes, fomos acossados e perseguidos, gás lacrimogêneo começou a ser marca 
constante, assim como as balas de borracha, as bombas de efeito moral, as torturas que a 
BM cometia pelas ruas, delegacias e camburões, as prisões arbritárias e aleatórias de 
gente que foi, literalmente caçada pelas ruas.

Os meses de junho e julho marcaram um antes e um depois neste país, com a entrada em cena 
de uma nova geração de lutadores, demonstrando convicção e firmeza de seguir em frente, 
ainda que enfrentando a repressão. Não bastasse a mídia a serviço dos capitalistas, a 
direita mais raivosa deste país com traços fascistizantes, encontramos nos governos do 
estado e federal, a comando do PT, se mostrado um algoz de ideologias combativas, mais 
especificamente do anarquismo. Foi o governo Tarso/PT que, na sanha de agradar a grande 
imprensa mandou sua polícia invadir a sede de nossa organização por duas vezes em menos de 
04 meses, a primeira, em junho, diga-se de passagem de forma ilegal e aprendendo "vasta 
literatura anarquista" segundo o chefe da Polícia Civil Ranolfo Vieira Jr., agora filiado 
a PDT do prefeito Fortunatti. Até hoje não devolveram todos os materiais e na tentativa de 
  intimidação, vão à casa de um de nossos militantes e entregam três dos vários livros que 
roubaram.

O discurso do governador Tarso Genro que vai a publico depois deste episodio é vil, coloca 
a ideologia anarquista como equivalente ao fascismo, julga que as ações de rebeldia e 
indignação que vão às ruas são de responsabilidade dos nossos ideais que incitam o 
protesto, como se nós devêssemos ser responsabilizados por aquilo que os governos e as 
elites plantaram durante anos e anos, como a fome, a miséria, a injustiça social, a 
precarização das relações de trabalho e dos serviços públicos, o massacre da juventude 
negra e pobre, o Estado penal, o cárcere, a tortura e o desaparecimento para o pobres.

Passadas então as grandes mobilizações, a criminalização ganha mais força. Já era de nosso 
conhecimento que haviam processos que corriam soltos contra militantes, já se desenhava 
ali uma ação de condenação política da militância. Não tardou muito e começam a nos 
prender,  como foi o caso dos/as professores/as, companheiros de luta que foram detidos em 
uma armação de "flagrante" após um ato do Bloco de Lutas. Em menos de uma semana, um tal 
delegado Jardim, conhecido por fazer vistas grossas à atuação de grupos neo-nazistas na 
cidade, concluía a farsa indiciando-os por depredação, agressão e crime ambiental por 
depredação de patrimônio tombado. A conspiração em curso ficava escancarada quando seus 
nomes e fotos eram divulgados com entusiasmo pela RBS e suas hienas.

Não distante deste episodio no 1 de outubro espaços políticos sociais de cunho libertário, 
como Moinho Negro e, como afirmamos acima pela segunda vez o nosso espaço o Ateneu 
Libertário, também outros militantes envolvidos na luta, como os compas do Utopia e Luta, 
e militantes do PSOl e PSTU tiveram suas casas invadidas e foram também roubados pela 
polícia civil empregada do governo Tarso/PT. Logo que tivemos acesso ao inquérito que a 
polícia civil montou, podemos então ter certeza da perseguição político ideológica que já 
caminha a passos largos, um inquérito digno de deboche, sem provas concretas, onde 
elementos de investigação são as cores de bandeiras e seus formatos. Nesta tentativa 
desesperada de achar lideres, de por cabeças a premio, o governo e seu aparato repressivo 
promovem uma verdadeira caça as bruxas na cidade. Alardeia que negocia com os partidos, 
porque não sabia das ações da PC. Mas sabemos e acusamos isso como mais uma manobra de 
provocar um racha no movimento.

Não se deixar levar pela chantagem dos de cima! Não se intimidar, não se desmobilizar: 
rodear de solidariedade todos os que lutam!

