(pt) [São Paulo, Brasil] Crônica da manifestação de 1° de Maio em São Paulo

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Sexta-Feira, 28 de Maio de 2010 - 11:43:57 CEST


1º DE MAIO DE LUTA PROLETÁRIA, REVOLUCIONÁRIA E LIBERTÁRIA
Iniciado com manifestações locais, marcadas por panfletagens e agitações nos
bairros, já nas primeiras horas da manhã do 1º de Maio de 2010, quando a classe
operária completa 124 anos de luta por pão e liberdade, desde a grande greve do
meio-oeste americano em 1886, da prisão e morte dos mártires de Chicago, a
FOSP/COB-ACAT/AIT estava nas ruas. Já nessas manifstações nos bairros se passava o
Manifesto de 1º de Maio da FOSP, bem como a convocatória para a Manifestação
unificada das Seções e Núcleos da Grande São Paulo, que se inciaria a partir do
meio-dia, no antigo Mercado de Escravos da cidade de São Paulo, na Ladeira da
Memória - ao lado da Praça das Bandeiras e do Metrô Anhangabaú.

A Concentração na Ladeira da Memória crescia a medida que o pessoal ia chegando das
agitações locais, nos bairros ou cidades da Grande SP. As 13 horas, com a presença
de mais de 50 camaradas libertários e nucleados pró-COB/AIT, iniciamos a Assembleía
Popular, decidindo não aceitar as provocaçõesde partidos e policiais, e evitar
perder o caráter operário da nossa manifestação. Decidimos sair em Passeata, com
faixas e bandeiras da FOSP/COB-AIT, em direção a praça Ramos de Azevedo e de lá
seguir em Passeata até a praça da República, onde realizariamos nossa Assembleia
Popular de 1º de Maio.

Chegamos na praça Ramos gritando palavras-de-ordem: 'LUTAR CONTRA O CAPITAL,
LIBERDADE SINDICAL!', 'VOTE NULO, NÃO SE ILUDA, VOTE NULO E VÁ A LUTA!', ' A CLASSE
OPERÁRIA É INTERNACIONAL!'.  Na praça Ramos encontramos vários punks e populares
observando, de longe, uma manifestação  do partido trotskista POM em parte das
escadarias do Eatro Municipal - que estãá fechado para reforma a mais de dois anos.
Como estavamos munidos de uma aparelho de som adaptado sobre um carrinho, estilo
rádio poste,  nos instalamos em meio a praça e ao povo que observava a manifestação
do POM e começamos a fazer nossos discursos contra o capital , o Estado e os
partidos políticos - em especial, nesse ano de eleições majoritárias. Como, ao
final, atraimamos mais atenção do que a manifestação deles eles resolveram fazer um
chamamento a unidade e propuseram que falassemos ao microfone e fizessemos a
manifestação conjunta. Falamos no microfone deles e frisamos que qualquer proposta
de unificação da classe trabalhadora deve vir diretamente da necessidade prática da
luta revoluciopnária e não de partidos políticos , que rejeitavamos. Essa unidade
proletária, surgida de baixo para cima, deveria ter como valor máximo a
solidariedade na luta, em especial por liberdade de organização - onde colocamos o
problema da FOSP e da COB, que por não querer manter vínculos com o Estado, em nome
da autonomia sindical, não conseguia ser legalizada! Isso nos mantem como uma
organização clandestina, sujeita a todo tipo de sanção, colocamos essa questão para
explicar que é algo que vem acontecendo com a AIT-IWA em todo o mundo: citamos a
prisão do  Secretariado da A SI/AIT, na Sérvia, e a questão da FAU-IWA, colocada na
ilegalidade na Alemanha. Por fim, anunciamos nossa retirada da praça Ramos em
direção a praça da República, onde realizariamos uma Assembleia Popular, para
discutir as lutas e a preparação de uma grande grevve geral anti-capitalista, para a
qual os chamamos em nome dessa unidade. Eles preferiram ficar na praça e continuar
sua pequena manifestação. Nos retiramos em cerca de 200 pessoas e subimos a Barão de
Itapetininga em direção a República, gritando palavras-de-ordem: 'OCUPAR, PRODUZIR,
AUTOGERIR!', 'ARROZ, TESÃO, SAÚDE E AUTOGESTÃO!', 'POVO UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO!',
'POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO!'. Eram então por volta das 14:30 hs.

