(pt) [Fwd: [Chile] Marcha aos 10 meses da montagem do 14 de agosto]

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Sexta-Feira, 17 de Junho de 2011 - 09:01:57 CEST


Nesta terça-feira, 14 de junho, foi realizada uma manifestação de rua para
a libertação dos companheiros presos no último 14 de agosto de 2010 ["Caso
Bombas"]. Já são 10 meses de uma ridícula encenação, provas irrisórias e
turbidez por parte dos acusadores. Os compas não só foram presos, mas
tiveram expostos seus corpos em uma greve de fome para conseguir certas
reivindicações O importante é que o Estado/Capital tenta por todos os
meios dominar-nos, fazer-nos viver como real sua ideologia materializada,
este pseudo mundo onde tudo parece ser inevitável, onde cada relação é
naturalizada como eterna e nos vemos lançados a um cotidiano que valoriza
o Capital do qual somos simples espectadores. Quebrar este circuito é o
que o poder deve e precisa fazer para manter o princípio da
não-intervenção.
Voltando a manifestação, apenas ao abrir as faixas alguns policiais se
fizeram presentes, tentando conseguir informações de alguém que pudesse
ser considerado responsável ou representante do grupo. Foram soltos pombos
e dados gritos rebeldes, para começar a ocupar a rua em direção a Alameda
Ahumada. Durante o trajeto, se quebrou o silencioso (mas barulhento)
ambiente da capital da cidade, lendo-se um panfleto informando e pedindo
solidariedade.
Era cerca de uma centena de solidários que fizeram sentir o apoio aos
compas hoje confinados em suas casas. Sem um grande contingente policial,
mas com a clássica presença irritante, seguiram até a sede da Universidade
do Chile, na decisão de terminar a jornada. Não foram registrados
incidentes ou detenções, pelo que sabemos.
Nada além de seguir mantendo a solidariedade nas ruas e em todas as suas
formas, e considerá-la como uma de nossas armas como classe. Acabar com
esta montagem e expor a verdadeira natureza do Estado são essenciais nesta
luta para além de acabar com essa tortura de Estado e também se projetar
como uma luta contra o Capital. É isto que no fundo dita o roteiro, é isto
que deve ser atacado, ao mesmo tempo em que se solidariza. É a
solidariedade, neste contexto, que também joga como ataque ao Estado e
suas invenções.
agência de notícias anarquistas-ana




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