Na grande imprensa, seja ela da província ou nacional o bode expiatório que hoje buscam 
com um ódio espumoso enquadrar nas leis contra organizações criminosas e de segurança 
nacional, nítidos vestígios da ditadura civil-militar, já foi nomeado: anarquistas, 
mascarados, vândalos! Uma cortina de fumaça para sufocar a justa revolta popular de um 
povo que tem ousado dar um basta em sua condição miserável e de expectador do corrompido 
jogo político que decide a revelia dos de baixo. A repressão tem se afirmado com um 
crescente vigor. Isolar e direcionar a perseguição à setores mais combativos, ainda que 
estes sejam pouco ou nada orgânicos, chantagear setores reformistas/eleitoralistas de 
forma a isolarem os setores mais radicalizados, apresentando-se como responsáveis e não 
promotores da "baderna" tem se mostrado uma sagaz artimanha do inimigo. Cria-se um ciclo 
vicioso onde não faltaram vacilantes e até mesmo delatores para cederem as chantagens do 
inimigo a cada aperto que sofrerem, reiterando, cada vez mais sua inocência, sua 
responsabilidade e claro, mordendo a isca do inimigo ao condenar aqueles que, ainda que 
por vezes sujeitos a inúmeros equívocos táticos e estratégicos estão muitas vezes fazendo 
sua primeira experiência de enfrentamento político com os de cima. Representam, antes de 
mais nada, uma nova geração disposta a lutar por fora do jogo dado pelos de cima: 
eleições, partidos registrados no TSE recebendo suas devidas anuidades do Estado burguês 
(o fundo partidário) e contribuições de inúmeros setores da patronal.

O desenvolvimento da repressão em tais níveis, com o beneplácito de um pretenso partido de 
esquerda, "progressista", não é novidade para quem conhece as políticas de conciliação de 
classes do mesmo. O pacto social caminha invariavelmente para o conservadorismo e a 
reação. Desmobiliza e coopta setores importantes de luta e organização dos de baixo, 
chegando por vezes a destruí-los mediante o alto grau de cooptação e burocratização. Deixa 
como legado um vazio organizativo por parte dos de baixo, capaz de disputar uma agenda a 
esquerda, ao passo que colabora reiteradamente com os de cima e seus instrumentos 
organizativos. Eleger bodes expiatórios e desatar uma feroz repressão contra lutas que 
fujam do controle de sua política de pacto social é uma marca histórica desse reformismo 
que sequer é capaz de lograr mínimas reformas. No entanto, assume sem vacilações o seu 
posto histórico de ser a ante-sala do fascismo.

Seguimos afirmando que o que está posto no atual cenário não uma polêmica entre "marxistas 
x anarquistas" como muitos buscam insinuar ao sinalizar de forma positiva a chantagem dos 
de cima. O que se trata no atual momento histórico é a defesa de lutadores contra a 
repressão e a criminalização. Não escolhemos pelas vertentes ideológicas e históricas dos 
de baixo a quem ser solidários, orientação esta que vai de encontro a um pernicioso e 
trágico sectarismo que busca apenas defender "os seus".

Somos uma organização que tem 18 anos de história e luta, sempre estando junto e sendo 
parte dos oprimidos, organizando os de baixo, aportando com toda modéstia nosso grão de 
areia na construção do poder popular.

E neste solo que nos tocou viver e atuar, queremos reafirmar nosso compromisso de seguir 
lutando, porque nossas idéias não podem ser mortas ou acorrentadas! Porque o sonho por 
liberdade e justiça social não é um sonho que se sonha só! Porque as prisões não nos 
intimidarão! Porque a perseguição só alimenta nossas ganas de seguir combativo! Porque não 
nos calarão diante de qualquer injustiça! Porque a não vai ter copa se depender de nós! 
Porque seguiremos falando de liberdade, socialismo e anarquismo custe o que custar! Porque 
a luta dos indígenas e quilombolas também é nossa luta! Porque os trabalhadores da 
educação são nossos companheiros! Porque todos os que lutam tem em nós mãos estendidas e 
ombros solidários!

Porque nossos inimigos são os mesmos e lutaremos contra eles até a tão sonhada revolução 
social! Porque os lutadores do Rio de Janeiro que hoje enfrentam um Estado policial ainda 
mais desenvolvido, como em qualquer outro canto deste país não estão sozinhos!

