(pt) Anarkio.net: Similaridades escravistas do trabalho (en)

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Terça-Feira, 9 de Abril de 2013 - 13:40:04 CEST


Muitxs submetidxs ao sistema atual, nem percebem ou pouco se dão conta o quanto do modelo 
escravo se mantém. ---- A sociedade atual construiu mascaras e subterfúgios que mantém 
essa condição imersa nas relações de trabalho. O que mais aponta para a escravidão 
reinante é não possibilidade das pessoas terem controle da riqueza. Através de uma 
convenção, de um contrato, x trabalhadorx (empregado no jargão jurídico) abdica (sabendo 
ou não) do que produzirá, das riquezas que colaborará para fazer, em troca de uma fração 
ínfima dessa riqueza, denominada salário. Quando isso ocorre, cada umx que produz deixa de 
receber integralmente parte direta da riqueza que produziu, muito similar a submissão do 
escravo, que deveria trabalhar ou morrer.

Poderão nos perguntar: mas as pessoas não são livres para optar no que vai trabalhar no 
regime atual? Isso é um discurso, como gostam de falar cinicamente para nós, utópico. As 
pessoas seriam livres se tivessem condições iguais de tratamento, educação, criação, 
saúde, habitação, ou seja, se tivessem suas necessidades básicas atendidas de forma igual, 
quando isso não ocorre, não há igualdade de oportunidades, porque não houve igualdade de 
preparo para essas oportunidades. Essa sociedade, não é minha, porque não posso optar e 
quando manifesto minha opção de não querê-la sou julgado como “antipatriota”, 
“terrorista”, “rebelde”, “subversivo” e outros adjetivos desqualificadores, que demonstram 
bem a face repressora desse modelo. O caso é que se o regime fosse realmente democrático, 
nos daria espaço para não só fazer uma suposta oposição, mas como apresentar, fazer e 
viver um modelo diferente do proposto, mas não é aceitável. Somos obrigadxs a votar, a 
trabalhar, a servir num exército, a seguir as regras que não fizemos e que se as 
quebramos, somos punidxs. Tudo isso é a face da escravidão atual.
E há casos em que isso se acentua muito, quando os empregadores que não possuem limites 
para ganância e cobiça, transformam e condicionam seus semelhantes ao modelo escravo direto.
Nesse século XXI, como temos alertado com frequência, o avanço de modelos mais 
exploradores e opressores, inspirados no inicio da revolução industrial, continua. Um dos 
maiores regimes escravagistas do momento tem ditado a regra de trabalho ao mundo: a China, 
dita comunista, mas que sabemos ser um capitalismo estatal, tem controlado e educado sua 
mão de obra para serem produtivxs e muito baratxs. A população chinesa foi alvo de uma 
enorme repressão sanguinária por décadas, massacrando toda aspiração de liberdade e 
rompimento com o modelo ditatorial imposto pelo partido único. O resultado é uma força de 
trabalho domada pela violência psíquica aplicada metodicamente por seus dirigentes, com 
uma produção sem prescindentes na humanidade, de tal forma que está orientando as relações 
de trabalho no mundo: ou se flexibiliza as forças de produção, submetendo todxs 
trabalhadorxs a essa lógica opressora e altamente exploradora (como se não soubéssemos 
disso a séculos!), ou xs trabalhadorxs serão descartadxs como vemos ocorrer em todo mundo.
O que se faz numa situação dessas? No Brasil, como em qualquer parte do mundo, é passada a 
hora do rompimento com os modelos reformistas de administração do trabalho: sindicatos e 
legislação, que são camisas de força dxs trabalhadorxs. Isso unido à uma união direta dxs 
trablhadorxs, sem intermediárixs e nem sindicalistas profissionais. Dessa força é que 
consegue parar a escravidão atual, repor as necessidades dxs trabalhadorxs, reduzir e 
parar a exploração de suas riquezas e repor os danos feitos a nossa gente por séculos.
Poderão não querer aceitar isso e continuar em um mundo de fantasia, mas veja que esse 
mundo esta sendo feito e refeito através da repressão diário, pelas violações psíquicas 
constantes de propagandas ilusionistas e por fim com a inundação feita pela China de seus 
valores de exploração e opressão avançados, do qual o empresariado mundial está todo 
radiante, pois seus custos se reduzirão sobre a mão de obra escrava tornada mundial.
Se a escravidão ainda é algo atual, não menos atual é a luta e resistência de todxs xs 
oprimidxs a essa barbarização. Una-se, esse é o pesadelo dx opressorx e exploradorx!


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