(pt) [Brasil] COB-AIT: 62% DE REAJUSTE SALARIAL , SALARIO MINIMO DE R$ 826,00, JÁ!

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Quarta-Feira, 9 de Fevereiro de 2011 - 01:08:24 CET


PARA ENFRENTAR A CRISE, O SALÁRIO DA CONSTITUIÇÃO E EM CARÁTER EMERGENCIAL
UM SALÁRIO MINIMO, AGORA, DE R$826,00
O mesmo reajuste auto concedido pelos políticos.
Se “eles” podem, nós queremos também!
Permanece a luta pela dignidade, pela valorização e reconhecimento do
trabalho e dos trabalhadores brasileiros produtores da riqueza social, em
meio a esta transição do poder em 2011 que se reforça em suas políticas
excludentes e se esforça por manter os trabalhadores amordaçados e
acorrentados ao salário miserável que seus pretensos benfeitores lhes
atiram o salário como se tratassem animais famintos e indefesos.

BREVE HISTÓRIA DA LUTA OPERÁRIA NO BRASIL

Enganam-se os que pensam que o desprezo com que o Estado brasileiro trata
seus trabalhadores é um fenômeno contemporâneo, porque já em 1720, os
portuários de Salvador, Bahia, cujo ancoradouro era conhecido na época
como “porto do Brasil”, entraram em greve e já lutavam por avanços sociais
e trabalhistas, além desse fato, existe também o registro de que em julho
do mesmo ano, fundidores de ouro em Minas Gerais declaravam-se em “greve”;
de que os alfaiates da Bahia abandonaram o trabalho em 1782; de que em
1791, no Rio de Janeiro, os operários da “Casa das Armas” cruzaram os
braços; e finalmente, de que em 1858, tipógrafos do Rio de Janeiro
paralisaram suas atividades em protesto contra as injustiças patronais, e
por aumento salarial, 1906 é um marco com o surgimento da COB, em Julho de
1917 deflagrou-se a Greve Geral no Brasil, como resultado da constituição
de organizações operárias de inspiração anarcosindicalista aliada à
imprensa libertária. Esta mobilização operária foi uma das mais
abrangentes e longas da história do Brasil. O movimento operário mostrou
como suas organizações (Sindicatos e Federações) podiam lutar e defender
seus direitos de forma descentralizada e livre, mas de forte impacto na
sociedade. Esta greve mostrou não só a capacidade de organização dos
trabalhadores, mas também que uma greve geral era possível.



A Constituição Federal de 1934, época do presidente Antônio Carlos,
previa, em seu artigo 121, parágrafo primeiro, alínea b, que “a lei
promoverá o amparo da produção e estabelecerá as condições do trabalho, na
cidade e nos campos, tendo em vista a proteção social do trabalhador e os
interesses econômicos do País. A legislação do trabalho observará os
seguintes preceitos, além de outros que colimem melhorar as condições do
trabalhador: salário mínimo, capaz de satisfazer, conforme as condições de
cada região, às necessidades normais do trabalhador”. Em 30-04-1938 foi
assinado o Decreto-Lei no 399, com a finalidade de regulamentar a Lei 185,
determinando que o Salário Mínimo de cada região e sub-região fosse pago
ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, pelo seu trabalho, e deveria
ser “capaz de satisfazer, em determinada região do País e em determinada
época, as necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário,
higiene e transporte”.



Porém, é triste constatar que desde a promulgação desta nossa última
Constituição, ou seja, dia 05 de outubro de 1988, o texto constitucional
nunca foi cumprido.



LUTA  POR UM SALÁRIO MÍNIMO COM VALOR REAL



Depois deste breve relato, convocamos a todas as Sessões Estaduais que
constituem a COB a integrarem-se na "Campanha Salarial 62% Já!" como parte
de recuperarmos a memória dos que nos antecederam, e lembrar que devemos
estar focados no cotidiano em nossas lutas históricas. 62% é o índice do
auto reajuste dos políticos em Brasília, queremos num primeiro momento
este reajuste incorporado ao Salário Mínimo e ao mesmo tempo  lutar pelo
valor real do salário o qual foi concebido como lei no passado. Hoje o
Salário Mínimo deveria ser R$ 2.237,44.



É dever da COB manter esta luta, é dever da COB lutar pela manutenção
ativa da Organização, é dever da COB concentrar esforços em amplificar
esta campanha salarial, é dever da COB concentrar-se em sua missão
sindicalista revolucionária, é dever da COB não perder o foco e concentrar
energia em campanhas periféricas que pouco agregam para o Sindicalismo
Revolucionário no Brasil. Defendemos a autogestão das lutas, mas 53
milhões de famintos  vivendo na extrema pobreza anseiam por respostas
imediatas. Este é o Sindicalismo Protagonista que podemos construir
juntos. Juntos Fazemos Acontecer!



REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

PARA 6 HORAS DIÁRIAS

30  HORAS SEMANAIS

SEM REDUÇÃO SALARIAL



POR  SINDICATOS LIVRES

PELO  FIM DO IMPOSTO SINDICAL



O MOMENTO É HISTÓRICO

NOSSA AÇÃO INADIÁVEL

NÃO PODEMOS NOS OMITIR!



FORGS - Nova Santa Rita, Porto Alegre, Canoas e Caxias do Sul

Longa vida a COB/AIT






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