(pt) Anarkio.net: A-Info 21 - Junho 2013 - Editorial

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Quinta-Feira, 13 de Junho de 2013 - 09:53:14 CEST


Não importa que diga ser anarquista ---- Não é importante a nomenclatura, se as atitudes e 
ações mostrem uma realidade diferente do espectro anarquista, pois há alguns parâmetros 
dentro da proposta anarquista que se não atendidos, dificilmente teremos uma anarquia ou 
prática anarquista. ---- Para o anarquismo, a premissa básica é não oprimir, não explorar. 
Isso é um resumo muito útil para termos presente em nossas ações. Podemos nos organizar em 
torno disso e há métodos que usados evitam a formação de uma elite, do vício de precisar 
de lideres ou representantes. O anarquismo promove o autoconhecimento, a educação coletiva 
e o respeito entre iguais, sendo que as diferenças são elementos de união e não de 
desagregação. Quando ocorre há opressão ou exploração, não importa o nome dado ou a 
justificativa mais louvável, dificilmente isso resultará em anarquismo.

É um erro comum feito por marxistas, por exemplo, de todas as marcas que estão no mercado 
da esquerda. Acreditam de que de suas práticas totalitárias partidárias chegarão no 
anarquismo. Nem todos os caminhos levam a Roma! O mesmo ocorre com o liberalismo e sua 
ilusão de um mundo sem Estado, porém com as relações de mercado mantidas, ou seja, a 
exploração do capital se mantém, logo, quebra a proposta de não explorar, não oprimir.
Não é demais avisar e explicar que os meios no anarquismo, são importantes para obter os 
fins necessários. Maquiavel é bom para a politica de opressão e exploração, mas não para 
uma politica libertária que propõe a ruptura com todos os modelos opressores e exploradores.
Não nos importa que digam ser anarquistas se as práticas efetuadas estejam dentro do 
modelo dominante e que nada faz para romper com ele. Discursivamente fica vazio quem assim 
o faz. Temos exemplos bastante sobre isso, já ouvimos tanta gente se dizer adepto do 
anarquismo que até ficamos em crise existencial, mas sabemos que isso é só uma 
libertinagem de linguagem e provavelmente vão querer nos enquadrar como “proprietários” do 
anarquismo, mas não é caso, é simplesmente uma constatação de prática e teoria. 
Teoricamente fala algo que na prática não ocorre, levando a uma conclusão que não importa 
o dizer se não acompanhado de uma prática coerente. No caso seria até um ato de falsidade 
ideológica, pregar algo que não faz.
De tudo isso façamos mais do que digamos... é na ruas, nas fábricas, nas industrias, nos 
locais de trabalho, nas escolas é que efetivamente se verifica e se dá o anarquismo em sua 
luta contra opressão e exploração, do resto, é pura maquiagem rebelde para a manutenção do 
dia-a-dia.
Então não importa que nos diga anarquista, saia do armário e vá para ação, lá nos 
encontraremos!
Organizados, lutamos!

Clique na link para abrir PDF, livre divulgação!!!
http://anarkio.net/Pdf/ainfo_periodico21.pdf


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