(pt) Discursos da FAG no ato de 1º de Maio da FAU e Adesão da FAU ao nosso ato de 1º de Maio

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Sexta-Feira, 3 de Maio de 2013 - 07:47:52 CEST


DISCURSO DA FAG PARA O ATO DE 1º DE MAIO DA FAU ---- Em nome da Federação Anarquista 
Gaúcha, organização integrante da Coordenação Anarquista Brasileira queremos saudar este 
ato pelo 1º de Maio. Um dia de luta. Um dia de memória. Uma data que está diretamente 
relacionada a influência da nossa ideologia libertária na luta dos trabalhadores. As 
origens do 1° de maio estão ligadas com a proposta dos trabalhadores organizados na 
Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) em declarar um dia de luta pelas oito 
horas de trabalho. ---- Sendo a AIT a impulsionadora das lutas dos trabalhadores nesse 
período, é importante registrar que em nosso continente foi a Internacional anti 
autoritária a que teve maior influência no movimento operário.

Depois do Congresso de Haya da 1ª Internacional onde se separam as duas concepções (a 
federalista e a estatista) em meio à forte polêmica, é a corrente libertária(anarquista) 
que vai impulsionar a continuidade da Internacional. Foi no ano de 1872 em Saint Imier, na 
Suiça, que Bakunin e os federalistas fundavam a Internacional conhecida mais tarde como 
Anti autoritária.

Foi enfrentando situações adversas e atuando durante um largo período na clandestinidade 
que a Internacional foi desenvolvendo atividades e propostas que guardam correspondência 
direta com as práticas daquele período. A tática da “ginástica revolucionária”, que 
compreendia a realizações de greves sempre com vistas de acumularem forças para uma greve 
geral, táticas estas que foram debatidas no Congresso da AIT de 1866, serão levadas a cabo 
pelos federalistas em inúmeros países onde serão preponderantes na organização do nascente 
operariado, a exemplo do Brasil, onde a estratégia defendida por Bakunin e seus 
companheiros para atuação no movimento operário, o sindicalismo revolucionário, logrou um 
grande êxito. Apesar de ter sido impulsionado como uma estratégia anarquista, 
concretizou-se como uma obra de toda a classe trabalhadora que se mobilizou em torno dos 
sindicatos e decidiu e decidiu assumir para si a tarefa de mudar o mundo. Foi o 
sindicalismo revolucionário que no Brasil impulsionou as greves gerais de 1917 com ação 
direta, independência e solidariedade de classe.

É nesse contexto que irá entrar para a história o 1º de Maio como um dia internacional de 
luta dos trabalhadores em função dos trágicos acontecimentos em torno da greve geral pelas 
08 horas de trabalho na cidade de Chicago, Estados Unidos, em 1886, termina com uma 
tremenda repressão, resultando em inúmeros mortos e feridos pela polícia de Chicago, além 
da prisão de 10 anarquistas, os quais 7 são condenados a pena de morte, 2 a prisão 
perpétua e 1 a 15 anos de prisão, entrando para a história como os mártires de Chicago

Os direitos históricos conquistados pelos trabalhadores diante da flexibilização

Os anos que sucederam o período das greves gerais no Brasil impulsionadas pelo 
sindicalismo revolucionário do século XX, foram marcados pela Ditadura do Estado Novo com 
o presidente Getúlio Vargas aplicando um controle e repressão sobre as organizações 
operárias com inspiração no fascismo. Ao mesmo tempo, foi criada a Consolidação das Leis 
Trabalhistas (CLT), onde uma série de direitos que haviam sido reivindicados nas décadas 
anteriores acabaram sendo reconhecidos.

A CLT foi editada em 1943 e ao longo da década de 90, no auge do neoliberalismo durante o 
mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, houveram uma série de tentativas de 
reformas na legislação trabalhista que, no entanto, não obtiveram êxito em virtude da 
oposição política feita na época principalmente pelo PT e também pela resistência dos 
trabalhadores.

