(pt) Anarkio.net: A-Infos #19 - O novo Papa pop! (en)

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Terça-Feira, 2 de Abril de 2013 - 10:56:01 CEST


As imundícies seculares do Vaticano sempre são varridas para debaixo da batina de um 
supremo sacerdote e no caso a renuncia do nazi alemão por um argentino, bem mais 
carismático e todo populista vem atender a necessidade de uma fachada mais acolhedora e 
cheia de boas intenções. ---- O papa que se autodenominou “Francisco”, como diriam, não é 
“ave maria”, mas é cheio de graça. E essas gracinhas estão sendo badaladas na mídia, 
tirando os holofotes das atrocidades cometidas pelo Vaticano. Os igrejeiros de plantão 
acreditam piamente (é da natureza condicionada de ovelhas deles, acreditarem em tudo!) que 
esse senhor vai realizar uma limpa no estado, removendo seus elementos mais degenerados. 
---- O fato é que isso não vai ocorrer, porque o estado do Vaticano sucumbiria sem eles.

Não é trocando um elemento que toda a quadrilha se transmute para o que acreditam, uma 
organização bonitinha, cheia de amor para dar e com muita riqueza que não distribui com 
pobre nenhum, sempre é com o chapéu dos outros.

Longe esse Francisco está do santo a qual quer se espelhar. Não é com umas frases de 
efeito ou com umas ações que vai mudar a imagem de uma instituição rançosa, presa a tabus, 
acumuladora de um patrimônio incalculável, totalmente avessas ao elemento chave de sua 
proposta.

Para muitos, esse sucesso espelha o milagre da tal instituição, alias outras instituições 
que tiveram enriquecimento assustadores nos últimos anos também atribuem como obra divina 
tal ascensão. Mas esquecem todas que isso nada tem a ver com um ente com superpoderes ou 
entes, até porque para ele ou eles, pouco importa a quem a humanidade reverencie, isso se 
houver realmente tal ente.

Então temos um estado baseado numa crença que se impôs na marra, com muita violência e 
fúria sobre as demais, teve controle do destino de um 1/3 da população mundial, isso 
escondida atrás de um discurso de paz e amor e ame o próximo com a ti mesmo, sempre 
envolvida em conspirações, golpes de poder, e usando dos seus fiéis como massa de manobra 
para angariar pontos, riquezas para suas malandragens travestidas de filantropia 
(pilantropia) e caridade.
Para não desviar do ponto, não é com um representante máximo novo todo cheio dos efeitos 
especiais, graças e carisma que uma organização estatal consolidada por séculos de 
violência e imposição que vai se redimir. Aliás, repetem com insistência que perdoem as 
ofensas e erros, porque é o que mais fizeram nesse tempo todo, e só mesmo com uma lavagem 
cerebral para não se rebelar contra tal instituição. Pedir perdão é fácil, arcar com as 
consequências dos atos é que é difícil. Não será com um chiquinho, garoto propaganda e 
todo humilde que vai esconder a bandalheira e perversão que parte dos sacerdotes pregam, 
fazem ou acobertam.

A história do estado do Vaticano é odiosa e serve para ilustrar que crença e organizações 
que querem controlar as crenças são coisas muito distintas. As crenças devem ser 
respeitadas, as organizações que se dizem representantes dessas crenças não.

Nesse sentido é que com toda a cautela, saber separar o joio do trigo (rsrsrsrs). E 
atenção: não querer o papamóvel, não significa que ele será vendido; liberar os 
guardas-costas, não quer dizer que eles foram demitidos, até porque a guarda-suiça é o 
menor e melhor exército do mundo, a segurança será feita de outro modo; não ostentar ouro 
e joias, não significa que elas serão doadas para os pobres, afinal o banco do vaticano é 
um dos mais seguros do mundo, então fica tudo lá guardado, até que possam novamente 
ostentar suas posses seculares na cara de todxs, sem chocar. O fato é que estão reduzindo 
a aparências para manter o controle que possuem, estavam espalhafatosos demais, chamando 
atenção em um momento de crise mundial, onde há populações na Europa indo as ruas contra 
as opulências bancárias, então é bom tom não ostentar ao mar de miseráveis toda a riqueza 
que possuem, além que há hipocrisia inerente secular: ajudar os pobres, com tanto dinheiro 
acumulado.

Nesse quesito, muto longe está tanto o papa como sua instituição das lendas e martírios 
que tanto dizem que aconteceram as seus super-entes.

Por fim, cabe aos ateus ensinar ao vigário o que é compartilhar e destruir todas as 
opressões e explorações, pois elas não se acabam escondidos de joelhos, atrás das bíblias 
e das batinas, mas organizando a sociedade de forma a respeitar a todxs sem excessões. E 
isso serve a todas as instituições religiosas que vivem de parasitismo, abandonem seus 
templos de luxuria e construam uma sociedade justa e livre de preconceitos e tabus.
Na construção do anarquismo através de práticas livres!


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