(pt) FOSP/COB-AIT em São Paulo: SOLIDARIEDADE ÀS GREVES EM SÃO PAULO E NO RIO

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Segunda-Feira, 6 de Junho de 2011 - 09:52:02 CEST


A Seção da FOSP/COB-AIT em São Paulo, o SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT,
vem a
público manifestar sua posição sobre o ciclo de greves ocorrido em São
Paulo nesse
início de junho/2011, num momento em que se acentua a crise capitalista no
Brasil,
com o aumento da inflação e do desemprego. Não a toa se acentua a
repressão à luta
camponesa, também no mesmo instante em quer o IBAMA libera a construção da
Usina de
Belomonte e em que o parlamento delibera sobre a reforma do ‘Código
Florestal’,
acentuando a destruição das reservas naturais e da biodiversidade – com o
apoio da
reacionária ‘ União Ruralista’, parte da base política do governo de ‘união
popular’, encabeçado por dona Dilma/PT, que assiste impassível  (e até
justifica ) o
assassinat
 o covarde de lideranças do movimento camponês, especialmente na região
amazônica.
Enquanto em São Paulo várias categorias ameaçavam realizar uma greve conjunta
(ferroviários, metroviários, motoristas e cobradores de ônibus,
trabalhadores da
SABESP e da CETESB), que facilmente poderia chegar  a uma grande greve geral,
termina abortada pela posição covarde, reformista e conciliadora das
diretorias dos
sindicatos oficiais, atrelados ao Estado, dessas mesmas categorias. No
Metrô, onde
os trabalhadores em Assembléia tiraram reivindicações que alcançavam os
85% de
reajuste salarial – com correção das perdas inflacionárias do ano,
acrescidas  de
perdas passadas e ganho por produtividade – e na negociação entre a
empresa e a
‘nova’ direção sindical – ligada ao PSTU – ‘conseguiram’ algo em t
 orno dos 7%, levando esse índice à Assembléia da categoria na véspera da
deflagração da greve como se fosse uma vitória, induzindo a plenária da
Assembléia
a aceitar a proposta da patronal e recuar da greve, traindo um pacto feito
com os
trabalhadores ferroviários e da SABESP e da CETESB. A mesma coisa termina
acontecendo também no sindicato dos cetesbianos. Assim no dia 1º de junho
vão a
greve os ferroviários (2 sindicatos aderiram e 2 se submeteram a
patronal), os
motoristas e cobradores de várias cidades da Grande São Paulo e os
trabalhadores da
SABESP, em todo o estado.
Entendemos que o momento era para uma greve geral, onde se poderia unir
toda a
classe trabalhadora contra o desemprego, a carestia da vida, por melhores
condições
de trabalho e por um aumento de emergência de 62% (mesmo índice auto-dado
pelos
políticos no parlamento no mesmo momento em que deram  5% de reajuste para
o Salário
Mínimo, numa manifestação de escárnio a todos os trabalhadores) para toda
a classe
trabalhadora. Nesse processo a classe trabalhadora poderia conquistar, em
um salto
de décadas, a liberdade de organização sindical – rompendo a camisa de
força que a
CLT e o sindicalismo oficial e de origem fascista, com que o Estado
prendeu os
trabalhadores, após a destruição dos sindicatos livres, ligados a COB,
durante a
ditadura getulista no Estado Nov
 o.
Nossa ação, desde o primeiro momento, foi o de apoiar a greve conjunta que se
apresentava no final de maio/2011, estimulando a deflagração de uma Greve
Geral,
inicialmente de Solidariedade às categorias paradas, mas apontando para
uma greve
geral ativa dentro das reivindicações já apontadas. Da mesma forma atuamos
tanto nas
categorias que foram e as categorias que furaram a greve, como nas
atividades de
apoio a greve (panfletagens e ação nos locais de trabalho e moradia que
culminariam
com a realização de uma Ato Público de Apoio a Greve a se realizar na Estação
Capão-Redondo do Metrô, na região de Santo Amaro, nas proximidades da
Estrada do
M’Boi Mirim – já marcada pelas manifestações de ação direta pela melhoria no
transporte na região. Mesmo com a suspensão da greve decidimos manter a m
 anifestação, em favor de uma Greve Geral Ativa, para a tarde do dia
05/06/2011.
Da mesma forma nos manifestamos em apoio a greve dos bombeiros do Rio de
Janeiro,
que em greve ativa invadiram o Quartel Geral do Corpo de Bombeiros, na
praça da
República, com mais de 2000 pessoas, sendo desalojados e presos pelo
batalhão do
BOPE.
Da mesma forma estamos solidários à Greve dos operários texteis da
FFMercantil (que
produzem as marcas FINTA e LOTTO), em apoio ao
SINDIVÁRIOS-Araxá-FOM/COB-ACAT/AIT,
que em luta por melhores condições de trabalho já tiveram 4 camaradas
demitidos
enquanto realizavam operação tartaruga e ameaçam com uma greve, tentando
abrir
negociação com a patronal a dois meses.
Portanto, independentemente das posições oportunistas dos partidos
políticos que
dominam os sindicatos oficiais, reafirmamos nossa posição de solidariedade
total aos
trabalhadores em luta, apontando para uma grande Greve Geral
anti-capitalista por:
- AUMENTO DE SALÁRIOS EMERGENCIAL DE 62% PARA TODA A CLASSE TRABALHADORA!
- PELA LIBERDADE DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL!
- PELO DIREITO AO TRABALHO AOS TRABALHADORES AMBULANTES AUTÔNOMOS!
- PELA REVOLUÇÃO AGRÁRIA!
- CONTRA A CARESTIA DA VIDA!
- CONTRA A DEMISSÃO DO COMPANHEIRO ÍCARO, E DEMAIS TRABALHADORES DEMITIDOS DA
FFMERCANTIL-ARAXÁ/MG, E A TODAS AS DEMISSÕES POR MOTIVO DE GREVE!
- CONTRA O DESEMPREGO!
- CONTRA O ASSASSINATO DE CAMPONESES EM LUTA POR TERRA E NA DEFESA DA
FLORESTA!
- TOTAL REPÚDIO AO ASSASSINATO DE ADELINO RAMOS, DO MOVIMENTO CAMPONÊS
CORUMBIARA,
CAMARADA SIMPATIZANTE DA COB/AIT!
- CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO!
- CONTRA AS FRONTEIRAS E CONTRA A ESCRAVIDÃO DE TRABALHADORES BOLIVIANOS,
PERUANOS,
ETC!
- ABAIXO O CAPITALISMO E O ESTADO!
- PELA AUTO-GESTÃO GENERALIZADA!
- PELO SOCIALISMO LIBERTÁRIO!

SINDIVÁRIOS-SP-FOSP/COB-ACAT/AIT
E-mails para contato:
profosp  bol.com.br
fosp  cob-ait.net
cobforgs  yahoo.com.br



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