No entanto, em novembro de 2011, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo/SP, 
mesmo sindicato que projetou Lula, apresenta ao governo uma proposta de flexibilização da 
legislação trabalhista. O objetivo dessa proposta chamada de Acordo Coletivo Especial 
(ACE) é nacionalizar e estender para o conjunto da classe trabalhadora a experiência de 
negociação presente na região do ABC, ou seja, acordos que possibilitaram aos patrões a 
redução de salários e direitos.

São acordos que permitem que o negociado prevaleça sobre o legislado, ou seja, abre margem 
somente para a retirada de direitos, já que para negociar mais direitos e conquistas para 
além do que já está previsto em lei não há necessidade de se fazer nenhuma nova legislação.

Dessa forma, fica garantido aos patrões a tranquilidade que tais acordos – feitos 
separadamente por empresa, rebaixando direitos e fragmentando mais um pouco as lutas da 
classe trabalhadora – não possam ser questionados juridicamente. Em outras palavras, se o 
trabalhador se sentiu lesado a  partir da aprovação do acordo, caso o projeto vire lei, 
não adianta denunciar e nem recorrer ao Judiciário.

A maléfica proposta do Acordo Coletivo Especial enfrenta a resistência do movimento 
sindical mais combativo que busca se recompor e superar a fragmentação com atos em 
unidade. Tomamos aqui como exemplo as recentes mobilizações nacionais que antecedem este 
primeiro de maio em torno de pautas comuns que tocam o conjunto das classes oprimidas no país.

O Partido dos Trabalhadores como agente conservador da estrutura de dominação

No Brasil, os 10 anos do Partido dos Trabalhadores como elite dirigente conservaram uma 
base econômica baseada nas exportações de commodities minerais e agrícolas, no agronegócio 
e nos grandes projetos de infra-estutura e energia  sob a liderança de grandes grupos 
econômicos e financeiros transnacionais. O governo brasileiro  ao longo da última década 
financiou com dinheiro do BNDES a expansão das transnacionais brasileiras produzindo 
oligopólios que controlam a economia do país.

Os fatos recentes na conjuntura nacional deflagram não somente a opção política que fez o 
PT, mas também os limites e condicionantes de fazer parte da estrutura do Estado onde se 
acaba reproduzindo a lógica do sistema de dominação. As recentes nomeações de Blairo 
Maggi, membro da bancada ruralista e maior plantador individual de soja do mundo, para a 
comissão do Meio Ambiente e de Marco Feliciano, pastor membro da bancada evangélica, para 
a Comissão de Direitos Humanos são demonstrações de que vale qualquer tipo de aliança em 
nome da governabilidade.

A tomada de assento pelas forças conservadoras e reacionárias em duas comissões 
historicamente hegemonizadas pelas forças progressistas, revela que agora em primeiro 
lugar estão os acordos políticos-eleitorais. A nomeação de Marco Feliciano está 
relacionada também com a formação das alianças políticas de sustentação governistas 
visando as costuras eleitorais para 2014.

Como pano de fundo nesses fatos recentes da conjuntura está também a consolidação dos 
interesses privados que  atravessam os mega-projetos da Iniciativa de Integração da 
Infraestrutura Regional Sulamericana (IIRSA) atacando ao meio ambiente e aos direitos dos 
povos indígenas, quilombolas, camponeses, entre outros.

A luta pelo transporte público como ensaio de poder dos oprimidos da cidade

Todos os anos, em distintas cidades de nosso país somos atacados logo nos primeiros meses 
pela patronal do transporte em conjunto com o poder público com escandalosos aumentos nos 
preços das passagens de ônibus. O precário transporte coletivo que envolve ônibus em 
péssimo estado (sem as devidas adaptações para deficientes físicos), linhas atrasadas e 
superlotadas, um regime de super exploração aos trabalhadores do setor aliado a uma tarifa 
exorbitante, fazem parte de uma série de desrespeitos impostos pelos de cima aos 
trabalhadores e oprimidos de norte a sul deste país.

