(pt) [Brasil] Comunicado da FAG sobre o Abril Vermelho

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Quinta-Feira, 19 de Abril de 2012 - 12:43:07 CEST


Em mais uma jornada de luta dos Trabalhadores Sem Terra queremos marcar nossa
militância e nossa solidariedade libertária. Não esquecemos e nem perdoamos os
crimes do Estado e do latifúndio contra os pobres do campo. Eldorado dos Carajás
cumpre 16 anos na vala comum da impunidade. Segundo estudos de conflitos no campo,
cerca de 1700 trabalhadores rurais foram assassinados desde 1985 no nosso país e os
seus mandantes e executores andam por aí. A melhor homenagem que se faz pra quem
morreu lutando é seguir lutando, nas condições concretas que põe o nosso presente,
pelas causas que moveram os mártires de Carajás.
Cada vez mais o agronegócio faz o peso na balança da política econômica do governo
Dilma, produzindo commodities pro mercado externo, rasgando fronteiras agrícolas pra
sua monocultura tóxica, dominando e explorando os bens naturais e violando o direito
dos povos de autodeterminação no seu próprio território. O agronegócio é o abraço
feroz do latifúndio e das oligarquias rurais com o capital financeiro e os grupos
transnacionais e mais as receitas públicas do Estado. Os povos indígenas, os Pataxós
nesse momento como maior exemplo rebelde, desatam conflitos extremos ao largo do
estado da Bahia. Por todo Brasil as ocupações de terra, de prédios do governo,
bloqueios de estrada, acampamentos de protesto dos Sem Terra se chocam com essa
realidade. A reforma agrária está fora das políticas do governo Dilma, o Incra vive
dias de tapera e funciona burocraticamente com recursos cortados como fiscal das
misérias dos assentamentos. O MDA é um espantalho. Enquanto 0,22% dos recursos do
país são investidos na reforma agrária a banca financeira morde 48% com os juros da
dívida que o governo paga.

O combate a pobreza e a miséria não se faz se não ataca as estruturas da
concentração do poder e da riqueza. E essas estruturas são violentas quando se trata
de defender o seu quinhão. A força social de um movimento está diretamente
relacionada com a capacidade das suas bases de não entregar suas lutas para as
negociações burocráticas e os seus gestores. Só a ação direta popular pode
conquistar uma mudança radical que quebre a dominação do agronegócio em favor da
terra e das ferramentas de produção para os trabalhadores.

Contra o governismo e a burocracia!
Com a rebeldia dos Pataxós e a ação dos Sem Terra!
Construir um Povo Forte pra mudar a sociedade!


Federação Anarquista Gaúcha

http://www.vermelhoenegro.co.cc/



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