(pt) [Grécia] Chamado de solidariedade internacional com o pr eso anarquista Simos Seisidis

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Quarta-Feira, 23 de Março de 2011 - 18:52:22 CET


Quinta-feira, dia 30 de março de 2011, terá lugar no tribunal de primeira
instância o caso dos “assaltantes de negro”. Se trata do caso do assalto
ao Banco Nacional na rua Solonos em janeiro de 2006, e seis outros
assaltos. É o mesmo caso pelo qual Giannis Dimitrakis foi finalmente
condenado a 12,5 anos de prisão no tribunal de apelação. Desta vez o
acusado é Simos Seisidis, que esteve procurado durante 4,5 anos. Simos foi
detido em 3 de maio de 2010, após um encontro casual com uma patrulha de
polícia. Dado que estava sendo procurado não parou quando lhe quiseram
pegar, foi perseguido e um policial disparou pelas costas. Ainda que sua
vida correu um risco muito grave, sobreviveu, mas a causa da gravidade dos
ferimentos levou-lhe a amputar a perna direita.

Entretanto, por este acontecimento, está acusado de tentativa de homicídio
do policial que lhe disparou pelas costas atrás de seu carro! De fato a
juíza de instrução lhe mandou a prisão preventiva por este caso também,
após “encerrar” o caso sem sequer esperar o resultado do diagnóstico do
médico forense da perna amputada, assim o informe que foi apresentado com
atraso de 9 meses. Outra coisa que confirma o que estamos afirmando.

A razão pela que Simos fugiu, foi uma ordem de busca e captura contra ele
(e também seu irmão Marios Seisidis e o companheiro Grigoris Tsironis, que
seguem fugitivos da lei) emitida depois do assalto durante o qual foi
detido Giannis Dimitrakis. Sem nenhuma prova substancial, de fato suas
relações pessoais e políticas estão sendo criminalizadas, os três
companheiros se viram obrigados a fugir, não esperando que os tribunais
burgueses, a maquinaria repressiva e os jornalistas, esses papagaios que
simplesmente repetem o que diz o Poder, lhes aplicassem sua “justiça”.

Nenhum destes três poderes, judicial, policial e midiático, se precipitou
em desmentir algo, todos colaboraram: o primeiro lhes condenou (em
ausência) a 7,5 anos de prisão, e isso só pelos delitos menores de todos
os sete assaltos, ademais tirando de Simos o direito de apelar contra a
decisão do julgamento! O segundo, após colocar um preço enorme por suas
cabeças (600.000 euros) tentou matar a Simos. O último, após contribuir
durante todos esses anos difundindo informações vindas diretamente da
polícia e publicando artigos que cultivavam o medo ao "terrorismo", de
fato apontou a bala que finalmente alcançou seu objetivo.

O companheiro tem mais um outro processo pendente. Se trata de um caso de
roubo de armas, sendo que a única prova contra ele é supostamente seu DNA
(que aliás foi encontrada em outro lugar, mas isto parece ser de menor
importância se tratando de um anarquista procurado). Ultimamente os
processos a base do DNA estão muito na moda na Grécia. A polícia grega
encontrou uma maneira fácil para culpar a quem quiser, dado que o DNA de
cada um de nós pode ser encontrado e transportado a qualquer lugar.

Com outro caso mais (pelo que se poderia ter sido absolvido se não
estivesse sendo procurado) pendente, Simos está no momento condenado por
dois casos e em prisão preventiva por outros três. Mas a parte jurídica
não é a mais substancial de seu caso, ainda que uma descrição de seu caso
é necessária pelos companheiros na Grécia ou em outras partes, para ter
uma idéia mais clara possível da intensidade do esforço de aniquilar este
companheiro, por parte do Estado.

Esperamos que até seu julgamento em 30 de março, a solidariedade seja da
mesma intensidade e amplitude. Na Grécia esses últimos dois anos, “o
império contra-ataca” Tendo medo das tensões sociais que podem estourar em
qualquer momento como causa do ímpeto da crise econômica, o Estado tenta
tirar do meio, deste fator que é capaz, com sua consciência política, de
converter esta “explosão” em uma revolução: o movimento antiautoritário

Nesse seu esforço, a democracia nem sequer tenta parecer democrática.
Manifestantes estão sendo golpeados brutalmente, locais anarquistas se
convertem em “pisos francos de bandas armadas”, companheiros estão sendo
levados a prisão por “pertencer a uns grupos armados sem nome” e, sem
mais, outros são acusados de “terrorismo” porque andavam pela rua ou
tomavam café com certas pessoas.

Mas, por desgraça deles, aí onde tentam reprimir um foco de resistência,
outros dez novos surgirão. Tentam, por meio do medo, converter às lutas
sociais em uma coisa do passado e sem sentido nenhum. É de nosso alcance
devolver-lhes o medo em sua cara.

Tentam, por meio da aniquilação exemplar de lutadores presos, deter aos
demais para que não resistam. Tentam converter nossos companheiros presos
em fantasmas, presentes só na memória de uns poucos amigos e familiares. É
de nosso alcance de não deixar esquecidos todos os nossos companheiros. É
de nosso alcance tirá-los das mãos do Estado.

NÃO PERMITIREMOS A ANIQUILAÇÃO DE SIMOS SEISIDIS.

Não porque é “inocente”, nem porque foi “castigado” tão brutalmente pelos
mecanismos repressores, senão PORQUE É UM LUTADOR.

EXIGIMOS SUA LIBERTAÇÃO IMEDIATA!

Não por “sensibilidade democrática”, nem por humanismo, senão PORQUE É
NOSSO COMPANHEIRO.

CHAMAMOS AOS QUE LUTAM, AOS COMPANHEIROS DE TODO O MUNDO A JUNTAR SUAS
VOZES COM AS NOSSAS PARA O JULGAMENTO EM 30 DE MARÇO.

Não por compaixão, nem por dever, senão PORQUE SOMOS ANARQUISTAS e A
SOLIDARIEDADE É NOSSA ARMA!

agência de notícias anarquistas-ana





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