(pt) Uniao Popular Anarquista - UNIPA - Causa do Povo #68 - Avançar na Luta pelo Passe Livre!

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Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2013 - 13:33:04 CET


A luta pelo transporte público é a luta contra o capital monopolista! -- As manifestações 
populares contra o aumento das passagens que irromperam nas últimas semanas no Brasil 
estão marcando uma ruptura de conjuntura. Os movimentos já estão ajudando a colocar na 
pauta não somente as reivindicações econômicas dos trabalhadores e estudantes, mas 
problemas sociais e políticos e problemas do próprio movimento demassas. ---- O movimento 
começa com uma reivindicação: redução dos preços das passagens. É certo que a re dução do 
preço das passagens em si mesmo não significa tudo, mas significa muito. Reduzir o preço 
das passagens tem um impacto direto sobre o nível salarial da população mais pobre. 
Segundo os dados do DIEESE em janeiro de 2013 o salário mínio necessário para suprir a 
vida de uma família deveria ser de 2674,00 reais e agora em maio é de 2873,00 reais.

Ou seja, o salário mínimo de 678 reais so-
  mente no primeiro semestre desse
  ano perdeu quase 1/3 do seu valor
  real. Mas além disso, essa reivin-
  dicação é importante por ser um
  passo no sentido do controle dos
  trabalhadores sobre o transporte
  público para a tarifa zero. A redu-
  ção ou suspensão dos aumentos
deve ser parte de uma plataforma
mais ampla, política e econômica.
A pauta econômica é a luta contra
a super-exploração e os efeitos da
crise mundial. Controlar a margem
de lucro do capital monopolista é
a única forma de elevar o nível de
vida dos trabalhadores.
Devemos reivindicar a redução
  das passagens e suspensão do
  aumento. Mas em segundo lugar
devemos reivindicar a abertura de
todas as contas das empresas con-
cessionárias de transporte públi-
co, fazer uma ampla devassa para
avaliar os lucros e certamente a
alegada "necessidade" dos aumen-
tos será desmentida. Em terceiro
lugar formar um comitê de controle
dos transportes públicos composto
por usuários e trabalhadores para
avaliar as contas e criar as condi-
ções para que não se subordine os
interesses e a vida dos trabalhado-
res à máfia dos transportes.

Essas medidas práticas apon-
tam para uma solução classista e
combativa da luta, que apresente
a solução para óbvio: o arrocho
salarial que começa a massacrar a
classe trabalhadora, especialmente
aquela que ganha salário mínimo.
  Em segundo lugar, o movimento e

  os protestos explicitaram, em boa
hora, a deterioração do legalismo e
da hipocrisia reformista e estatal.
A repressão brutal está mostran-
do o caráter autoritário do siste-
ma político e colocando no centro
o debate político da criminalização
  dos movimentos sociais.
Nesse sentido, setores gover-
nistas e reformistas do movimento
apelam e apelarão e farão coro com
as forças reacionárias denunciando
o "vandalismo". Ao mesmo tem-
po, a dura experiência das lutas no
campo e na cidade estão mostran-
do que todos os instrumentos são
legítimos para conter o abuso de
poder e a arbitrariedade. O Estado
policial e prisional já se assanha.
Mas se surpreende ante uma resis-
tência que imaginava amordaçada
e amarrada pela burocracia sindi-
cal e estudantil.
Mas essa aliança entre o Esta-
  do, a burocracia estudantil e sin-
  dical irá se voltar cedo ou tarde
contra o movimento. Por isso é
preciso colocar que tarefa do mo-
vimento, propriamente política não
é a defesa da democracia em abs-
trato, mas a defesa dos direitos de
auto-organização e manifestação
e a luta contra a criminalização,
  primeira face do autoritarismo e

  eventualmente da ditadura. E a
  legítima defesa individual contra
  o autoritarismo e pela autodefesa
  coletiva de massas devem ser de-
  fendidas como direitos históricos
  dos trabalhadores.

Outra tarefa fundamental do
movimento é ampliar as mobiliza-
  ções. Nesse sentido é preciso que
  a luta seja levada aos locais de tra-
  balho e estudo. Para isso é preciso
  convocar os trabalhadores à gre-
  ve. Greve contra o aumento das
  passagens, greve contra o abuso
  de poder e autoritarismo. É pre-
  ciso combinar uma série de para-
  lisações nas diferentes categorias
  para engrossar as mobilizações
  nacionais para transformar efeti-
  vamente a luta pela redução das
  passagens na luta pelo passe-livre.
  É preciso paralisar as escolas, as
  universidades e levar estudantes e
  trabalhadores para as ruas imedia-
  tamente. É preciso então construir
  greves setoriais que possibilitem a
  convergência das mobilizações de
  trabalhadores, convocando parali-
  sações para os dias dos atos! Por
  isso a tarefa da militância revolu-
  cionária e combativa é convocar as
  greves e paralisações para fortale-
  cer a luta pelo passe livre.

Greve contra o Aumento, greve contra à criminalização e greve contra os megaprojetos!
Passe Livre já! Rumo à Greve Geral!


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