(pt) Acção Directa #7 - Boletim do Colectivo Libertário de Évora p1

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Sábado, 6 de Julho de 2013 - 16:43:12 CEST


Nesta edição: ---- O que é o anarco-sindicalismo - Pag. 2 ---- Entrevista com Noam Chomsky 
- Págs. 4/5 ---- Fascismo nunca mais! Pág. 6 ---- Memória Libertária: Aquilino Ribeiro 
Pág.7 ---- Mundo: Turquia e Brasil. Pág.8 ---- Mais de 1 milhão de desempregados; -- 
Aumento do horário na função pública de 35 para 40 horas; -- Redução do poder de compra em 
mais de 30%; -- Centenas de milhar de famílias recebem assistência alimentar; -- Governo 
quer alterar a Lei da Greve reduzindo direitos; ---- À greve, companheiros! -- À greveA 
centrais sindicais do sistema, CGTP e UGT, convocaram para o próximo dia 27 de Junho uma 
greve geral em protesto contra as medidas que o governo tem vindo a pôr em prática contra 
os trabalhadores,.

Razões para esta greve geral não faltam e só é pena que o reformismo das duas centrais 
sindicais maioritárias não lhes permita irem mais além e convocarem uma greve geral, de 
duração indeterminada, que só terminasse quando o governo revogasse as medidas mais 
gravosas que atingem quem trabalha, nomeadamente o corte de salários, as reestruturações 
que apenas visam o despedimento de trabalhadores, a redução do horário de trabalho para 30 
horas semanais de forma a permitir combater o desemprego e não o aumento para as 40 horas.

Apesar das limitações da greve e de todos
sabermos que ela pouco irá mudar na situa-
ção em que vivem os trabalhadores portu-
gueses é nas ruas que os anarquistas e os
anarco-sindicalistas devem estar, explican-
do as limitações deste tipo de luta proposto
pelas centrais sindicais reformistas e incen-
tivando os trabalhadores a outras formas
organizativas e de combate.

Os últimos grandes movimentos de jovens,
trabalhadores, desempregados na ruas das
principais cidades brasileiras, turcas e gre-
gas indicam o caminho: só através da mo-
bilização generalizada e da criação de es-
truturas antiautoritárias, assembleárias e de
base, horizontais, é possível combater o
Estado e o capital . Não através de desfiles
do “faz de conta” ou de greves em que, no
dia seguinte, se conclua que nada mudou.
Sabemos que é assim, mas até chegarmos a
esse momento e a esse patamar de organi-
zação é preciso aproveitarmos todas as
oportunidades para fazer com que a influ-
ência das ideias libertárias cresça e se afir-
me.

Por isso, é tão importante estarmos presen-
tes em todas as lutas que vão acontecendo,
marcando presença e influenciando-as no
sentido de uma maior radicalidade e de
uma mais rigorosa definição de objectivos:
para nós, anarquistas e anarco-sindicalistas,
é irrelevante que este governo caia ou
não. Lutamos para que todos os gover-
no desapareçam e sejam substituídos
pela auto-organização dos explorados
e oprimidos.

www.colectivolibertarioevora.wordpress.com * www.facebook.com/ColectivoLibertarioEvora


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