(pt) PRESO MILITANTE DO SINDIVARIOS-SP-FOSP-C0B-AIT

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Sábado, 15 de Junho de 2013 - 18:52:14 CEST


A NOSSA LUTA EH INTERNACIONAL!! ---- NESSE MESMO MOMENTO TAMBEM ESTAMOS EM LUTA. ---- 
PARTICIPANDO DE MANIFESTAÇÕES CONTRA A CARESTIA DA VIDA E O AUMENTO DOS TRANSPORTES, 
VIOLENTAMENTE REPRIMIDAS PELO ESTADO. ---- ALGUNS MILITANTES TEM SIDO DETIDOS E LIBERADOS 
PELA POLICIA, MAS TEMOS PELO MENOS UM MILITANTE DA FEDERAÇÃO OPERARIA DE SAO PAULO 
(FOSP-COB-ACA-AIT) MANTIDO SOB PRISAO DESDE O INICIO DOS PROTESTOS, SOB ACUSAÇÃO DE 
FORMAÇÃO DE QUADRILHA!!! O COMPANHEIRO PROF. ILDEFONSO, DO NUCLEO DOS TRABALHADORES EM 
EDUCAÇÃO DO SINDIVARIOS-SP. ---- PEDIMOS ATODOS A SOLIDARIEDADE ATIVA PELA LIBERTAÇÃO DE 
NOSSO COMPANHEIRO E DE TODOS OS DETIDOS DESDE O INICIO DAS MANIFESTAÇÕES. ---- - CONTRA A 
CRIMINALIZACAO DAS ORGANIZAÇÕES POPULARES! ---- - PELA LIBERTAÇÃO DE TODOS OS DETIDOS PELA 
POLICIA DESDE O INICIO DAS MANIFESTAÇÕES! ---- - PELA LIBERDADE IMEDIATA DO PROFESSOR 
ILDEFONSO HIPOLITO PENTEADO!

SINDIVARIOS-SP-FOSP COB ACAT AIT

12/06/2013 15h33 - Atualizado em 12/06/2013 16h08
Professores, estudantes e jornalistas estão entre manifestantes presos
Dos 20 detidos, 13 continuavam presos por danos e formação de quadrilha.
Terceiro protesto em um semana foi marcado por vandalismo em SP.

Kleber Tomaz e Rafael Sette CâmaraDo G1 São Paulo

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Raphael Sanz Casseb, ao fundo, foi preso por suspeita de dano ao patrimônio. 'Me 
respeitem', respondeu o jornalista ao ser indagado se havia participado de vandalismo 
(Foto: Kleber Tomaz / G1)Raphael Sanz Casseb, ao fundo (dentro de carro
da Polícia Civil), foi preso por suspeita de dano ao
patrimônio. 'Me respeitem', respondeu, ao ser
indagado se havia participado de vandalismo
(Foto: Kleber Tomaz / G1)

Três professores, três estudantes e dois jornalistas estão entre as 13 pessoas que 
continuavam presas nesta quarta-feira (12) suspeitas de depredações e vandalismo durante 
manifestação contra o aumento de tarifas ocorrida nesta terça-feira (11) na região central 
de São Paulo. Eles irão responder por crimes como dano ao patrimônio e formação de 
quadrilha. No total, a Polícia Militar deteve 20 pessoas durante o protesto.

Sete detidos, incluindo dois adolescentes, foram liberados pela Polícia Civil nesta 
madrugada e vão responder em liberdade por pichação, lesão corporal, desacato à autoridade 
e obstrução de transporte. Oito policiais ficaram feridos durante o protesto que terminou 
em confronto entre PMs e manifestantes. Em menos de uma semana, foi o terceiro protesto 
contra os reajustes do transporte público na cidade. O ato foi organizado pela internet 
pelo Movimento Passe Livre (MPL). Cerca de 5 mil manifestantes, segundo a PM, participaram 
do protesto. Para o movimento, foram 20 mil.

No gr upo de 13 presos, há ainda um publicitário, um metalúrgico, um autônomo, uma 
desempregada, um editor e um artista – os dois últimos não tiveram seus nomes divulgados. 
A única mulher detida é a desempregada Stephanie Fenselau, de 25 anos. Ela deverá ser 
levada para a carceragem feminina do 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, na Zona Sul.
saiba mais

     Ministro da Justiça condena 'atos de vandalismo' em São Paulo
     Dez são presos por formação de quadrilha após manifestação em SP
     Veja fotos dos protestos em São Paulo

Dez dos presos, incluindo Stephanie, irão responder por dano ao patrimônio e formação de 
quadrilha. Como esses crimes, somados, superam os quatro anos de pena de prisão, a polícia 
não pode arbitrar fiança, apenas a Justiça. Eles aguardam uma vaga em Centros de Detenção 
Provisória (CDPs). Os homens devem esperar pela transferência no 2º DP, Bom Retiro.

