(pt) [Portugal] Protesto no Porto: NATO =TERROR A SÉRIO

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Segunda-Feira, 1 de Março de 2010 - 23:18:32 CET


[Nota do editor de A-Infos: O FANTASPORTO é um festival internacional de
filmes de terror.]
em   pt.indymedia.org ---Quando chegaram as bicicletas, ultrapassamos a
meia centena, sexta-feira, 26 de Fevereiro, fim de tarde, Praça D.João I,
Porto. Nós: anti-guerra, anti-nato.--- NATO=TERROR A SÉRIO, lia-se nas
tshirts de 19, letra a letra, virados para a porta principal do Rivoli,
onde as televisões esperavam os convidados para a abertura oficial do
30ºFantasporto, festival de cinema fantástico. Os flyers que outros
distribuíam anunciavam o filme de género terror em rodagem há 61 anos,
convidando para a assembleia pública da Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato,
PAGAN, dia 20 de Março, no Círculo Católico de Operários do Porto. É que,
em Novembro próximo, Lisboa acolhe a Cimeira da NATO, em que será
redefinido o seu novo conceito estratégico.
Foi a pensar na contestação a essa cimeira que a PAGAN foi criada em
Setembro passado, em Lisboa. [http://antinatoportugal.wordpress.com] E a
pensar em manifestações locais, estendeu-se ao Porto, A estreia a norte
coincidiu com cinema, do tipo fantástico, com tendência para o terror.
“Envolvido em jogos de guerra a que se mantém alheia a população, existe
um país imaginário que condena os seus mais fracos a uma vida no limite da
subsistência, de forma a poder gastar o que aí poupa na destruição de
vidas a milhares de quilómetros”, anuncia a sinopse do flyer. Em paralelo,
recolhiam-se assinaturas para uma petição com
vista a retirar do Afeganistão as tropas portuguesas integradas na NATO. E
exibia-se uma faixa a anunciar a PAGAN.
O encontro não foi anunciado. No entanto, a autoridade sabia que lá
estaríamos, pelo menos assim nos foi transmitido por um agente. De facto,
havia vários, com e sem farda. Também sabiam que não havia ali chefes, que
não havia um mais responsável que os outros, que se tratava de uma
plataforma, sem sede, portanto. "Só quero saber se vão ficar por
aqui"
leia-se, exibir tshirts, distribuir panfletos e recolher
assinaturas. Assim sendo, "só preciso de identificar dois e os outros
podem continuar". Assim foi. Argumento: tratou-se de uma acção em espaço
público, previamente organizada, logo carece de autorização do Governo
Civil, autorização que não foi solicitada. Em contrapartida, o argumento
de que pretendiam limitar a liberdade de expressão de nada valeu. "A
guerra é uma inevitabilidade", insistia um dos agentes.
Consequências da identificação? Queixa ao Governo Civil. "Mas eu vou dizer
que estavam serenos", prometia outro.
O protesto, com efeito surpresa para muitos, ainda assim, durou cerca de
uma hora [...] em dia de encontro. Dos jornalistas, só os repórteres
fotográficos mostraram curiosidade. Os media não foram convocados para o
efeito. A convocatória para a assembleia pública da PAGAN não se esgotou
ali (realiza-se a 20 de Março, 15h, Rua Duque de Loulé, 202, Porto). A
contestação à política agressiva da NATO também não. A propósito,
um olhar sobre a sua política despesista, que atinge os cofres de
Portugal: a cimeira em Lisboa custará “seguramente mais de 20 milhões de
euros”. disse à Lusa o ministro Luís Amado.
PAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO

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SAÍDA IMEDIATA DAS TROPAS PORTUGUESAS DO AFEGANISTÃO
http://www.petitiononline.com/otanitna/petition.html





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