(pt) Chamada urgente de apoio ao coletivo palestino-israelense “Anarquistas Contra o Muro”

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Sábado, 12 de Março de 2011 - 12:42:46 CET


 Quem somos
Anarquistas Contra o Muro (AATW, sua sigla em inglês) é um grupo de ação
direta que nasceu em 2003 como resposta a construção do muro que Israel
está levantando em terra Palestina, na Cisjordânia ocupada. O grupo
trabalha em cooperação com os Palestinos em uma luta conjunta não-violenta
contra a ocupação.
Desde sua formação o grupo participou em centenas de manifestações e ações
diretas, contra o muro especificamente e contra a ocupação em geral, por
toda Cisjordânia.
Todo o trabalho do grupo AATW na Palestina é em coordenação com os comitês
populares locais das aldeias e é essencialmente impulsionado por
Palestinos.
Por que resistimos
É o dever de todo cidadão israelense se colocar em resistência a políticas
e ações imorais realizadas em seu nome. Acreditamos que é possível fazer
mais do que se manifestar dentro de Israel ou participar em programas de
ajuda humanitária. O apartheid e a ocupação israelense não vão terminar
por si só - terminará quando se torne ingovernável e incontrolável. É
tempo de opor-se fisicamente aos bulldozers [tratores], ao exército e a
ocupação.
História abreviada
Em abril de 2003, aos três anos do início da Segunda Intifada, um pequeno
grupo majoritariamente anarquista de ativistas israelenses que já
realizavam vários trabalhos políticos nos territórios ocupados criou
Anarquistas Contra o Muro. O grupo se formou em torno da criação de um
acampamento de protesto na aldeia de Mas´ha, aonde o muro se aproximava e
deixaria 96% das terras no lado "israelense".
O acampamento, formado por ativistas palestinos, israelenses e
internacionalistas se compunha de duas tendas nas terras da aldeia que
haviam sido programadas para serem confiscadas. Uma presença contínua de
palestinos, israelenses e internacionalistas que se estendeu 4 meses.
Durante este tempo o acampamento se converteu em um centro para difundir
informação e uma base para a tomada de decisões por meio da democracia
direta. Um bom número de ações relacionadas com o muro foram planejadas e
preparadas no acampamento - como a ação direta na aldeia de Anin de 28 de
julho de 2003. Nesta ação palestinos, israelenses e ativistas
internacionalistas conseguiram abrir uma
entrada no muro apesar de estarem sendo atacados pelo exército.
Aos finais do mês de agosto de 2003, com o muro ao redor de Mas´ha quase
completo, o acampamento se mudou ao pátio de uma casa cuja demolição
estava prevista. Depois de dois dias de bloqueio aos bulldozers e prisões
massivas, o pátio foi demolido e o acampamento terminou, mas o espírito de
resistência que simbolizava não foi demolido.
Em 2004, a aldeia de Budrus começou suas lutas contra o muro e AATW se
uniu a suas manifestações diárias. Através de sua persistência na
mobilização comunitária, luta e resistência popular, a aldeia de Budrud
conseguiu vitórias significativas.
Sem apelar aos tribunais israelenses, utilizando somente a resistência 
popular, a aldeia conseguiu empurrar o traçado do muro quase completamente
para fora de sua terra.
O êxito de Budrus inspirou muitas outras aldeias a construir também uma
resistência popular. Durante uma boa parte do ano, quase todas as aldeias
que a construção do muro alcançava se levantavam contra ele. AATW se uniu
a todas as aldeias que lhe chamaram a participar.
Mas recentemente nossas ações tem se centrado em e ao redor de Bil´in, ao
noroeste de Ramallah, onde a maior parte da terra cultivável da aldeia vai
ser efetivamente confiscada pelo muro e um assentamento em expansão.
Nosso papel na luta  A mera presença de israelenses em ações civis
palestinas oferece um certo grau de proteção frente a violência do
exército.
O código de conduta do exército israelense é significativamente distinto
