(pt) [EUA] Relato da Segunda Anual Feira do Livro Anarquista de Los Angeles

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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010 - 11:21:15 CET


Em Hollywood, pelo segundo ano consecutivo, em 24 de janeiro, anarquistas
da região de Los Angeles realizaram uma feira de livros que, além de
propiciar intercâmbios entre vendedores e leitores, possibilitou toda uma 
série de discussões, oficinas, ede suma importância, interações entre
companheiro/as ativistas do movimento libertário.

Os preparativos se iniciaram alguns meses atrás, quando integrantes do
coletivo coordenador da feira do livro anarquista do ano passado realizada
na Livraria do Sul da Califórnia, começou a se reunir e pedir sugestões e
contribuições de outros setores da comunidade. O coletivo começou a
crescer, e medidas foram tomadas para realizar a feira deste ano no Parque
de Arte Barnsdall, localizado no topo de uma colina e contando com tais
luxos como um teatro, uma galeria de arte e um jardim de esculturas numa
praça com gramado. O coletivo entrou em contato e falou sobre os possíveis
palestrantes. Foi lançado um chamado de propostas para oficinas, e os
pedidos começaram a chegar em massa. Eventos comunitários como mostras
cinematográficas e shows foram planejados a fim de divulgar a feira e o
anarquismo, assim como para arrecadar fundos. Após muita preparação, o dia
chave finalmente chegou.
Uma semana inteira de chuvas fortes trouxe algumas preocupações referentes
à realização da feira do livro, apesar do alívio em relação à escassez de
água na região. Afortunadamente, o firmamento amanheceu cristalino e sem
nuvens, um bom presságio que prenunciava um dia produtivo.
Por volta das nove horas começaram a chegar os organizadores e vendedores,
montando as mesas, colocando placas, conectando os cabos e finalizando os
detalhes logísticos. Os dançarinos da companhia Dança Azteca Cuauhtémoc
chegaram e logo foram colocando os cocares de pena e as tornozeleiras, se
preparando para a cerimônia inicial. Logo as pessoas começaram a chegar:
ativistas comunitários, punks, veganos, estudantes, artistas, mães e pais
de família, ativistas midiáticos, advogados, indígenas, mochileiros e
anarquistas de todo tipo.
A companhia formalizou o começo do evento com uma dança tradicionalmente
associada ao plantio de sementes, com a esperança de germinar uma
consciência revolucionária entre o povo. Quando estavam dançando, o ar se
encheu com o aroma de incenso. Os dançarinos deram graças pelas chuvas
recentes, e logo fizeram homenagens aos conservadores da terra, os povos
indígenas. Em seguida pediram perdão aos animais e às plantas pela
violação humana de suas vidas e lares. No final, pediram para que
todos compartilhassem com o sofrimento dos imigrantes que morrem ao
enfrentar as fronteiras, a violência e a intempérie em sua busca pela
dignidade que deveria ser garantida a todos. “Estas pessoas são como os
beija-flores ou os veados. Também se mudam por motivos econômicos”, disse
Judith, líder entre os dançarinos. “Então, nós não somos diferentes”.
A cerimônia foi concluída e o público começou a se dispersar para
participar das primeiras oficinas, ir atrás de comida e compras.
Estava incluso na primeira rodada de oficinas uma discussão sobre o duplo
poder e o anarquismo moderno realizada por Harjit y Adam W., um debate
liderado por Raoul sobre o Autonomen Alemão, um movimento que precedeu o
Bloco Negro, e uma apresentação sobre o anarquismo e a planificação urbana
feita por Olympia. Na sala de vídeos, as Comunidades Revolucionárias
Autônomas exibiram seu filme Ainda Estamos Aqui, Nunca Fomos Embora, um
documentário sobre o ataque policial no Parque MacArthur no dia 1º de maio
de 2007.
