(pt) COB/AIT ,Brasil: RELATO DO 1º DE MAIO DE 2011

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Domingo, 22 de Maio de 2011 - 03:34:55 CEST


NOS 125 ANOS DA LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
Precedido por comícios relâmpago e panfletagens o 1º de Maio Operário,
Libertário  e
Revolucionário chamado pela FOSP/COB-ACAT/AIT ocorreu, de forma vitoriosa,
apesar da
forte chuva que se abateu sobre o centro da cidade no começo da tarde.
O processo de manifestações crescentes começou por Campinas, onde o
SINDIVÁRIOS de
Campinhas, com o apoio do Movimento Libertário local, realiza uma
discussão sobre a
FOSP, sua história, suas propostas e suas lutas, no dia 25 de Abril, no
campus da
UNICAMP. Enquanto isso, em São Paulo, mini-comícios e panfletagens –
precedidas por
colagens de cartazes do Jornal Mural da COB, o A VOZ DO TRABALHADOR,
chamando o 1º
de Maio de Luta da COB/AIT.
Esses mini-comícios ocorriam desde bairros da periferia, como Tatuapé, Capão
Redondo, Jardim Japão e Santo Amaro, como também no centro da cidade, na
Pça. Ramos,
na região da 25 de Março e na região da Avenida Paulista. No próprio dia
Primeiro de
Maio vários mini-comícios se deram nos bairros, como os de:
ATO NO LARGO TREZE DE MAIO - Santo Amaro
Militantes do SINDIVÁRIOS-SP concentrados no Largo Treze de Maio, no
centro de Santo
Amaro, distribuem cópias do Manifesto de 1º de Maio da FOSP, o A PLEBE 66,
além de
exemplares do jornal do próprio Sindicato de Ofícios Vários de São Paulo,
o C’MENTE
DE PHOGO. Enquanto repassam o manifesto são feitas falações lembrando os
125 anos do
1º de Maio, os Mártires de Chicago e a luta pela Redução da Jornada de
Trabalho; a
necessidade da organizaçãoe união da classe operária para fazer frente a
nova crise
que se anuncia; das lutas contra o desemprego e a precarização do trabalho
e contra
os cortes nos gastos sociais. A manifestação se extende daqs 10:00 hs até
as 1130
hs, atraindo a atenção de dezenas de pessoas.
São repassados centenas de panfletos e foi estimulada a participação
popular com
demonstrações de revolta popular e levantada frequentemente a necessidade de
intesificar as lutas por mlehorias no tranporte público, no combate ao
desemprego e
contra a feroz repressão militar contra trabalhadores ambulantes, negros e
sem-teto.
Várias vezes foi lembrado a necessidade de se manter organizado de forma
autônoma,
sem permitir que os partidos políticos determinem o destino e as ações dessa
organização.
É reforçado frequentemente o chamado à participação ativa no ATO DE 1º DE
MAIO
OPERÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO da FOSP/COB-AIT na Ladeira da
Memória, no
centro de São Paulo, já estampado em dezenas de cartazes colados em
diversos pontos
da região central de Santo Amaro (Rua Comendador Elias Zarzur – próximo ao
posto do
INSS e da UNISA -, na Avenida Adolfo Pinheiro, nos quatro cantos do Largo
Treze de
Maio, na região da Prç. Marechal Deodoro, na Av. João Dias, etc.).
A CONCENTRAÇÃO NO ANTIGO MERCADO DE ESCRAVOS,
                                                                          NA
LADEIRA
DA MEMÓRIA - Anhangabaú
Como já tradicionalmente ocorre, há quase 10 anos, já antes do horário
marcado,
meio-dia, começaram a ir chegando as primeiras pessoas nha Concentração
chamada pela
FOSP/COB-AIT no Anhangabaú – próximo ao local escolhido pela CUT/PT para a
realização de sua ‘festa’ de 1º de Maio desse ano. O sol, que se
apresentara no
início da manhã, já não mais se fazia presente, coberto por densas nuvens
escuras. O
centro da cidade estava com certa agitação: na Sé a manifestação do
CONLUTAS/PSTU
terminou sob repressão policial, depois que terminou a missa e os participes
tentaram sair em passeata. Pelo que se viu, aparentemente a ordem da PM
era para
‘proteger’ o Ato da CUT/PT, que tinha sido autorizado pelo Estado.
A medida que a Concentração anarcosindicalista crescia os militantes já se
separavam
em grupos para ir panfleteando nas imediações o Manifesto de 1º de Maio/A
PLEBE 66 –
na região da Pça. das Bandeiras, nas saídas do Metrô Anhangabaú e na Rua
Xavier de
Toledo. Com um amplificador eram feitas falações justificando a
manifestaçãpo e
chamando as pessoas à luta. Como sempre as pessoas eram pegas de surpresa
por nossa
manifestação devido a peculiaridade do discurso apartidário e em defesa da
ação-direta  e da heterogeneidade ods militantes, homens e mulheres;
punks, rockers
e rappers; adolescentes e idosos, todos com o fogo da revolução n’alma.
Com esse
calor se estimulou a discussão com as pessoas, muitas originalmente
satisfeitas com
o governo de Frente
  Popular, liderado pelo PT, mas que na discussão tinham seus olhos
abertos para as
medidas anti-populares do governo de plantão, que não fazia mais que
gerenciar o
sistema de corrupção que se configura na prática da máfia do Estado com a
sanha
capitalista. Já chovia, então!