Essa escandalosa situação tem levado sobretudo a juventude a se mobilizar e tomar as ruas 
contra os aumentos, pelo passe livre estudantil e para desempregados e por um outro modelo 
de transporte, que seja 100% público. Já se vai mais de uma década onde inúmeras capitais 
brasileiras começaram a ser literalmente sacudidas pelas lutas contra o aumento da tarifa 
de ônibus e pelo passe livre para estudantes e desempregados, como foi o caso de Salvador 
(2003), Florianópolis (2004, 2005), dentre tantas outras.

Este ano foi a vez de Porto Alegre se levantar contra o aumento na tarifa do transporte e 
contra as péssimas condições do transporte coletivo. Após anos de atos pequenos com pouca 
repercussão mas muita dedicação e paciência militante, tivemos no último mês massivos atos 
contra o aumento da tarifa, chegando em seu ápice a reunir mais de 10 mil pessoas em um 
ato e poucos dias depois mais de 5 mil pessoas em um ato debaixo de uma forte chuva.

Uma memorável jornada de lutas que transcorreu em um momento onde o poder público se 
mostrava intransigente, alegando a impossibilidade de reduzir a tarifa enquanto a mídia 
corporativa jogava um papel de agente ideológico do poder público e da patronal do 
transporte, criminalizando e ridicularizando o movimento.

A unidade de diversos setores da esquerda, sem sectarismos, em torno do Bloco de Luta pelo 
Transporte Público e dos setores libertários e combativos na Frente Autônoma foi 
acumulando de ato em ato, panfletagem em panfletagem, reuniões em reuniões desde o início 
do ano. A força das ruas, a disposição de luta radicalizada demonstrada em diversos 
setores da juventude e também dos trabalhadores rodoviários que se somaram a luta fez com 
que a justiça acatasse uma liminar obrigando a revogação do aumento. Uma importante 
vitória dos debaixo em um momento marcado por capitulações, por ausência de ação direta e 
luta popular autônoma. Uma vitória que ganha contornos muito mais amplos que a redução da 
tarifa e abre caminho para um novo estilo nas lutas sociais, rejeitando o personalismo de 
“líderes e organizações iluminadas” que falam e negociam a revelia do movimento.

Com a vitória parcial do movimento a patronal do transporte, até então calada, entrou em 
cena buscando reverter a decisão judicial. Enquanto não são capazes de reverter a decisão 
judicial precarizam ainda mais o transporte, diminuindo o número de linhas e fazendo com 
que as pessoas passem um tempo ainda maior nas filas, além de terem de suportar ônibus 
ainda mais lotados. Crimes cotidianos de uma classe! Crimes tão “sutis e refinados” quanto 
seus “costumes” e residências e por isso não dignos de serem escancarados nas manchetes da 
mídia corporativa.

A mídia corporativa que desde o início atacou de forma voraz a luta contra o aumento da 
tarifa, passou a mudar o discurso assim que luta se massificou. De forma cínica passou a 
“reivindicar” a legitimidade da luta ao mesmo tempo que trabalha diariamente para semear 
discórdias e dividi-lo, sobretudo a partir do isolamento e criminalização dos setores mais 
combativos.

Essa mesma mídia assumiu o papel de agente indiscreto da repressão, identificando e 
reproduzindo ostensivamente imagens de companheiros que praticavam a ação direta nos atos 
(enquanto se silenciava sobre a repressão policial que feriu gravemente muitos 
companheiros, além dos inúmeros escândalos que envolvem a máfia do transporte) para exigir 
que sejam intimados e condenados judicialmente. Já são dezenas de companheiros intimados e 
muitos já são os relatos de companheiros que tenham recebido ameaças pelas ruas de agentes 
a paisana.

A atuação da mídia corporativa enquanto um agente ideológico deste sistema de dominação 
que é o capitalismo não é nenhuma novidade para a luta e organização dos de baixo. Um bom 
exemplo disso é retomarmos a heróica luta dos operários de Chicago pela redução da jornada 
de trabalho e a tragédia que a acompanhou, com mais de uma centena de companheiros mortos 
e feridos, e a prisão e posterior execução de companheiros anarquistas que ficaram 
conhecidos como “os mártires de Chicago”.