Porque somos sim companheiras e companheiros ANARQUISTAS!!!!!!


O ANARQUISMO NÃO SE PRESTA A CARICATURAS!

Intervenção de encerramento do ato

Saúde compas! Em que pese ser o ato de uma organização política anarquista, com seu 
discurso, as suas linhas e a própria cultura militante, cremos que esta é uma conjuntura 
especial que toca a todos e todas que lutam para não se amesquinhar, para quebrar o 
sectarismo e brindar solidariedade de classe, por cima das diferenças partidárias. Que se 
sintam parte deste Ato todos os lutadores sociais perseguidos e com todo nosso respeito 
tomem um lugar entre nossa fraternidade libertária e socialista.

Contra o privilégio e a injustiça, a escravidão e a brutalidade SOMOS ANARQUISTAS, já 
sintetizou a máxima de nosso velho Bakunin.

Mas quem são os militantes anarquistas? Perguntava a reportagem especial de Zero Hora do 
dia 29 de junho, mais de uma semana depois que é operada a 1° invasão policial do local do 
Ateneu Libertário.

Ora, somos trabalhadores, de distintas profissões e setores, qualificados, precários ou 
desempregados, pais, mães, filhos do povo, estudantes. Somos também os jovens que fazem 
uma opção de classe e tomam parte contra toda dominação política, econômica e cultural 
pelo lado dos oprimidos. Os que ajudaram e somaram desde baixo e pelo começo a formar o 
Bloco que tomou a frente nas históricas lutas de massa de abril e junho em Porto Alegre e 
derramou pelo país afora. Os que não acordaram ali, que já vinham há anos dando corda nas 
pautas que defendem o direito a cidade para os pobres. E a propósito senhores, não temos 
preferência pela cor da roupa, nos vestimos como dá, como podemos. O estereótipo e a 
caricatura, apesar da insistência, não colam  marcas no nosso lombo.

Naquela pérola da página 11, dia 29 de junho, em Zero Hora o sr. Humberto Trezzi chamou 
uma manchete para contar quem são os anarquistas, fez um parágrafo sorteando chavões 
achados em vista grossa pelo facebook, a wikipedia ou a busca do google e logo tornou ao 
seu lugar de ofício nas crônicas policiais. A matéria estava premiada com o factóide de 
uma entrevista com militante anônimo, uma ode a estupidez de fazer inveja as piores e mais 
escabrosas redações de Veja.

O discurso criminal sobre o anarquismo não é uma surpresa. O espantalho é historicamente 
recorrente na imprensa, pelas autoridades e suas forças repressivas, toda a classe 
patronal. Não perdemos de vista que a produção do discurso da criminalização sempre quis 
plantar o medo, criar a figura do delito para fazer par com a ordem e ao final produzir 
consenso para o controle social das classes dominantes.

Durante as primeiras lutas operárias que se organizaram no país pelo trabalho dos 
anarquistas, inícios do séc. XX, se usava definir essas ideias como uma "planta exótica" 
que se estranhava com um povo pacato e cordial. A questão social que era levantada pelo 
emergente movimento dos trabalhadores foi convertida em B.O. da polícia. A ideologia de 
socialismo e liberdade que encarnava a luta de classes pelos princípios, as táticas e as 
finalidades de um movimento operário combativo era o próprio delito contra a propriedade, 
a desestabilização da ordem capitalista dependente e autoritária que se formava por aqui. 
E quantas organizações e periódicos da imprensa sindical revolucionária foram 
empastelados, quantos companheiros deportados ou eliminados pelo aparelho repressivo 
contam essa história "desaparecida" pelas infâmias do poder.

O capitalismo, o Estado e toda a estrutura ideológica articulada ao sistema sempre foram 
duros algozes do anarquismo, como todos seus opositores radicais. No Brasil não poderia 
ser diferente. Durante a 1° república fomos enfrentados a conjunturas de fortes ações 
judiciais e repressivas que destruíram organizações, veículos de imprensa, atividades 
populares. Pelas leis de repressão ao anarquismo de 1907, 1913 e 1921 tivemos o doloroso 
desterro, encarceramento e a liquidação de vidas militantes que não tem preço em nossa 
causa. A colônia de Clevelândia no extremo norte do país, durante a década de 20, figura 
terrivelmente como o campo de concentração dos indesejáveis, das "classes criminosas", que 
fez morrer no limbo incontáveis companheiros, anarquistas irredutíveis.

