(pt) FARJ* LIBERA #155 - A ocupação da Usina Cambahyba pelod MST- Frente Anarquismo e Naturezaa FARJ

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Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2012 - 11:38:17 CET


“Já se organizaram em coletivos? Não esperem mais. Ocupem as terras! -- Organizem-se de 
forma que não haja chefes nem parasitas entre vocês. Se não o fizerem, é inútil que 
continuemos avançando. Precisamos criar um mundo novo, diferente do que estamos 
destruindo.” -- Buenaventura Durruti ---- Duzentas famílias ocuparam na madrugada da 
sexta-feira a Usina Cambahyba, localizada em Campo dos Goycatazes, norte fluminense. A 
usina é de propriedade da família do ex-vice governador do estado, Heli Ribeiro. A 
ocupação da Cambahyba é um importante símbolo da luta dos trabalhadores e o processo de 
desapropriação ainda está em andamento na 2a vara federal. Hoje ela está ocupada para 
servir a agricultura camponesa e atender a reforma agrária popular, já que a reforma 
agrária tocada pelo governo Lula-Dilma não tem mudado a estrutura fundiária do país.
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  Acreditamos que é pela luta e organização
de base que podemos  conquistar a gestão
coletiva da terra e da produção agrícola.
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A Usina foi um local onde a elite
rural de Campos trocava alianças,
nos casamentos com os militares
assassinos de militantes da esquerda.
Nas terras da família de Heli Ribeiro
Gomes os fornos de fabricação de
açúcar eram emprestados para o de-
legado Cláudio Guerra incinerar os
corpos dos militantes mortos pelo
regime militar. Hoje, os trabalhado-
res organizados no MST honram a
memória daqueles/as que caíram
nas mãos da ditadura civil-militar de
1964.

A importância da luta no campo e
particularmente do MST é funda-
mental num contexto em que os
mega-empreen dimentos (urba-
nos e rurais) passam como um rolo
compressor sobre as necessidades
dos trabalhadores do campo e da
cidade e das comunidades tradicio-
nais (indígenas, quilombolas, etc.).
Mega-empreendimentos motivados
pelo plano IIRSA (Iniciativa de Inte-
gração Regional da América Latina),
que tem como objetivo o saque sis-
temático de recursos por iniciativas
como os megaeventos, os megapor-
tos e as hidrelétricas, em detrimento
dos anseios populares.

Por isso, a ocupação dessa usina re-
afirma o sentido da luta e da ação
direta popular, a defesa da reforma
agrária contra o latifúndio e contra
as monoculturas extensivas promo-
vidas pelo agronegócio. Acreditamos
que é pela luta e organização de
base que podemos conquistar a ges-
tão coletiva da terra e da produção
agrícola. Para isto, é preciso ocupar,
resistir e produzir, fortalecendo os
movimentos sociais do campo. Ocu-
par terras para viver e produzir é
um direito e uma necessidade, resol-
vendo as reais demandas materiais e
culturais da população. Por meio da
organização pela base, são importan-
tes as iniciativas como cooperativas
de produção, organizadas de manei-
ra direta pelos próprios produtores,
tais como as que o MST tem orga-
nizado recentemente nos assenta-
mentos do estado.

Jamais podemos perder o horizonte
estratégico de criação do poder po-
pular, que envolve o controle direto
da terra pelos trabalhadores e por-
tanto, o fim generalizado da proprie-
dade privada.

Nossa contribuição como anarquis-
tas é prosseguir, na medida de nossas
forças, organizados nos movimentos
sociais do campo e da cidade, incen-
tivando a organização, o protagonis-
mo popular, a solidariedade entre os
trabalhadores do campo e da cidade
e a produção coletiva para gerar a
autonomia da luta.

ORGANIZAR!
LUTAR!
JAMAIS SE
ENTREGAR!
PELO PODER
POPULAR!
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* FARJ
Anarchist Federation of Rio de Janeiro - Member of the Coordination Organization Anarchist 
Brazilian


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