(pt) Brasil, União Popular Anarquista (UNIPA) - Outros Outubros Virão! Aprofundar a ação direta na luta pela educação pública

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Sábado, 2 de Novembro de 2013 - 17:07:25 CET


O combativo protesto de 07 de outubro marca numa nova fase da luta popular. O protesto em 
apoio aos professores foi uma resposta a intransigência do Governo Estadual e Municipal 
contra as reivindicações da categoria. Foi também uma resposta a repressão policial do dia 
01 de outubro. O ato e a sua relação com a dinâmica da categoria em greve expressa o 
desenvolvimento do levante popular de junho. A ação deixa de ser corporativa e assume um 
caráter classista, pois unifica diversos setores. ---- Porém, setores reformistas tentam 
desqualificar o ato e tentativa da tomada da câmara e os ataques contra os bancos e contra 
o Clube Militar. Reativam a falácia de que os atos de resistência "afastam" as massas. Mas 
o que aconteceu? A tentativa da tomada da Câmara e os confrontos foram a resposta a 
brutalidade policial de 01 de outubro. Não se pode analisar o ato isoladamente. Dizer que 
a polícia atacou primeiro ou reagiu, como já dissemos, é deturpar a análise.

A grande questão é que a tentativa de fazer um ato "performático" quando muitos ainda nem 
sequer tiveram as feridas cicatrizadas da agressão da semana anterior foi à tática dos 
reformistas. O setor combativo e revolucionário realizou ações fora e contra essa 
orientação. Se existem erros de condução e insuficiências na ação é outro debate. Mas 
deduzir que da ação de resistência se gera a desmobilização e ilegitimidade é reproduzir o 
discurso da reação. O fato é que nada nessa dinâmica difere do levante popular de junho, 
pois o levante se deu contra a orientação reformista e governista.

O fato é que o dia 07 de outubro foi outro dia histórico. Não somente ocorreu a fusão da 
ação de rua dos grupos de Black Blocs com a ação grevista, como ocorreu um grande ato de 
solidariedade em São Paulo. Existem limites na tática dos Black Bloc? Sim, mas seus 
limites não estão na ordem de que sua execução implica numa negação ou contradição com a 
participação de massas, mas sim que suas formas organizativas e nível de desenvolvimento 
ideológico não estão ainda plenamente desenvolvidos. Mas isso não elimina a legitimidade 
de uma ação que vai para muito além do Black Bloc. A tomada da Câmara foi apenas a 
resposta, parte da dinâmica de ação-reação. Além disso, os Black Blocs são apenas uma 
parte de um setor muito maior. A aceitação da resistência de massas e da ação direta não 
para de crescer entre estudantes e trabalhadores.

No levante popular de junho foram produzidas, a partir das lutas estudantis e da 
juventude, novas formas de luta e organização. Agora essas formas de luta estão se 
combinando com as lutas sindicais e fazem ecoar dentro das categorias de educadores em 
greve um grande avanço subjetivo. Os professores aprenderam pela experiência a necessidade 
da autodefesa de massas e estão também confrontando a burocracia sindical.

Por isso quem defende o levante popular de junho precisa defender as ações de outubro. O 
mês de outubro está abrindo possivelmente um novo período de ofensiva e é preciso 
nacionalizar a luta pela educação pública, com mais manifestações de solidariedade. A 
tarefa agora é dobrar o governo estadual e municipal. E para isso é preciso intensificar a 
ação direta nas ruas, as formas de ação e organização sindical com as táticas de 
autodefesa e ação direta de massas. Somente dessa maneira somos coerentes com a defesa do 
levante popular de junho e permitiremos que outros outubros revolucionários se coloquem.

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Sobre a UNIPA
A União Popular Anarquista (UNIPA) é uma organização política revolucionária bakuninista. 
A UNIPA luta pela construção do socialismo no Brasil. A estratégia revolucionária da Unipa 
aponta que somente a ação direta das massas e a luta de classes são capazes de realizar 
conquistas imediatas, econômicas e políticas, para a classe trabalhadora.

A UNIPA entende que somente a revolução, que se coloca como desdobramento da luta de 
classes, é capaz de viabilizar a construção da sociedade socialista. A UNIPA foi formada 
em 2003, reunindo militantes do movimento estudantil, sindical e comunitário, alguns dos 
quais participavam do coletivo Laboratório de Estudos Libertários (LEL). O LEL publicou o 
Causa do Povo e a revista Ruptura que passaram a ser órgãos da UNIPA a partir de então.


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