(pt) Lisboa 30 de Maio , comunicado distribuído* durante manifestação con tra o dia da defesa nacional

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Terça-Feira, 31 de Maio de 2011 - 23:39:06 CEST


COMUNICADO - Jovem morre no Dia da Defesa Nacional
As habituais brincadeiras guerreiras das forças armadas tiveram um efeito
nefasto: a morte da jovem Ana Rita, obrigada a participar naqueles jogos
levados a cabo num tal regimento de artilharia nº 5, em Vila Nova de Gaia,
para justificar uma instituição cara e inútil.   Cada dia que passa os
portugueses arcam com € 10.4 M de custos com a instituição militar e as
fantasias que aquela inventa para justificar a ocupação a umas dezenas de
milhar de indivíduos e as mordomias dos seus generais e almirantes
sentados. Custa a perceber que num quartel de artilharia seja necessário
andar pendurado numa corda a seis metros do solo - uma manifestação
infantil de valentia e coragem.   Para mais, a insersão de raparigas não é
uma manifestação saudável de promoção da igualdade entre os géneros; mas
antes um sintoma de alargamento do perímetro da lógica militarista, que é
como quem diz, um recuo civilizacional.   Através da coação, o Ministério
da Defesa obriga os cidadãos a alimentar uma máquina sinistra que legitima
a necessidade de violência: Aqueles que se recusarem a participar nesta
acção de propaganda são multados (de 250€ a 1250€), são proibidos de
integrar a função pública e, em caso de guerra, são os primeiros a ser
chamados.   Quando em dezenas de cidades da Europa, muitos milhares de
pessoas lutam por um mundo de justiça, de paz e contra a violência, num
quartel em Portugal morre-se estupidamente no âmbito de uma ação de
propaganda da necessidade de violência, A Plataforma Anti-Guerra,
Anti-NATO exorta: os movimentos sociais os partidos políticos concorrentes
às eleições do próximo dia 5 para que manifestem a exigência: Da extinção
das comemorações do Dia da Defesa Nacional - que, de facto duram quase o
ano todo – nomeadamente na parte respeitante à obrigatoriedade dos jovens
nele participarem; Da cessação da participação de todas as intervenções
das forças armadas em ações de guerra no estrangeiro e que custarão em
2011, € 75 M; Da redução drástica dos gastos militares no âmbito das
medidas de diminuição do deficit público.
20 de Maio de 2011 PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO
Por: Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato*



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