(pt) Anarchist Federation of Rio de Janeiro FARJ - Nota de repúdio ao assassinato de militante do MST-RJ - Rio Grande do Sul (en)

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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013 - 15:16:46 CET


As organizações e movimentos sociais dos países participantes do X Encontro Latino 
Americano das Organizações Populares Autônomas – ELAPOPA, reunidos em Porto Alegre nesta 
data, manifestam o mais profundo sentimento de luto e revolta em relação ao brutal 
assassinato do militante do MST Cícero Guedes dos Santos. Assassinado por conta das 
retaliações locais oriundas da ocupação “Luís Maranhão”, na usina de cana-de-açúcar 
Cambahyba em Campos dos Goytacazes – RJ. Ocupação emblemática, pois nestas terras, 
pertencentes à família de Heli Ribeiro Gomes, fornos de fabricação de açúcar eram 
emprestados para incinerar corpos de militantes mortos pela ditadura militar. ---- 
Companheiro presente desde a primeira ocupação do MST no estado do Rio de Janeiro, onde 
hoje é o assentamento Zumbi dos Palmares, Cícero era um militante de garra e presença 
marcante.

Onde houvesse luta, onde houvesse animação no movimento lá estava o companheiro com sua 
voz firme e suas palavras de ordem sempre desafiando o Capital, sempre combatendo a 
exploração da classe trabalhadora, resistindo e organizando. Sua trajetória enquanto 
trabalhador rural é semelhante a de milhares de outros camponeses em nosso continente, 
migrando de região em região, lutando contra o latifúndio em diversos acampamentos e 
ocupações de terra em busca de justiça social e soberania popular. Sua família, assim como 
tantas outras que resistem no campo, nunca se cansou de lutar pela reforma agrária, 
dispostos sempre a organizar a produção de alimentos saudáveis e a mobilizar novos 
companheiros para seguir na construção de uma sociedade mais digna e igualitária.

Manifestamos mais uma vez nossa indignação, exigindo que sejam punidos os assassinos e 
reforçando que é culpado também o Estado brasileiro, que não realiza a reforma agrária. 
Neste governo que mantém milhares de famílias debaixo de lona e na beira de estradas, 
sofrendo com todo tipo de ameaças e dificuldades. É culpado também o agronegócio com seu 
modelo de exploração dos pobres que, quando não mata com o veneno de seus agrotóxicos, 
mata com a bala de seus capangas.
As sementes do poder popular seguem com vida e, neste momento, companheiros de luta nas 
mais diversas barricadas da América Latina gritam:
NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!!
‘’ARRIBA LOS QUE LUCHAN!!
COMPANHEIRO CÍCERO GUEDES… PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!!

FONTE: http://organizacaopopular.wordpress.com/


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