Na discussão sobre o duplo poder, na qual o público contribuiu bastante,
Harjit começou com a idéia de que, ainda que os anarquistas peçam ao povo
para abandonar o capitalismo, nos faz falta a infra-estrutura que
permitiria ao povo tomar esse grande passo. Na seqüência, Tom Wetzel, da
Aliança Solidariedade Obreira, esclareceu um dos mitos que rodeia o
anarquismo, o da postura anarquista face ao poder.
“Historicamente, uma das debilidades do anarquismo tem sido a grande
ambigüidade em torno do poder. Há os que dizem que a gente se opõe ao
poder, mas a verdade é que a maioria das pessoas, a classe trabalhadora,
não pode se liberar sem criar novamente estruturas de poder para gerir as
coisas. Administrar a sociedade, este é o poder. E penso que a idéia do
poder popular, um poder que se baseia sobre “somos iguais”, um
poder autogestionado, digo, assim é como conceituo uma substituição para o
estado e as corporações, etc. Mas em relação ao desenvolvimento atual do
poder, vale distinguir entre, por exemplo, o poder social que as pessoas
constroem através de movimentos que participam em confrontações, como o
fechamento dos lugares de trabalho. Ou seja, o povo comum está exercendo o
poder, até certo grau. Mas é um poder que é alcançado através da luta,
enfrentando aos que tem poder dentro do sistema. Mas se você está lidando
com um coletivo, digamos uma distribuição de alimentos, isto não é o poder
verídico, isto é manejar coletivamente um recurso. É diferente do poder
social. E o que você dizia sobre uma transição à nova sociedade,
que temos que ter coisas para fazer nessa transição, historicamente, isso
foi parte da razão para o sindicalismo – se desenvolve um movimento da
classe trabalhadora em que temos em todas as oficinas trabalhadores
organizados em sindicatos revolucionários e autogeridos para que estes se
encarreguem de administrar as oficinas, assegurando a nossa comida,
transporte, serviços públicos, etc.”
Durante a hora seguinte foi realizado o primeiro painel de discussão.
Autores de
escritos anarquistas como Andrej  Grubačić, autor de Wobblies e
Zapatistas, Cindy
Milstein, que escreveu Aspirações Anarquistas (a ser lançado em breve),
Mitchell
Cowen Verter, editor da compilação magonista Sonhos de Liberdade, e Gary
Philiips,
autor de The Jook, compartilharam reflexões sobre suas obras.
Enquanto isso foi realizada uma palestra sobre os esforços antifascistas
na região
do Sul da Califórnia que abarcou temas como a recente atividade neonazista no
interior dessa região, a questão da raça dentro do movimento antifascista,
e os
movimentos atuais contra o novo Partido Americano Terceira Posição. Também
abarcou
sobre os antecedentes históricos da oposição anarquista ao fascismo.
Na sala de vídeos, foi feita uma apresentação de slides de cartazes
anarquista da
coleção do Centro para o Estudo da Gráfica Política.
Os próximos debatedores trataram sobre a questão dos presos políticos.
Ojore Lutalo
e Sherman Austin, ambos ex-presos políticos, dividiram o palco com Mapache, o
facilitador, Matt, um organizador junto ao comitê de Los Angeles da
Federação Cruz
Negra Anarquista, e Benjamín, que falou dos presos políticos na América
Latina.
Antes de começar o debate, Mapache pediu ao público para levarem em
consideração
certas perguntas. “Especialmente para os de origem européia, você se
considera
oprimido?”. Ele baseou sua definição de opressão sobre a de Julius Lester
em sua
obra Notas Revolucionárias, cópias da qual foram distribuídas durante a
audiência.
“Segunda pergunta para o público em geral, você se considera
revolucionário ou
progressista?” Outro folheto tocante a este tema foi compartilhado. “Terceira
pergunta: você considera a droga como sendo revolucionária ou
contra-revolucionária?