Em meio à caça às bruxas que acontecia após a repressão na greve de Chicago, a mídia 
corporativa da época expunha seu ódio espumoso a luta e organização operária. Afirmava o 
jornal Chicago Times “A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a 
questão social”, já o New York Tribune ia além “Estes brutos [os operários] só compreendem 
a força, uma força que possam recordar durante várias gerações...”. Assim como nos 
episódios de Chicago, temos ainda hoje a mídia hegemônica ocupando um papel de agente 
ideológico do sistema de dominação, formando consensos, conspirando, fragmentando e 
criminalizando a luta e organização dos de baixo, o que exige encarar esse inimigo com a 
mesma força que encaramos a patronal e os diversos governos de turno.

Diante disso nós reforçamos nossa atitude, a pauta do transporte público não é  um caso de 
polícia, a questão social urgente e necessária que se acusa só pode ser resolvida por 
decisão política. E para fazer cumprir suas demandas o povo não pode confiar seus 
interesses ao poder burocrático dos conchavos de gabinete e às decisões tomadas a portas 
fechadas entre elites políticas e grupos econômicos dominantes. A democracia de base é um 
mecanismo social que se representa na política pelas assembleias, pelas marchas, distintas 
formas de luta e organização de base dos setores populares.

Estamos unidos com o Bloco de Lutas na defesa de um modelo de trasporte coletivo 100% 
público, que liquide com o lucro dos patrões na exploração de nossos direitos, das 
liberdades públicas de acesso e mobilidade do conjunto do povo sobre a cidade. Um modelo 
público de transporte coletivo, junto com o fortalecimento da oposição sindical dos 
rodoviários contra os pelegos e o controle e a vigilância dos setores populares formam um 
projeto social que exige longas peleias pelo caminho. Para os anarquistas da FAG, o modelo 
público é um marco para acumular forças de mudança, avançar direitos e conquistar melhores 
serviços à revelia do controle dos capitais privados. Luta para empoderar o povo e não se 
acomodar nas estruturas burocráticas do poder, que usurpa a força coletiva em direito 
público, mas em causa particular.

Saudação aos 30 anos da Coluna Cerro-Teja

É com grande satisfação e alegria que nos somamos hoje às comemorações dos 30 anos da 
Coluna Cerro-Teja neste 1 de maio. Importante marco dentro da esquerda classista e 
combativa oriental, a Coluna tem se mantido firme ao longo destes 30 anos e mantendo firme 
uma cultura de classe, organização e luta que tanto é presente na história destes bairros.

Reivindicamos com carinho e admiração o exemplo das grandes “barriadas” promovidas pelos 
operários da carne no Cerro, o espírito classista, combativo e de intransigência para com 
os verdugos tão bem expressados na consigna de “ni carneros, ni milicos” que agitavam 
trabalhadores dos frigoríficos e moradores destes bairros. O paralelo 38 durante a greve 
dos grêmios solidários, a persistente resistência contra o “pachecato” e posteriormente a 
ditadura civil-militar, a ocupação de ANCAP durante a heróica greve geral contra o golpe 
gorila que agora completa 40 anos de impunidade.

Para nós é sempre uma grande alegria poder presenciar a manutenção de uma cultura de 
classe, organização e luta nestes queridos bairros que foram palco de históricas lutas de 
nossa classe. Temos certeza de que a Coluna Cerro-Teja tem sido um fator de grande 
importância para manter viva uma memória de luta dos de baixo no Uruguai, assim como 
organizando e animando os setores classistas e combativos dispostos a lutar sem claudicações.

Saudamos portanto todos companheiros e companheiras que hoje saem às ruas para se somar a 
esta importante coluna.

Em memória dos mártires da indústria da carne: Companheiros Spala, Muñoz, Motta e Paleo 
presentes!

Viva o paralelo 38 e as greves dos grêmios solidários!

Viva a greve geral contra o golpe gorila!

