(pt) Anarkio.net: Duas Coreias? (en)

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Terça-Feira, 9 de Abril de 2013 - 14:51:29 CEST


Após um conflito de interesses principalmente de recursos econômicos, a Coreia foi 
dividida politicamente em Coreias do Sul e do Norte, mantendo um conflito fratricida já 
algumas décadas. Filhas de dois imperialismos: da extinta U.R.S.S. (para quem não sabe, 
União das Republicas Socialistas Soviéticas, o que é boa parte a Rússia atual) e do E.U.A. 
que dispensa pormenores. Dois regimes totalitários que pretendiam controlar o mundo e 
direciona-lo conforme seus interesses, sendo que os estadunidenses (termo mais adequado, 
visto que americano designaria todos os habitantes das Américas) se mantém firme e cada 
vez mais forte belicamente o que contribui e muito para sua manutenção como potência, de 
controlar grandes áreas de influência e pitacar em todo o globo, em todas as regiões, como 
o caso da Coreia.

Olhando atentamente, em nossa analise, as duas Córeias são reflexos opostos do 
totalitarismo mundial, da proposta de controle total imposto pelo capitalismo, através de 
estruturas fantoches denominadas democracias, mas apenas uma maquiagem para o controle 
social que extorque as riquezas da população local e mundial, no grande jogo de resta um 
do capitalismo, pois não há nessa lógica competitiva desleal como manter todos 
prosperando, assim que possível, um ferra o outro, lucro máximo é a chave base do 
capitalismo aplicado em todos os lugares. Quando a Coreia do Sul olha para a Coreia do 
Norte, ela se observa sem maquiagem, sem os discursos falaciosos do capitalismo e suas 
variações de democracia. A Coreia do Norte é, assim como a China, Cuba entre outros 
reminiscentes das experiências fracassadas do comunismo, liderados pela aquela totalitária 
U.R.S.S., uma variação do capitalismo, onde o controle econômico, politico, social está 
nas mãos de um Estado, subjugado por uma burocracia de partido e de preferência único, 
inquestionável, perfeito em seu discurso “marxistóide” dito “realista”, que mantém um 
controle férreo sobre sua população, que por falta de opção e pelo medo, são forçados a 
seguir as diretrizes de uma cúpula partidária, o que não difere tanto assim do modelo mais 
flexível das ditas democracias, onde ocorre o mesmo fato, só aceitando que mais partidos 
fatiem as riquezas da população.
Com isso, cada uma delas tem suas populações, que são irmãos, familiares, divididos e 
controlados, por um lado pela lógica “flexível” e cruel do capital, que com uma enorme 
concentração de riqueza e um consumismo predador de supérfluos, mantém relações e bolsões 
de misérias naquela região dado pela flexibilização do trabalho e a capacidade da linha 
produtiva ser desmembrada pelo mundo, buscando sempre o menor custo de produção e os 
maiores lucros. Por outro lado, por um controle rígido, intolerante, retrogrado que busca 
sua afirmação como “machos” através da extrema violência que acomete acima de tudo, os seus.
Nossa analise indica que ambas as Coreias são imagens espelhadas que mostram sobretudo, as 
variações de controle, opressão e exploração que ambos os lados possuem sobre seus povos e 
como seus lideres, e nesse quesito, em nada são diferentes, buscam maior afirmação entre 
si, sendo que suas populações é que estão pagando o preço dessa queda de braço, entre 
totalitários de direita e esquerda.
Nos resta sempre lembrar que diante disso, só o levante popular libertário em ambas as 
Coreias é que farão seus governos serem destituídos de suas pretensões de poder, pois a 
emancipação dos oprimdxs e exploradxs é obra dxs mesmxs.


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