(pt) Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

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Quinta-Feira, 14 de Abril de 2011 - 16:52:44 CEST


[Um protesto forçou a Petrobras a suspender estudos sísmicos na bacia de
Raukumara. Com cartazes com dizeres como “pare com o petróleo em águas
profundas”, manifestantes pularam na água para bloquear o barco Orient
Explorer, da empresa brasileira.]

Uma frota de cerca de 20 barcos de ativistas vem protestando há mais de
uma semana no litoral da Nova Zelândia contra os trabalhos de perfuração
de poços de teste pela Petrobras (Brazil's Petrobras International
Braspetro BV).

A frota enfrentou nesta segunda-feira (11 de abril) o navio Orient
Explorer, da empresa brasileira, que iniciou na semana passada os
primeiros testes de perfuração na região.

Os ativistas reclamam dos potenciais perigos de contaminação ambiental em
caso de vazamentos como o que ocorreu no ano passado em um poço da
britânica BP no golfo do México.

Entre os grupos que participam do protesto estão aborígenes da região
norte da Nova Zelândia, que temem a destruição dos recursos naturais dos
quais dependem para sua subsistência.

"Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum
dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de
petróleo ou perfurações nas nossas águas", afirmou Dayle Takitimu, da
comunidade maori Te Whanau-a-Apanui.

"É totalmente temerário que o governo tenha convidado esta indústria para
nossas águas, arriscando um desastre que poderia devastar nossa costa e
nossa economia", disse Steve Abel, porta-voz do Greenpeace.

Os ativistas prometem continuar com as mobilizações até que o governo
revogue a permissão à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

A Petrobras recebeu no ano passado do governo neozelandês a concessão para
explorar durante cinco anos a existência de gás natural e petróleo na
bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, onde a maioria da população
é indígena maori.

Os maoris não foram consultados sobre a decisão. Desde então vem
acontecendo atos no litoral da Nova Zelândia em protesto pela permissão
dada pelo governo à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

agência de notícias anarquistas-ana





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