Nenhuma palavra sobre isso do sr. Trezzi. É que francamente não quis falar de anarquismo, 
tampouco teria essa liberdade de imprensa se assim o quisesse, quis falar de polícia, 
convocar a fuzilaria conservadora e arranjou espantalhos para assustar os protestos, ao 
gosto da política do grupo RBS.

Para o discurso das instituições a luta social que vem de baixo sempre anda a reboque de 
interesses que não conhece. Vítima das ideologias estranhas que não fazem corrente com a 
produção normativa do modo de vida dominante. Mas esse é um velho artifício da batalha de 
idéias usado para confundir, desqualificar e liquidar com a oposição das ruas pelo 
controle do juízo público. A ordem social nunca foi, nunca será, uma instituição neutra, 
em nossa sociedade ela é entre outras coisas o privilégio do discurso do pode e não pode, 
do certo e do errado dos poderes e das classes dominantes.

Não é a primeira e nem será a última vez em que nos veremos julgados pela imprensa 
monopolista, acossados pela polícia e criminalizados pelo governo e o judiciário. Já 
avisava Malatesta: a melhor maneira de obter uma liberdade é tomá-la para si, enfrentando 
os riscos necessários. E aqui estamos fazendo este ato público.

Não é preciso dizer que para a direita mais braba e também para o governismo pragmático 
dos ex-esquerdistas o socialismo inteiro está superado historicamente. Quando muito é 
usado como perfumaria de uma política que se afunda e se mistura no mundo burguês tal como 
ele é e como deve ser. Mas há quem queira nos impugnar de outro jeito, "em nome da 
história", abrindo polêmica como concorrentes na política, como inimigos de esquerda, não 
como adversários.

Vamos repetir uma declaração feita pela nossa organização em sua carta de opinião por 
volta de abril: "não temos a menor pretensão de representar o que se chama por lugar comum 
de movimento anarquista. A nível nacional integramos a Coordenação Anarquista Brasileira 
(CAB). Guardamos o respeito e as devidas diferenças com outras formações libertárias. Nós 
tomamos a palavra em direito próprio como uma organização política, que tem seus acordos e 
definições específicas, que se reconhece entre os oprimidos por esquerda, dentro da luta 
de classes, anticapitalista e antiburocrática."

Como corrente libertária do socialismo, no Brasil e pelo mundo, o anarquismo é um fator 
decisivo pela formação do patrimônio combativo e classista de nosso movimento operário. 
Por aqui, foram os trabalhadores anarquistas que, em direção contrária ao colaboracionismo 
da social democracia de inspiração marxista, puseram na ordem do dia das primeiras lutas e 
organizações sindicais a independência política da classe frente aos patrões, o governo e 
a burocracia. Para qualquer desavisado ou jogador de má-fé reforçamos que o anarquismo não 
se presta a caricaturas. A rigor, pra quem fala da história social do movimento dos 
trabalhadores, de socialismo, não há como borrar os aportes da corrente libertária.

O anarquismo está como nunca citado na história recente do país, sobretudo pelo discurso 
da imprensa e dos órgãos judiciais e repressivos que "julgam" a legitimidade da luta de 
massas nas ruas. As mobilizações de massa que estão sacudindo o Brasil deram vez a um 
turbilhão de demandas que latejavam na vida neurótica, precária e estafante dos setores 
médios e populares. Grande parte da geração jovem e combativa que formam as lutas desta 
conjuntura histórica cresceu nos últimos 10 anos de governos do PT e encarna a expressão 
conflitiva e saturada do seu modelo capitalista de crescimento econômico. O Brasil "grande 
e moderno" puxado pelos grandes capitais, em parceria com os fundos do Estado e de rabo 
preso com as velhas oligarquias é feito as custas de uma deterioração brutal do meio 
ambiente, dos bens e serviços públicos e das condições de vida do povo trabalhador e da 
juventude.