quando há israelenses presentes e a violência, ainda que continue severa,
é significativamente menor. Apesar de que muitos ativistas israelenses têm
sido feridos nas mobilizações, alguns gravemente, são os palestinos que
tem pagado um maior preço. Até a data de hoje 10 manifestantes palestinos
foram mortos em manifestações contra o muro e milhares foram feridos.
O exército e o governo israelenses querem por um fim na resistência popular
palestina usando todas as formas de repressão e para dissuadir aos
ativistas israelenses de unir-se a esta luta. Sob a lei de ocupação é
possível prender pessoas simplesmente por participar em uma manifestação.
E no decorrer dos últimos anos, ativistas do grupo AATW tem sido presos
centenas de vezes e dezenas de acusação têm sido feitas contra eles.
A repressão legal por parte das autoridades israelenses é somente outra
frente na quais estas tratam de romper nossa resistência.
Para manter aos ativistas fora da prisão e continuar a luta o grupo AATW
tem enfrentado crescentes gastos para sua  defesa diante dos tribunais
israelenses. O custo da defesa judicial já superou os 60.000 dólares
estadunidenses e sobe de forma constante.
Financiamento
AATW não recebe financiamento de nenhum Estado, governo ou associação.
Dependemos de doações de pessoas de todo o mundo que querem ver a
continuidade de nossa luta apoiando o povo palestino pela liberdade. Pelas
razões acima expostas e para cobrir gastos operacionais como transporte,
contas telefônicas, primeiros socorros, panfletos e cartazes AATW está
buscando apoio econômico.
Apoio econômico
Estimado/a amigo/a,
Os custos legais acumulados da luta conjunta Palestino-Israelense, e a
crescente perseguição legal de ativistas palestinos, nos forçam a enviar
esta urgente campanha de arrecadação de fundos. Solicitamos vosso apoio
para continuar o trabalho do grupo israelense Anarchists Against the Wall
(Anarquistas Contra o Muro), e talvez ainda mais importante, para nos
permitir expandir nosso fundo legal em uma tentativa de cobrir os custos
legais de nossos companheiros palestinos presos nas manifestações.
Desde 2003, o grupo tem apoiado a luta palestina contra a ocupação
israelense e especialmente contra o muro de segregação construído por
Israel. Semana após semana AATW se une a resistência popular palestina
contra o muro, em diversas áreas de West Bank (zona oeste), incluindo as
populações de al-Ma´asara, ao sul de Belém, Beit Ummar, ao norte de
Hebrón, Bil´in e recentemente quase diariamente a Ni´ilim, ao oeste de
Ramallah. Ali o exército está dando passos extremos para suprimir as
manifestações, disparando ocasionalmente munição real, sitiando e impondo
o toque de recolher.
Centenas de ativistas têm sido presos e dezenas acusados por sua
participação na luta. Afortunadamente o grupo está sendo representado por
um dedicado advogado, Gaby Lasky. Lasky tem trabalhado incansavelmente na
defesa de ativistas presos em manifestações ou ações diretas no West Bank
e em Israel. Sem dúvida e ainda depois da exitosa campanha de apoio
econômico do ano passado, AATW ainda deve a Lasky aproximadamente 15.000
dólares. Recentemente estamos constatando um aumento da perseguição legal
aos nossos companheiros palestinos. Em solidariedade estamos recolhendo
fundos para expandir os fundos legais do grupo AATW para cobrir também
aos presos palestinos. Isto se vem a somar a necessidade de saldar a dívida
mencionada, e aos gastos operativos como comunicação e transporte. Os
sugerimos a ler este artigo de The Nation
(http://www.thenation.com/issue/august-4-2008) sobre a luta em Ni´ilin e a
fazer donativos que nos permita continuar  com ela.
Em agradecimento e solidariedade, AATW.
Para mais informação sobre as atividades do grupo AATW e como fazer
depósitos ver:
› www.awalls.org
Contato donativos:
› donate  awalls.org
Tradução > Juvei
agência de notícias anarquistas-ana





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