(pt) Anarkio.net: Consumismo Revolucionário?

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Quarta-Feira, 24 de Abril de 2013 - 09:26:59 CEST


Algo verdadeiramente preocupante ocorre em nossas fileiras: o consumismo do que é tido 
como revolucionário, rebelde ou que esteja vinculado as propostas de emancipação humana. 
Isso é muito grave! ---- A lógica que ataca o mercado, o capital se transformou em 
comércio simples em forma de livros, filmes, camisetas, adesivos, broches, patchs e o que 
mais estiver vinculado a uma oposição. Onde está o problema? ---- Em que esse comércio não 
esta sendo canalizado para a formação de ações de rompimento e transformação, se tornou um 
fim em si mesmo, da venda de produtos "revolucionários" a um grupo que o consome. Em 
muitos casos, tais materiais estão até disponíveis gratuitamente, o que é uma coisa 
interessante, mas ainda assim não retira o fato de alimentarem a lógica de mercado.

Existem alguns ilustres que se tornam mecenas e constituem fundações onde ocorrem algum 
questionamento do status quo do capital, mas sem maiores consequências. Quantos, por 
exemplo, como Michael Moore, fazem uma partilha do que ganha para causas revolucionárias 
ou de questionamento sério da sociedade? É isso que se deve evidenciar.

Consumir só porque é taxado de "revolucionário" é entra na lógica de consumo, em que o 
produto é a revolução. Faremos a revolução, consumindo materiais vinculados a ela? Até 
agora só o que percebemos é relação comercial absorveu o conceito. Lemos com surpresa que 
o capitalismo vende a corda que ira enforca-lo. Nada mais ilusório! O capitalismo tem o 
discernimento de que se realmente for enforcado, não entregará a corda ou ela será de uma 
qualidade inferior que quebrará com o seu peso. Acreditar que podemos jogar o jogo do 
inimigo, onde tem e conhece as cartas marcadas, não é recomendável.

Devemos quebrar isso, de forma que o material produzido seja amplamente divulgado e 
praticado, criando espaços de convívio sociais onde se formem rede de compartilhamento 
direto, trazendo outras práticas que não sejam pautadas nas relações de comércio.
A captação de recursos para projetos de ruptura e emancipação devem estar claro e nos 
objetivos de tod  s. Se não, promovemos a lógica do capital em nosso meio.
Não somos mercadoria, não nos venda, não nos compre!


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