Nos últimos meses boa parte do que se representa por espontâneo, horizontal e fora da 
alçada de organizações de esquerda, sindicatos, movimento estudantil é imputado a posições 
libertárias. Sem dúvidas nós pensamos que há uma boa dose de vulgarização nessas imagens, 
que induzem diferentes e variadas atitudes que não se correspondem com nossa formação 
ideológica. O que está em cena indiscutivelmente é um vivo sentimento de rechaço às 
práticas burocráticas e tradicionais de fazer política, aos conciliadores de turno que 
conduzem a conservação e a reprodução das mesmas estruturas opressivas da sociedade. Está 
ganhando emergência uma nova cultura política, que não se reconhece nos partidos da 
democracia burguesa ou na burocracia sindical, que não confia nas intermediações 
reformistas e aposta em mecanismos de democracia de base e táticas de ação direta de massas.

Tal contexto tem renovado o interesse pelo anarquismo e faz um desafio aos militantes 
anarquistas a dar impulso ao novo que está se gestando sem se desarmar política e 
moralmente. Um certo horizontalismo anti-organizador que anda em moda não coaduna com 
nosso federalismo. Não é capaz de produzir forças sociais de cambio e um projeto de 
ruptura para abrir caminho novo. A apologia do caos e do individualismo que deriva na 
anti-política, no pior dos cenários, faz a cama para o inimigo deitar.

Defendemos resolutamente o direito a autodefesa da luta pública de massas, de critérios e 
medidas para se proteger da ação repressiva. Temos nossas diferenças com as táticas que 
não fortalecem os mecanismos de democracia direta do movimento popular e que renunciam ao 
debate da linha coletiva das ações. Essa posição se articula com uma concepção 
"insurrecionalista" que termina isolada do povo, que não admite meios para trabalhar com o 
tempo e o lugar onde se atua, entrega as decisões da política para o reformismo e "faz a sua".

Somos partidários da construção do poder popular, da luta estratégica das classes 
oprimidas contra o sistema de dominação, com ação direta em todos os níveis. Se é correto 
que um método de ação combativa não marca uma intenção revolucionária quando falta o 
programa, não é menos certo que o mais revolucionário dos programas pode revelar um 
incorrigível reformista quando este quer chegar as suas finalidades pelas regras do jogo 
do inimigo.

Nossa concepção anarquista sempre foi uma incansável organizadora, sempre tratou de criar 
e desenvolver organização própria no mundo do trabalho e da pobreza, com sindicatos de 
resistência, com mecanismos de solidariedade, unindo o conjunto com federalismo. Para 
todos os efeitos, o trabalho organizativo leva junto uma sensibilidade libertária e 
orientações gerais para não reproduzir no campo dos oprimidos o mundo das estruturas do 
privilégio, do centralismo burocrático e da desigualdade.

Nunca esteve entre nossos propósitos fazer obra de propaganda anti-partido, anti-sindical, 
etc. Temos companheiros/as que estão organizados nas lutas sindicais e não renunciamos a 
fazer política com nossas próprias formas. Temos tratado de defender sempre por esquerda e 
pela base os critérios que fortaleçam, que unam, que não desagreguem a energia que tem que 
ser acumulada para vencer uma luta que não termina logo ali. O "aparelhismo" joga contra a 
unidade dos que lutam, mata a pluralidade do campo popular. Tática apartidária pra luta 
social, não anti-partido e tampouco apolítica.

Só a luta pode ser um divisor crível de amigos e inimigos. E nessa luta tem lugar para os 
partidos e as agrupações de esquerda que não se alçam como negociadores da capitulação, 
como intermediários burocráticos. Todos e todas tem lugar para construir um movimento 
combativo e de massas que corte o passo da direita, dos governos de turno e das classes 
dominantes que querem civilizar o protesto numa direção conservadora de propósitos 
reacionários.

