(pt) Iniciando no Sindicalismo Revolucionário

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Sábado, 22 de Dezembro de 2012 - 18:38:30 CET


Uma grande parte dxs trabalhadorxs não conhecem e nunca ouviram falar do sindicalismo 
revolucionário. Isso é um grande desafio para para nossa luta. Pensando nisso, resolvemos 
escrever esse artigo para ajudar na informação e formação de núcleos de ação sindical 
revolucionária. ---- A primeira coisa importante é que essa proposta é atual e tem no 
mundo, várias organizações envolvidas com a proposta do sindicalismo revolucionário e se 
unem em volta da Associação Internacional dos Trabalhadores (IWA-AIT). Por isso, não é uma 
proposta isolada ou nostálgica, embora procure trazer a tona a memória das lutas dxs 
antigxs companheirxs. No Brasil, por exemplo, o sindicalismo revolucionário existiu como 
uma força real dos trabalhadorxs até a fim da década de 40 do século passado, quando é 
marginalizado pelo governo fascista de Vargas e constantemente atacado pela esquerda 
institucional e reformista, que visava tomar o controle do sindicalismo da forma que 
conseguissem como parte de ascensão ao poder estatal que tanto almejavam.

A segunda coisa importante para a construção de ações sindicalistas revolucionárias é que 
sua constituição não precisa de autorização de nenhuma organização sindicalista oficial e 
de nenhum governo. É uma associação livre de trabalhadorxs que visam se defender e 
resistir aos mandos e demandos dos patrões e do Estado. Consequentemente sua estrutura é 
simples: trabalhadorxs unidxs no local de trabalho levantam suas reivindicações e em torno 
delas se associam de forma igualitária, sem chefe, sem lider, sem partido, sem diretoria, 
sempre procurando envolver todxs no processo construtivo de documentos e ações e são as 
assembleias, um bom meio de construir e fazer. Nelas se educam para luta direta, sem 
intermediário e aprendem que todxs podem e devem participar, sem hierarquização. É da 
necessidade direta dxs trabalhadorxs que ocorre a união e não de uma imposição legal feita 
por “legisladores”.
Terceira coisa importante, todxs os trabalhadorxs podem e devem ser sindicalistas e formar 
núcleos de sindicalismo revolucionário, porque sindicalismo de verdade é feito por 
trabalhadorxs e para xs trabalhadorxs sem burocracia e nem profissionalismo. É claro que 
isso remete a uma quarta coisa: entender o sindicalismo atual, sua estrutura e como 
ataca-la e denuncia-la. Como nossa proposta procura a legitimização da ação pela união dxs 
trabalhadorxs e não por uma “autorizações do MTE” para existirem e fazerem as coisas, é 
claro que temos a ciência que isso acarreta em medidas criminalizantes e que estaremos 
dispostos a enfrentar. Lembremos que a luta sindical hoje é feita muito mais por alguns 
advogados e diretores sindicais em reuniões as portas fechadas com a patronal sobre o aval 
do Estado. Pouco impacto se têm se milhares de trabalhadorxs vão as ruas por seus 
direitos, porque a mídia usa essas situações como propaganda negativa, contra a luta dxs 
trabalhadorxs. Nesse sentido, cada trabalhadorx, como parte da população precisa atuar de 
forma a neutralizar tais propagandas dos poderosos e isso se dá nas ações locais nos 
bairros e com todo o redor. Quanto mais união dos trabalhadores e população oprimida e 
explorada, melhor para a luta.
A quinta coisa importante disso é que estamos em uma luta de classes e isso está mascarado 
em discursos harmonizantes e conciliadores. Patrõxs e trabalhadorx não são amigxs, 
empregadorxs e empregadxs nunca serão iguais, não importa o quanto se digam xs poderosxs e 
esse fato deve ser sempre apresentado. Nunca tivemos as mesmas condições e não somos 
iguais perante a lei e a justiça aqui no Brasil, como em todo o mundo se dobra diante do 
poder censitário, da força econômica.
A sexta coisa para se ter em mente é que o sistema capitalista divide, divide e divide xs 
trabalhadorxs em categorias e corporativiza trabalhadorxs chaves, de forma a isolar-nos 
umxs dxs outrxs, facilitando o controle e repressão por parte do Estado e dxs 
patrõxs/empresárixs/empregradorxs. O que devemos fazer é o rompimento desse lógica e 
promover a união dos trabalhadorxs por ramos de produção e dessas entre si, rompendo com a 
lógica de fragmentação e isolamento imposto pelxs poderosxs.
Todx trabalhadorx, assalariadx, exploradx e ferradx tem na sua união, uma forma de romper 
e resistir a tal situação. O sindicalismo revolucionário é essa opção de luta direta e 
atual. Não fique paradx e esperando, isso só ajuda a desigualdade se manter.
Conheça, organiza e emancipa!


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