(pt) Saudação à Fundação do Núcleo Anarquista Resistência Cabana (NARC) by FARJ

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Sexta-Feira, 29 de Novembro de 2013 - 19:19:58 CET


Companheiras e companheiros de Ideal, ---- A Federação Anarquista do Rio de Janeiro saúda 
com alegria a fundação do NARC, organização co-irmã que vem se somar à luta pela retomada 
de um anarquismo inserido e atuante nas lutas do nosso povo. ---- E o povo paraense tem a 
luta no sangue! ---- Desde os tempos coloniais, indígenas resistiram bravamente contra a 
escravidão e a invasão de suas terras. ---- Africanos, trazidos para o norte do país, 
também lutaram por sua liberdade, muitas vezes internando-se nas selvas para formar suas 
comunidades quilombolas. ---- Em 1835, caboclos, índios e negros, cansados da exploração e 
da brutalidade das classes dominantes, sublevaram-se em umas das maiores e mais 
importantes revoltas populares da história do país, tomando a capital e vastas áreas do 
interior, tendo resistido bravamente por mais de 5 anos. O governo imperial, junto às 
elites locais e com apoio naval britânico, banhou de sangue as terras paraenses, em um 
genocídio sem precedentes em nossa história.

O espírito da Cabanagem manteve-se vivo nas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras 
paraenses nas décadas seguintes.

Nos primeiros anos do século XX, a influência anarquista se fez sentir no Norte, com a 
construção dos sindicatos livres e a organização da classe trabalhadora urbana. Naqueles 
anos, uma minoria de latifundiários e comerciantes acumulava enormes fortunas com a 
produção e a exportação da borracha, as custas da escravidão nos seringais e da exploração 
dos trabalhadores e trabalhadoras nas cidades. Os sindicatos revolucionários, então, 
forjaram uma nova tradição de lutas, através de greves, boicotes e manifestações de rua, 
como a greve geral de 1914 e a dos bondes, em 1920.

Relembramos aqui dois valorosos companheiros de ideal que unem o Pará e o Rio de Janeiro: 
João Plácido de Albuquerque, representante da Federação Operária do Pará (FAP) no 3º 
Congresso Operário Brasileiro, torturado e morto pela polícia carioca em abril de 1920; e 
José Marques da Costa, anarquista português que militou intensamente em ambos os estados 
nos primeiros anos da década de 20.

Hoje, como ontem, a luta é no campo e na cidade, e os anarquistas com o sangue e a vontade 
cabana, estão nela!

VIVA O NARC E O ANARQUISMO ESPECIFISTA!

http://anarquismorj.wordpress.com/2013/11/29/saudacao-a-fundacao-do-nucleo-anarquista-resistencia-cabana-narc/ 



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