O jornalista Raphael Sanz Casseb, de 26 anos, irá responder por dano ao patrimônio porque, 
segundo o boletim de ocorrência registrado no 78º DP, nos Jardins, ajudou vândalos a 
“danificar uma guarita elevada da Polícia Militar, que derrubou em companhia de outros, 
bem como passou a rolar a mesma pela via pública, resultando em sua total destruição” na 
Avenida Paulista.

Ainda de acordo com o registro policial, Casseb “parecia ser o mais agressivo dos 
manifestantes”, sendo necessário o “uso de força física” para contê-lo. Junto com ele foi 
apreendida uma máscara usada para proteção contra gás.

Como o crime que Casseb cometeu pode ter a fiança arbitrada pela pol ícia, o delegado 
Severino Pereira de Vasconcelos estipulou a quantia de R$ 20 mil para que ele responda em 
liberdade. Segundo o policial, o jornalista também participou da depredação à Estação 
Trianon Masp do Metrô. Por esse motivo, esse valor da fiança foi estipulado levando em 
conta o prejuízo provocado. Um funcionário do Metrô disse que os danos, só para recolocar 
os vidros nesta estação, chegam a R$ 15 mil.

Quando era transferido do 78º DP para o 2º DP, Casseb foi questionado pelos jornalistas 
sobre o que tinha a dizer a respeito das acusações. Em resposta, afirmou: “Me respeitem”. 
Em seguida, tentou chutar a câmera de um fotógrafo enquanto era colocado num veículo da 
Polícia Civil juntamente com outros dois presos: o metalúrgico Wi llian Borges Euzebio, de 
20 anos, e o estudante Julio Henrique Cardial Camargo, de 21 anos. Os dois preferiram 
ficar em silêncio quando foram indagados pelos jornalistas.

Entre os presos que foram para o 78º DP, está o estudante Rafael Pereira Medeiros, de 20 
anos. Em entrevista ao G1, o pai dele, o empresário do ramo de turismo Ricardo Gimenes 
Medeiros, afirmou que o filho foi preso por engano pela PM e que não usa transporte 
público. “Ele tem moto”, disse.

Três dos presos têm 20 anos de idade, outros três possuem 26 anos. Os demais têm idades 
entre 19 e 43 anos. Quatro detidos moram em São Paulo, nos bairros: Ipiranga, Brooklin 
(Zona Sul), Pirituba (Zona Norte), Perdizes (Zona Oeste), e República (Centro). Também há 
três detidos que são de Diadema, no ABC, e outros de Santana de Parnaíba e Poá, na Grande 
São Paulo. Stephanie informou à polícia que mora em Rio Claro.

Durante a m anhã, nenhum advogado dos presos esteve no 78º DP. Procurado pela equipe de 
reportagem, o pai do estudante André Marcos Martins, Aquiles da Trindade Martins, disse 
que não sabe o que aconteceu e que não teve contato com o filho. A família procurou um 
advogado para tentar conseguir a liberdade de André, mas até 12h desta quarta-feira (12) 
ele não tinha mais informações.

Segundo um parente de Pedro Ribeiro Nogueira, o jornalista esteve na manifestação, mas 
estava trabalhando na cobertura do ato. Ele é repórter do "Portal Aprendiz". O familiar de 
Nogueira disse que o jornalista estava voltando para casa, acompanhado pela namorada e 
umas amigas, quando policiais militares tentaram agredir uma das mulheres com cassetetes. 
Ele disse que Pedro tentou inter vir e, por isso, foi preso. “Bateram nele, indiciaram e 
colocaram ele no mesmo saco que todos os outros. Ele apanhou muito, estava molhado e com 
frio. E ele não fez nada.” Em nota publicada no site, o Portal Aprendiz confirmou que 
Pedro Ribeiro estava trabalhando no protesto. A nota informou ainda que duas 
representantes do portal estiveram no 78º DP, mas não foram recebidas pelo delegado.

O G1 tentou entrar em contato com as famílias e representantes de Bruno Lourenço, 
Clodoaldo Almeida da Silva, Ildefonso Hipólito Penteado, Júlio Henrique Cardial Camargo, 
Willian Borges Euzébio, Stephanie Fenselau, Rodrigo Cassiano dos Santos e Raf ael Pereira 
Medeiros, que também foram indiciados, mas eles não foram encontrados ou não quiseram 
falar sobre o caso.

Segundo a polícia, nenhum dos 13 presos que ainda continuavam na delegacia tinha passagens 
anteriores pela polícia.

Segundo o boletim registrado contra os presos, o grupo é acusado de danificar três 
guaritas da PM: duas na Rua São Carlos do Pinhal e outra no cruzamento da Avenida Paulista 
com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Além disso, são suspeitos de danificar um carro da 
PM na esquina da Rua Pamplona com a Avenida Paulista. Eles são acusados também de atacar 
uma estação do Metrô e uma agência bancária do Itaú e de quebraro floreiras e lixeiras, 
entre a Avenida Paulista e a Rua Teixeira da Silva.

Os suspeitos foram presos, segundo a PM, dentro do Hospital Santa Catarina, na Paulista, 
para onde fugiram e tentaramo se esconder dos policiais se passando por pacientes.


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