(pt) [Espanha] Manifestação da CNT contra os cortes de direitos traba lhistas e sociais

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Domingo, 12 de Junho de 2011 - 20:22:21 CEST


Milhares de militantes vindos de todas as partes do país se reuniram nesta
manhã (4 de junho) no bairro madrilenho de Vallecas para denunciar a
política de cortes de direitos trabalhistas e sociais que, num ritmo
frenético está impondo o governo do PSOE (Partido Socialista Operário
Espanhol); cortes que estão desmontando os últimos pilares de um estado de
bem-estar já bastante atrofiado e incapaz de atender as necessidades
humanas básicas.

No final da manifestação no parque Azorin, se deu lugar ao comício durante
o qual, Pablo Agustin, secretário de Ação Sindical do Secretário
Permanente, Luis Fuentes, ex-Secretário-Geral e Antonio Baena, secretário
de Ação Sindical da Regional da Andaluzia.

Entre outras questões, como a crise, o apoio ao movimento do 15-M, ou a
necessidade de ampliar a contestação nas empresas, uma das mais
denunciadas foi a reforma da negociação coletiva, que, na opinião da CNT
e, apesar da promulgação da ruptura, seus protagonistas já tinham acordado
anteriormente em 90%. Agora o texto será aprovado pelo Decreto do Governo
e, igual maneira, deixa claro que a reforma não será equilibrada e
modificará a estrutura de negociação coletiva para favorecer os interesses
empresariais, facilitando a redução salarial e a perda do poder
aquisitivo, ampliará a desregulamentação e a flexibilidade do trabalho nas
empresas, perderão direitos adquiridos nos acordos, serão criados novos
modelos de contratos lixo para os jovens e se darão as Mutuas Patronais
competências nas enfermidades comuns e se ampliará o controle e a pressão
contra os trabalhadores que adoecerem.

Em suma, e sob a égide da reforma da negociação coletiva, será levado a
cabo uma Reforma Trabalhista muito mais profunda e prejudicial aos
interesses dos trabalhadores que a já realizada em 2010 e irá, assim,
juntar-se a vergonhosa ASE (Acordo Social e Econômica), assinada em
fevereiro pelos sindicatos CCOO (Comissões Obreiras), UGT (União Geral dos
Trabalhadores), a Patronal e o Governo, e onde se contemplava os cortes
nos benefícios.

Contra isso, os trabalhadores e trabalhadoras organizados na CNT se
rebelaram e decidiram romper de uma vez com as dinâmicas do medo, o
desânimo, a divisão e o cada um por si, para começar a tomar as ruas para
dizer basta, como já estão fazendo milhares de trabalhadores e
trabalhadoras em outras partes do mundo.

Esse processo de mobilização, para ter uma capacidade real de enfrentar o
ataque à classe trabalhadora, terá que ser construído a partir de
diferentes organizações e movimentos sociais desde a rejeição do Pacto
Social e numa perspectiva anticapitalista. A CNT realizou um chamamento
para começar a trabalhar nesse sentido.

O 4 de junho é apenas um primeiro passo, em que foi incentivado a
participação dos trabalhadores e trabalhadoras em todas as esferas da
vida, que compartilham esta necessidade de se organizar e lutar.

Federação Local de Sindicatos de Madri

Domingo, 5 de junho de 2011

agência de notícias anarquistas-ana




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