Na Barão, devido ao alto movimento, e buscando arregimentar pessoas para participar
da manifestação, fizemos dua paradas com várias pessoas fazendo uso da palavra. A
participação das pesssoas que estavam na rua, só fazia crescer nossa manifestação.
Seguiamos a passeata com nossas palavras-de-ordem. Ao chegar na praça da República,
onde ocorria a Feira de Artesanato, a Polícia Militar - buscando nos dispersar -
fechou a entrada da República, do lado da Avenida Ipiranga. Reagimos com agilidade,
evgitando a confrontação e atravessando a praça da República, por baixo, para entrar
na praça pelo outro lado. Ao chegar na região da rua Vieira de Carvalho, as pessoas
, epontaneamente, decidiram fechar a pista - o que quase provocou um racha na
manifstação, já que várias pesoas achavam que o mais certo seria entrart logo na
República e realizar a Assemb léia Popular, antes que a PM fechasse por ali também.
Nesse momento pudemos faze uma avaliação do número  pessoas presntes na manifestação
, cerca de 500 - 400 fechavam a rua. Enquanto discutiamos se irimos na Republica ou
não começaram a surgir vários carros da policia para dispersar a manifetação.
Novamente agimos rápido, ao perceber que nos cercavam, voltamos em asseata e nos
dirigimos a praça da República , para realizar a Assembléia. (15 hs)

Ao chegarmos na pça. da República, por volta das 16:30 hs, nos instalamos e demos
início às discussões da ASSEMBLEÍA POPULAR. Lá estava ocorrendo a Feira de
Artesanato e todos ficaram atentos aos nossos discursos, muitos apoiavam. Eramos
então cerca de 500 pessoas. A Assembléia foi tensa - devido a presença da polícia e
a ira de vários manifestantes que faziam discursos anti-militares e pela liberdde de
manifestação. Existia a possibilidade de confronto, mas fizemos ver a todos a
importância da discussão coletiva , que se deu com a palavra aberta a todos.
Discutimos a questão da Greve Geral e das lutas lançadas pela FOSP/COB-AIT, na
periferia da Assembléia miltantes conversavam com as pessoas que se aproximavam sem
entender bem o que se passava.

Por volta das 16:30 hs, após a discusão de sairmos em Passeata ser derrotada, uma
parte dos manifestantes se retira em Passeata até a pça. da Sé e em seguida para a
Roosevel, onde haveria uma Gig de Protesto. A assembleía Popular prosseguiu,
discutindo os temas sindicais da FOSP, sempre com o microfone aberto, se encerradno
por bota das 17:30 hs. Em seguida houve a dispersão da manifestação, mas vários
militantes da FOSP decidiram retornar ao Mercado de Escravos para lá dar in[ico a
avaliação geral da manifestação. Vários aspectos foram levantados por diferentes
pessoas e simpatizantes que nos acompanharam até o fim das  discussões.

A avaliação geral foi de que a manifestação foi vitoriosa e positiva - apesar das
falhas que naturalmente ocorrem em manifestações públicas marcadas pelo
espontaneísmo, não pela disciplina partidária -, pois se demosntrou certa
insegurança - devido a falta de experiência dos jovens militantes - o que permitiu
certa confusãoentre o discurso sindical da FOSP e o discurso punk de várias
organizações locais. Mas tudo foi também uma imporortante fonte de experiência para
todos, sendo que vários militantes - além dos Coordenadore da FOSP - tomaram a
palavra, ainda que timidamente. Encerramos as discussões por volta das 18:30 hs e
então nos dispersamos, cansados, mas felizes pela manifestção que realizamos,
marcando com louvor , mai uma vez , o 1º de Maio de Luta Proltária. Revolucionária e
Libertária.

VIVA A FOSP!
VIVA A COB/AIT!
VIVA A LUTA E O EXEMPLO DOS MÁRTIRES DE CHICAGO!!!

http://www.grupos.com.br/blog/sindivariosspfospcobacatait/Index.html


[ Remetente: "profosp" <profosp -A- bol.com.br>]




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