É o governismo, a colaboração de classes e as burocracias partidárias e sindicais que 
jogam água no moinho da direita. A saturação do pacto social engenhado pelos governos do 
PT deu refresco para as forças mais reacionárias da sociedade brasileira se reformularem e 
chegar a conquistar pelo poder da imprensa monopolista um setor dos protestos nas jornadas 
de junho. A desmobilização e o burocratismo nas filas da classe trabalhadora, a 
fragmentação do mundo da pobreza e a coalizão dos partidos governistas na vala comum da 
representação burguesa da política é que dá passagem para direita ensejar seus planos.

Está mais que na hora de dissipar o fantasma de uma política colaboracionista que não 
quebra a estruturas dominantes do poder reacionário dos monopólios da mídia, do sistema 
financeiro e os capitais transnacionais que controlam as riquezas criadas pelos 
trabalhadores, com a ideologia do Brasil grande e emergente que acelera o carro burguês e 
atropela os indesejados.

Nosso anarquismo em ação quer ser um fator para unir o que está disperso, organizar o que 
anda desorganizado, para encontrar mecanismos de participação popular em direção de uma 
estratégia de poder popular que carregue um programa de soluções para os explorados e 
oprimidos. Que faça sair pra frente os protestos sociais.


Camilo Berneri. Anarquista e antifascita italiano. Lutou na Revolução Espanhola, onde foi 
preso e assassinado pelos estalinistas nos acontecimentos de maior de 1937.

O anarquismo não esquece Mussolini como já sugeriu o governador Tarso Genro, mas também 
não deixa perdido na galeria da amnésia institucional a sua história, o seu código 
militante e a sua luta implacável contra o fascismo e os regimes totalitários. Está 
conosco o inesquecível companheiro Camillo Berneri, anarquista e antifascista italiano de 
primeira linha que lutou a morte contra Mussolini na Itália e também contra o fascismo 
espanhol. Está viva na memória de todos os rebeldes a épica coluna operária da Batalha da 
Praça da Sé em São Paulo de 34 que bancou a revoada dos galinhas verdes, o integralismo de 
Plínio Salgado.

  Sempre com os que lutam!

Nenhum lutador social sem solidariedade!

Pelo Socialismo e pela Liberdade.

Não tá morto quem peleia!

Federação Anarquista Gaúcha - FAG

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ADESÃO DA ORGANIZAÇÃO ANARQUISTA SOCIALISMO LIBERTÁRIO

Aos companheiros e as companheiras da Federação Anarquista Gaúcha

O avanço das lutas populares no Brasil tem nos mostrado a verdadeira face dos ditos 
governos progressistas que despontam em toda nossa América Latina. Não é surpresa para nós 
a truculenta repressão e as tentativas de criminalização de nossas organizações por parte 
do Estado, sempre lacaio das elites do mundo, independente do discurso dos partidos que o 
governam. Devemos estar preparados para essa batalha e somente unindo nossas forças 
conseguiremos caminhar. Nós da Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL) estamos 
juntos a vocês, irmãos de luta e grande inspiradores, nesta batalha contra o Capital. Nos 
inspiramos na força que vêm do Sul para continuar de cabeça erguida lutando contra um 
inimigo tão poderoso. E enviamos aqui essa saudação para lembrá-los que não estão sozinhos 
neste ato, que estão com todos e todas de São Paulo também! Vocês representam hoje a voz 
de uma multidão de anarquistas, que de forma destemida grita em coro com cada um de vocês, 
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

São Paulo, 17/10/2013

Organização Anarquista Socialismo Libertário - OASL

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ADESÃO DO COLETIVO ANARQUISTA BANDEIRA NEGRA

NÃO AFROUXAR NEM UM TENTO! NOTA DE SOLIDARIEDADE À FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA

O Coletivo Anarquista Bandeira Negra reforça sua solidariedade à organização co-irmã e 
repudia a repressão de Estado contra as manifestações e a criminalização dos protestos 
nestas últimas semanas.

Para o Estado e para o Capital, é notório saber que a força popular crescente e a retomada 
do vetor social por parte das organizações anarquistas tem deixado clara a irritação por 
parte dos de cima por se tratar de perspectivas políticas de ruptura ao sistema. 
Principalmente a Federação Anarquista Gaúcha, desde o episódio da primeira invasão da sua 
sede pelo governo tucano de Yeda Crusius em 2009, vem enfrentando bravamente perseguições 
de cunho político, repressão e difamação. Não há justificativas para tal criminalização, 
exceto quando compreendemos que a motivação única é justamente o combate entre classes, 
daqueles setores estatais e capitalistas contra movimentos organizados.

