(pt) [Grécia] Greve de fome de 300 imigrantes – Chamada a u ma Jornada de Ação Comum em 11 de fevereiro de 2011

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Quarta-Feira, 9 de Fevereiro de 2011 - 01:04:14 CET


Na terça-feira, 25 de janeiro, o edifício histórico da Faculdade de
Direito em Atenas - que não está em uso na atualidade – se converteu num
espaço de uma luta justa e democrática. Este lugar, palco de várias lutas
sociais no passado, teve a oportunidade de albergar mais uma, a dos 300
trabalhadores imigrantes que em Atenas e Tessalônica reclamam a
legalização incondicional de todos os imigrantes. Uma luta pela igualdade
de direito, à vida, realizada por aqueles que querem deixar de ser
clandestinos.
Desde o primeiro instante, o poder estabelecido e os meios de comunicação
pressionam os imigrantes que participam da greve de fome e afirmam que é
um ato de ilegais, legitimando deste modo a violação do asilo acadêmico e
a evacuação forçada do histórico edifício.
Na tarde de quinta-feira, 27 de janeiro, a polícia interrompeu o trânsito
no centro de Atenas, criando uma imagem de cidade ocupada, cercando o
edifício da Faculdade de Direito. Milhares de pessoas vieram em apoio aos
imigrantes que se encontravam no edifício, mas foram impedidos de se
aproximarem da área pela polícia, de modo que as pessoas se concentraram
espontaneamente em protesto. Desde as 19h até às 5h da madrugada, os
grevistas foram pressionados para deixar o local. Ao final desta longa
noite, os grevistas passaram para um outro edifício no centro de Atenas,
acompanhados por pessoas solidárias, que realizaram uma passeata às 4h da
madrugada.
O novo local – de propriedade privada - acabou por se transformar num
acampamento de refugiados: falta de espaço, não possui infra-estruturas de
higiene e muitos dos grevistas obrigados a dormir em tendas num pátio com
temperaturas geladas.
O governo e a mídia depreciaram completamente a luta dos imigrantes e a
apresentaram como uma manipulação de elementos que pretendem criar mal
estar social no país.
A resposta veio, naturalmente, por parte de um dos grevistas: "O mais
frustrante de tudo é que não conseguem entender que a carência que nos
trouxe aqui é tão grande que não precisamos de promotores, mas de
apoiadores".
Em um ambiente de intimidação e repressão, cinco companheiros da
Iniciativa de Solidariedade foram chamados pelo advogado do Estado como
suspeitos de tráfico de imigrantes ilegais. Ao mesmo tempo, o ministro do
Interior negava qualquer possibilidade de legalização e revogava um
decreto de 2009 que havia legalizado 15 imigrantes grevistas de fome.
Ademais, ordenou a todas as comunidades de imigrantes na Grécia que
procurem "impedir que os seus membros participem em atos que possam
resultar conflitivos".
Nós, pessoas solidárias com a justa luta dos imigrantes em greve de fome,
declaramos a nossa co-responsabilidade com os 5 companheiros acusados, e
nos declaramos também "traficantes" da dignidade e da solidariedade.
Num clima de repressão e de políticas anti-imigrantes na Grécia e em toda
a Europa, torna-se premente atuar para criar fissuras simbólicas no
sistema e obter vitórias políticas.
É mais urgente do que nunca o mais amplo apoio à luta dos 300 grevistas de
fome.
Fazemos um apelo internacional para um dia de ação comum, em 11 de
fevereiro. Neste dia acontecerá ações solidárias por toda a Grécia.
Dirigimos o nosso apelo a cada associação, sindicato, organizações ou
grupo político e a todas as pessoas. Pedimos que protestem, em
solidariedade com esta justa luta dos imigrantes.
Solidariedade com os 300 imigrantes em greve de fome.
Exigimos a legalização incondicional de todos os imigrantes.
Apoiamos a demanda dos imigrantes de igualdade de direitos políticos e
sociais com os dos trabalhadores gregos.
Ninguém é ilegal!
Iniciativa de Solidariedade com os 300 imigrantes em greve de fome
Mais infos:
› http://hungerstrike300.espivblogs.net/
› http://allilmap.wordpress.com/
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana




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