Há 40 anos de impunidade: Justiça e castigo aos culpados!

Em memória a Alberto “Pocho” Mechoso, lutador social do Cerro, desaparecido pela genocida 
Operação Condor e recentemente encontrado.

Viva a Coluna Cerro-Teja!

Arriba los que luchan carajo!

Federação Anarquista Gaúcha


ADESÃO DA FAU AO ATO DE 1º DE MAIO DA FAG



Salu Compañeros de la FAG.

Queremos por este medio decir presente desde Uruguay, desde la hermana Federacion 
Anarquista Uruguaya.

Y decimos presente sin estar allí, pero con la entrañable hermandad y materialidad que 
nuestras dos organizaciones han gozado en casi 20 años y la que gozara en los tiempos que 
vengan, en las luchas, en las construcciones que paso a paso nos vamos dando también hoy 
con la CAB.

Esta fecha nos trae momentos de profunda reflexión. Ya que se trata de hechos que vienen 
de las memorias libertarias de todos los tiempos. Porque desde aquellos episodios de 
combate y entrega de hace mas de 100 años hasta hoy no hemos renunciado los anarquistas a 
seguir con la pelea, sin entrega, guiados por sueños y anhelos pasionarios, de Libertad.

Hoy en cambio el sistema ha cambiado, ha sufrido modificaciones de diverso tipo, ha 
utilizado su tecnificación al extremo para afianzar su reproducción, ha mudado sus 
discursos, pero ha mantenido su nucleo duro siempre firme. La fuerza de su ideología de 
muerte, destrucción, opresión y explotación.

Estamos llamados los anarquistas, a la altura de estos tiempos de la historia, a observar 
sin parar estas modificaciones. Dar seguimiento a las formas que cobra la articulación de 
un sistema que acumula riqueza y poder en un sentido beneficioso solo para los de arriba. 
Esos de arriba que son el 1% de la humanidad y acumulan el 99% de la riqueza.

Estamos llamados también a estar insertos en las luchas de este tiempo. Y esto es una idea 
mas que compartida con los compañeros de la FAG. Dar la pelea desde los hechos y desde la 
dinámica cotidiana de nuestras organizaciones populares: sindicatos, organizaciones 
campesinas, barriales, de catadores, culturales, estudiantiles, en asambleas contra la 
tarifa del transporte.  No es desde una teoría despegada del mundo, separada de nuestra 
lucha cotidiana que daremos la resistencia. No es desde un café que vienen nuestras 
reflexiones y propuestas. Todo lo contrario, vienen y deben seguir viniendo desde los 
movimientos sociales.

Es entonces cuando decimos que dentro de esa resistencia debe existir fuerzas y practicas 
creativas, portadoras de algo nuevo. Deben ser atravesadas por Solidaridad, Independencia 
de Clase, Accion Directa, y Democracia Directa. Porque nuestra apuesta no es a lo 
sencillo, no es a reproducir lo existente para modificarlo practicándolo. Nuestra 
propuesta esta integrada por las fuerzas antagonoicas que podamos ofrecer: resistiendo 
desde las asambleas, las movilizaciones, y toda acción que pueda dar freno a esta bestia 
asesina que es el capitalismo.

Queremos entonces dejarles un fuerte abrazo: A la FAG de nuestra hermandad profunda, de 
pasado pesado y futuro con la responsabilidad que implica.

Con la sentida memoria de queridos compañeros que ya no nos acompañan como el Pocho 
Mechoso, Gerardo Gatti, el Santa Romero, Elena Quinteros, el Gaucho Idilio, Justo Pilo, y 
muchos mas hermanos que han dado lo mejor de sus vidas para dar lo mejor de su amor a sus 
iguales de abajo, y la mayor entrega, lucha, y combate a los poderosos.

Por el Socialismo y la Libertad.

No esta muerto quien Pelea!!!.

Arriba los que luchan!!!!!.

federación Anarquista uruguaya

Postado por Um Libertário às 15:18
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Marcadores: 1º de maio, atividades, Ato, fau, memória

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