Os governos municipais, estaduais e federais buscam criar as condições mínimas de um 
Estado de Exceção, patrocinado pelas velhas elites e multinacionais, com o objetivo de não 
deixar nenhum movimento popular combativo de pé. A nova Lei Geral da Copa demonstra 
claramente uma das facetas mais brutais deste novo arranjo político reacionário. As 
prisões e invasões de casas e sedes evidenciam que independente de siglas partidárias, o 
chamado ódio de classe e àxs lutadorxs sociais, suscitam uma política estratégica de 
amortização do campo libertário, historicamente perseguido.

Estamos vivendo um momento-chave para a retomada da construção do verdadeiro poder popular 
dxs de baixo, dos setores mais oprimidos e explorados, e não podemos deixar que se 
consolide esta preparação de extermínio. As recentes notas públicas de partidos da 
esquerda estatista reforçam o ganho que nossa força vem concretizando ao nível dos últimos 
anos, incorporando espaços antes abandonados pela militância parlamentarista. Nós, 
companheiras e companheiros de luta, estamos lado a lado com a organização gaúcha e todas 
as outras que se somam nas ruas. É importante que se saiba que quanto mais o governo tenta 
barrar as legítimas reivindicações das diversas categorias em luta, dxs professorxs em 
greve, dxs indígenas, dxs quilombolas, dxs sem-terra e sem-teto, mais violenta será a 
instrumentalização das organizações populares na ação direta de denúncia contra a repressão.

Lutar não é crime!

Pelo fim da criminalização do movimento popular!

Não retroceder um milímetro sequer! Guerra contra a naturalização da violência contra xs 
pobres e movimentos sociais.

Viva a Federação Anarquista  Gaúcha! Viva o movimento popular organizado!

Santa Catarina, 17/10/2013

cazp-sem-10

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ADESÃO DO COLETIVO ANARQUISTA ZUMBI DOS PALMARES

O Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares vem através desta se solidarizar com os 
companheiros gaúchos que estão sofrendo duramente com as invasões e perseguições da 
polícia militar e do governo Tarso (PT), culminando na invasão dos espaços Moinho Negro, 
Utopia e Luta e do Ateneu Libertário Batalha da Várzea, espaço social e político da nossa 
organização irmã Federação Anarquista Gaúcha (FAG), já invadido em junho.

Desde as manifestações de junho anarquistas e demais movimentos políticos e sociais 
organizados de todo o Brasil tem sido alvos de diversos bombardeios militares e midiáticos 
fascistas, que tentam a todo custo criminalizar nossas ações.  Ainda que distantes, 
somamos força à luta dos companheiros gaúchos certos de que atitudes persecutórias só 
reafirmam que ainda vivemos num país em que os políticos ainda usam artifícios 
ditatoriais, como perseguição, apreensão de materiais, invasão de espaços particulares e 
públicos. A democracia é um engodo.

Não permitiremos que tais condutas sejam mantidas e perpetuadas. As denúncias serão 
feitas, nos manteremos firmes na luta em repúdio às ações do Estado e seus desmandos.

Rodear de solidariedade os que lutam!

Protesto não é crime!

Alagoas, 17/10/2013

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ADESÃO dá federação ANARQUISTA Uruguaia - FAU

Salu colegas da FAG.

Queremos trazer a este evento algumas palavras da Federação Anarquista Uruguaia. Será que 
quase duas décadas de trabalho e luta constantemente indo e vindo, a construção fraterna 
comunhão estilo de trabalho. Nós, motivações, desejos, esperanças e aspirações. Desenho 
experiências e propostas vêm em pares, apoiando uns aos outros como irmãos e também desta 
América.

Em seguida, apresentamos neste ato a ser feito para plantar análise e posições fortes 
sobre o que está acontecendo lá. Os fatos não veio hoje, nem são os produtos de uma fonte 
específica. Estas são as fases de acumulação, fluxo e refluxo das forças que estão a 
montagem até a ocultação da massa da burguesia e da manipulação que visa fazer com eles.