Quando nos preparavamos para sair em Passeata começou uma chuva
torrencial, o que
levou a certa dispersão dos miltiantes, buscando lugar para se proteger da
tempestade, atrasando um pouco o cronograma original. Essa mesma chuva
inviabilizou
as manifestações da FORÇA SINDICAL-CGTB-UGT-NOVA CENTRAL-CTB e da própria
CUT/PT –
que chegou a um público máximo de cerca de 400 pessoas no momento em que
suspendeu a
festa, para a qual esperavam cerca de 500.000 pessoas.
A PASSEATA DO PROLETARIADO LIBERTÁRIO
Mas ela não deteve o ímpeto dos militantes libertários e simpatizantes da
FOSP/COB-AIT que se reagruparam, a medida que a tempestade diminuia e
ainda sob
chuva intensa iniciou sua Passeata de 1º de Maio percorrendo a rua Xavier
de Toledo
até a Pça Ramos de Azevedo, aos gritos de GREVE GERAL DERRUBA O CAPITAL!; 
A FOSP NA
RUA A LUTA CONTINUA!; O PUNK NA RUA A LUTA CONTINUA!; PÃO, TESÃO, SAÚDE E
AUTOGESTÃO!; MORTE AO FASCISMO!Ao passarmos na frente do Teatro Municipal
esbarramos
numa manifestação dos trotskistas do PCO, que se abrigavam da chuva sob o
toldo de
uma loja de departamentos funcionando normalmente. Estavam, em número não
superior
ao nosso, cerca de 150 pessoas nesse momento. Por um instante houve certa
discursão
com eles, que defendiam a necessidade do
 partido polítco, contestada pelos militantes da FOSP, que continuavam a
distribuir
o Manifesto da FOSP, inclusive no interior da loja de departamentos,
chamando os
trabalhadores à luta.
Em seguida subimos a rua Barão de Itapetininga, aos gritos de POVO UNIDO
GOVERNA SEM
PARTIDO! ORDEM E PROGRESSO É COISA DE FASCISTA, QUEREMOS LIBERDADE,
IGUALDADE E
JUSTIÇA! Como a cidade estava muito esvaziada, exatamente por causa da
chuva, as
tradicionais paradas para realização de comícios-relâmpagos, no trajeto da
passeata,
ficaram prejudicadas. Ao chegarmos na Praça da República, local onde iriamos
realizar o Comício de 1º de Maio da FOSP/COB-AIT, a chuva estava ainda
muito intensa
e se chegou a conclusão que o amplificador não poderia ser usado, devido
ao risco
eminente de curto-circuito, sendo decidido,  coletivamente, pela não
realização do
Comício na República, substituido por uma panffeltagem na Feira de
Artesanato,
basicamente entre os artesãos, d
 evido ao próprio esvaziamento da própria Feira. Em seguida foi feito o
chamamento
para a Palestra/Debate sobre a “FOSP/COB-AIT, seus Princípios, sua
História e suas
Lutas e a necessidade da Unificação do Movimento Libertário Brasileiro”,
na sede do
Centro de Cultiura Social (CCS-SP), na rua General Jardim, próximo a Prç. da
República – que se realizou com a presença de dezenas de pessoas.
CONCLUSÃO
Mais uma vez a voz do proletariado revolucionário paulista se ergueu num
grito
libertário de revolta e dor, lembrando os Máritres de Chicago e os 125
anos de 1º de
Maio, da Luta Pela Redução da Jornada de Trabalho. Mais uma vez as
bandeiras de luta
pelo Salário Mínimo real, por uma aumento emergencial de 62% - o mesmo
índice que os
políticos profissinais deram aos próprios salários quando aumentaram em
apenas 5% o
Salário Mínimo -, Contra o Imposto Sindical e Por Liberdade de Organização
Sindical
Para a Classe Trabalhadora, Contra a Carestia da Vida e o Arrocho Salarial
foram
lançadas ao vento.
Algumas pessoas insistem em dizer que a miltância da FOSP/COB-AIT é
inconsequente e
não tem eco na sociedade,  mas aqueles que vêem com os olhos livres e
pensamento
crítico podem observar claramente como os diversos níveis de organização
autoritária
(Partidos, sindicatos oficiais e até o Estado) descaradamente copiam e tentam
desvirtuar o sentido de nossas lutas e palavras de ordem. Como a luta
contra o
Imposto Sindical, recentemente assumida da boca para fora pela CUT/PT, a
questão do
Salário Mínimo Real usada pelo PCO,  e até a questão da Autogestão,
lançada de forma
falaciosa pelo próprio governo, que através do BNDS cria uma linha de
crédito par o
que eles chamam de ‘Projetos de Autogestão’, na verdade uma ma
 l-definida cogestão, com caráter de participação na gestão – que de fato
nada tem a
ver com o verdadeiro sentido do termo AUTOGESTÃO, defendida pela COB/AIT.
Ao mesmo tempo também observamos a forma como repercutiu, por exemplo, a
própria
chamada que fizemos para um 1º de Maio de Luta de 2011, entre as pessoas
comuns, nas
ruas, e dos trabalhadores, nos locais de trabalho., contou com imensda
simpatia.
Apesar de ainda não conseguirmos canalizar esse sentimento e o conjunto
dessas
lutas, que insistentemente estimulamos, sabemos da revolta popular e ao
mesmo tempo
da radicalização de sentimentos nesse momento histórico. Resta aos
revolucionários
sinceros não se deixar abater em corromper no processo de lutas.
VIVA A FOSP/COB-ACAT/AIT!
VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO!
HURRAS À ANARKIA!
COMISSÃO DE IMPRENSA do SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT




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