(pt) Portugal, Acção Directa #1 - Novembro 2012 - p1 Boletim Informativo do Colectivo Libertário de Évora (en)

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Segunda-Feira, 7 de Janeiro de 2013 - 23:38:20 CET


Nos difíceis tempos em que sobrevivemos, o Colectivo Libertário de Évora surge da 
necessidade de recriar uma alternativa popular que existiu outrora e que na última dezena 
de anos tem vindo a ser abafada e intencionalmente mal interpretada pela escola da 
democracia representativa. ---  Enquanto colectivo libertário , tencionamos organizar uma 
série de diferentes actividades e eventos promotores do apoio mútuo e da autogestão, entre 
eles, passagem de documentários e filmes, organização de debates, oficinas de workshop, 
criação de bancos de sementes, zines, jantares, feiras e concertos. ---- Sendo libertário, 
ou seja, anarquista, o colectivo funcionará horizontalmente, sem hierarquias, promovendo a 
democracia directa entre tod  s @s que nele queiram participar.

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Greve geral ibérica de 14 de Novembro

Contra a miséria!

Greve geral laboral, social, política e ao consumo

Consideramos que a greve geral
ibérica marcada para o dia 14 de
novembro é importante, sobretudo
porque junta pela primeira vez numa
jornada de luta trabalhadores de
um e de outro lado da fronteira e
porque a esta convocatória, promovida
pelos sindicatos do sistema
(CGTP, em Portugal, e CCOO e
UGT, em Espanha), se associaram
sindicatos e organizações de
trabalhadores que contestam o sistema
autoritário em que se ergue a actual
sociedade, tais como a CNT, a CGT
e inúmeros colectivos anti capitalistas
e anti-autoritários

No entanto, a luta contra a austeridade,
  a degradação das condições
de vida, a miséria e por outro modelo
de sociedade, não pode acabar
aqui. A luta tem que continuar
todos os dias até que este regime
económico fascista, encoberto pelo
manto da democracia, seja finalmente
derrotado. Está em jogo o futuro das
nosso vidas. Cidadãos, acordai! Chegou a
hora de lutar mos todos os dias e em cada
lugar onde possa ser combatida esta doença
chamada capitalismo. Está nas tuas
mãos mudar o rumo.

Organiza-te, luta, resiste!

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Dia 13 de Novembro

Sessão de Apresentação Pública do Colectivo Libertário de Évora

Vai ter lugar na próxima terça-feira, dia 13 de
Novembro, a partir das 21 horas, na Associação
“É neste país”, em Évora, a apresentação
pública do Colectivo Libertário. A sessão
começará com a passagem do filme “Terra e
Liberdade”, baseado no livro “Homenagem à
Catalunha” de George Orwell, sobre a Revolução
Espanhola e os sangrentos acontecimentos
de Maio de 1937 em Barcelona. A sessão é
aberta a todos. Contamos com a tua presença.

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Levamos um mundo novo
nos nossos corações - Durruti

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* MANIFESTO

Quem somos,  o que queremos, como nos organizamos

Um grupo de cidadãs e de cidadãos, homens e mulheres, reunidos em Évora decidiu 
constituir-se em colectivo de reflexão e de acção como resposta à constante violação e 
limitação dos seus direitos e liberdades individuais e colectivas, bem como à constante 
diminuição da qualidade de vida e de perspectivas de futuro que a maioria dos 
trabalhadores, estudantes, desempregados, reformados ou simplesmente desocupados hoje 
enfrentamos.
Face à crise generalizada do capitalismo, e depois de morto o modelo das “democracias 
populares”,  que mais não foi do que uma outra forma do capitalismo sobreviver ancorado na 
ideologia do Estado todo poderoso, é preciso reencontrar alternativas que, aliás, 
estiveram desde sempre na prática e na teoria dos sectores mais interventivos do movimento 
social e operário em todo o mundo.
As experiências autogestionárias, de acção directa, baseadas nas assembleias de base, com 
o mínimo possível de delegação de poderes, assentes no livre pensamento e na absoluta 
liberdade de organização, preferencialmente em rede e a partir da base, mantêm todo o seu 
carácter de inovação e de radicalidade.
É preciso voltar a colocar sobre a mesa questões como o poder e as relações de poder; o 
Estado; o salariato; a luta de classes. Reenquadrar a ecologia no contexto global da 
espécie humana e não apenas em termos de ambiente. Debater a violência e o pacifismo. 
Perceber como se pode passar de uma sociedade totalitária, onde o poder político e 
económico agem apenas em função do lucro e não da satisfação das necessidades do conjunto 
da humanidade, para uma sociedade assente na fruição e na utilização da imensa capacidade 
tecnológica hoje existente de modo a acabar com o fosso entre rico e pobres, entre fartos 
e esfomeados, entre os que têm acesso à generalidade dos bens de consumo e os que deles 
estão excluídos, entre os que detêm o poder e aqueles que são totalmente despossuídos de 
qualquer grau de influência.
É preciso pensar e perceber o que são os chamados índices de felicidade ou de conforto e 
de que maneira, cada ser humano, enquanto tal, pode e deve participar, no chamado 
“banquete da vida”, de que hoje muitos milhões de seres humanos são, logo à nascença, 
postos à margem.
Queremos perceber também ao detalhe esta sociedade em que nos integramos. Alentejanos e 
eborenses consideramos ter muitas palavras a dizer no contexto local, fora dos confrontos 
da política partidária, onde a natureza dos interesses em jogo é quase sempre idêntica e 
pouco transformadora. Partindo desta nossa realidade sabemo-nos e sentimo-nos cidadãos do 
mundo, cosmopolitas, e queremos trazer também até ao espaço que habitamos novas 
experiências, outras ideias, formas diferentes de sonhar o futuro.
Não nos resignamos ao cardápio das ideias feitas, prontas a consumir, no “self-service” 
partidário. Fiéis à velha máxima da velha Associação Internacional de Trabalhadores de que 
a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores ou não o será, 
consideramos que todos, organizados e intervenientes, temos uma palavra a dizer na 
condução das nossas vidas e na construção de espaços de encontro e de ruptura com a apatia 
social e o imobilismo político que parecem caracterizar os dias que correm.
É contra isso que nos batemos e é contra isso que nos vamos bater. A favor de uma vida que 
valha, de facto, a pena viver. E não a sobrevida que o capitalismo (nas suas mais variadas 
formas) nos tem para oferecer.
Por tudo isto, prometemos não ficar parados e rasgar novas janelas na imensa planície das 
ideias e das práticas e convidamos quem esteja de acordo e solidário com este manifesto a 
juntar a sua à nossa voz.

Colectivo Libertário de Évora

Évora, Outubro de 2012


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