Mas eles não podiam esconder os protestos em massa e de luta social, a rebelião popular 
que foi implantado em todo o país antes e durante a Copa das Confederações. Eles não 
podiam esconder ou até mesmo negar o campeão da copa do mundo no Brasil.

Essas lutas não eram uma invenção do momento e sim foram ignorados durante anos. Os 
movimentos não são nascidos nos últimos dias: a luta para o transporte público, as lutas 
locais com reivindicações nos bairros e pequenas cidades, a luta dos sindicatos, 
estudantes, indígenas, camponeses. Um elevador populares generalizada. Na rua, resistindo 
em estreita colaboração com o parceiro. Against the Beast repressor não tenho nenhuma 
dúvida em esgotar sua munição contra algo imparável crescendo cada vez mais.

Neste contexto, abre o Ateneo locais Verzea Batalha, onde faz a FAG. Cobrado o mesmo que 
Yeda Crusius atacou quando ele lutou contra a impunidade pelo assassinato de Elton Brum. 
Atacaram e invadiram, apreendidos, difamado, na mesma constante histórica acima que foram 
usadas contra o perdedor, especialmente quando os que estão abaixo são organizados e 
movimento.

A primeira incursão da polícia este ano foi 27 de junho com a equipe de policiais 
especiais e militares. Eles levaram materiais de propaganda e livros FAG querendo 
criminalizar a posse desses materiais. Tudo isso era para ridicularizar toda a pueblada 
que moveu todos os dias em todo o estado e em todos os estados.

Quatro meses antes de esse fato torna-se 01 de outubro a ser procurado pelas casas locais 
Ateneo policiais com mais de 60 militantes companheiros movimentos Porto Alegre e Rio 
Grande do Sul também são protestos em todo o Brasil, com tem sido e tem crescido em todo o 
tempo antes disso.

Destina-se a criminalizar FAG novamente, e anarquismo em geral hoje fileiras indiscutíveis 
Brasil lutas e surgiu como uma proposta: Luta para criar, criando Resist. Por que as 
organizações que estão habilitadas, sentem suas demandas. Muitos novos movimentos em 
relação ao histórico também fazer seu acompanhamento. Eles são as vozes que foram 
evoluindo de "Fora Collor" são aqueles que não resistem a impunidade "do Carajás Dorado 
Slaughter", ou "da Candelaria Chiacinha" nem "Carandiru". Porque, mesmo com o protesto e 
luta que é impossível esconder estão se unindo movimentos e da solidariedade é uma constante.

Marcar esses eventos e muitos mais que não atingem o papel de citar que o anarquismo nesta 
fase continua a sua constante e é consistentemente classificada como uma alternativa de 
resistência e criatividade, espaço para prática as idéias antagônicas predominantes dos 
espaços energia do sistema. O anarquismo é, hoje, nesta fase, um termo que corresponde ao 
seu fluxo histórico nas histórias de luta pelo socialismo com liberdade, o socialismo 
libertário. Não há rotas curtas, sem atalhos que permitem que a nossa ideologia juntamente 
espaços de todo o sistema. Vamos para outra coisa!

Porque você controlar esta sociedade que resistem e solidariedade. Uma resistência 
agressiva contra o consumismo ea violência de todos os dispositivos e as ferramentas 
poderosas acima. Estamos criando e vamos continuar a criar resistência ativa de baixo, em 
favor da construção de mais e mais popular de energia, independentemente de classe e 
democracia direta.

Assim marcha, por isso estamos no mesmo caminho da nossa Coordenação Anarquista Gaúcha 
Federação Anarquista irmã e brasileiro, e todo o fluxo popular, abaixo, lutar e construir 
as suas aspirações, realizações e novas esperanças para o Brasil e uma América sem pobreza 
, impunemente, sem fome, e da dominação de qualquer espécie.

Então andamos.

Então wake novo amanhece.

Com todas as nossas memórias, ontem, hoje e sempre.

Top Anarquismo.

FAG Top!.

Acima da luta!.

Federação Anarquista Uruguaia



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