Começou Ojore: “Fui politizado no começo da década de setenta depois de
uma vida de
drogas e delinqüência de rua. Fui preso, e conheci o já falecido
anarquista da Nova
África Kuwasi Balagoon e outros presos políticos de guerra. Cerca de sete
anos
depois entrei na luta armada clandestina. Prenderam-me em 1975 por uma
expropriação
bancária armada, onde houve tiroteios com a polícia. Após uma sentença de
28 anos na
Penitenciária Estatal de Trenton por minha atividade política, fui
colocado em
liberdade por ordem judicial em 26 de agosto de 2009”.
Ele continuou com notícias sobre o Exército Libertador Negro: “Atualmente,
o ELN
está inativo devidos às atividades do COINTELPRO, atualmente Segurança
Interna. Mas
ainda há presos do ELN nas prisões que não recebem apoio e necessitam
urgentemente
de seu apoio. Por exemplo, Sekou Odinga acabou de cumprir 28 anos no
sistema federal
e foi transferido do sistema carcerário do estado de Nova Iorque há alguns
meses.
Sua sentença é de vinte anos de vida. Sua última esperança de liberdade
depende de
uma audiência pendente. Está buscando arrecadar 5.000 dólares para
contratar um
advogado para assessorá-lo em sua batalha legal”. Também falou de Sundiata
Acoli,
que no próximo mês terá uma audiência na comissão de liberdade
condicional, Herman
Bell, e a necessidade que eles têm de apoio.
Sherman Austin, preso por dois anos por administrar o sítio de internet
raisethefist.com, foi o próximo a falar das táticas que foram utilizadas
contra ele.
“Como é curioso que o aniversário (da batida do FBI em sua casa) e a feira
do livro
anarquista sejam hoje. Não sei se isto foi intencional ou simplesmente
aconteceu
assim por causalidade. Os tipos de táticas que usaram contra mim foram as
escutas
telefônicas, monitoramento de conversas de comunicação instantânea, correios
eletrônicos, e estacionaram carros no lado de fora de minha casa, me
seguiram”.
Esclareceu um mal-entendido que muitos têm em relação ao USA Patriot Act e
seu caso.
“Após ter acontecido tudo isto, se falou muito sobre como estavam
arrepelando os
direitos individuais pelo Patriot Act, mas o fato é que todas estas coisas já
estavam em andamento muito antes do meu caso. O Patriot Act simplesmente
declarava
que o governo e o FBI já não iam mais ocultar suas atividades mas sim
exercê-las
abertamente, e não havia nada que pudesse fazer contra ela”.
Em seguida Matt falou sobre a diferença entre as opressões que enfrentam
os brancos
da classe trabalhadora e as comunidades de cor, citando Stokely
Carmichael: “Os
brancos são explorados, mas outras comunidades são colonizadas. Neste
sentido, é
dever dos brancos se dar conta de que, segundo o locutor, “Este é o nosso
movimento
também””.
No entanto, assinalou que é importante reconhecer a facilidade que os
brancos têm de
aproveitar o privilégio que a cor de sua pele os outorga para assim evitar as
conseqüências de seu envolvimento na política revolucionária, enquanto que
para as
pessoas de cor, essa possibilidade não existe.
Sherman explicou que o interesse que o FBI teve nele foi o resultado das
ações de um
jovem branco que não assumiu a responsabilidade por colocar instruções
para fabricar
bombas num sítio da internet mantido no servidor de Sherman. Além do mais,
o/as
mesmo/as ativistas que mais fortemente falavam de revolução, logo que
sentiram a
pressão dos aparatos estatais, se transformaram em informantes. “Quando
damos as
costas uns aos outros, isso destrói nosso movimento”, resumiu.
Ojore disse que ele havia enfrentado uma situação semelhante em 1982,
quando um
ex-Pantera Negra com problema de drogas se tornou informante, feito que
acabou com
sua apreensão nas mãos do FBI e sua conseqüente prisão.
Ojore prosseguiu sua análise sobre o uso de drogas, na qual concluiu que é
uma forma
contra-revolucionária de auto-opressão e que o/as revolucionário/as não
devem usar
drogas, e os que ainda as usam devem buscar a ajuda de programas
revolucionários
antidrogas.
Em seguida Mapache lançou um desafio ao público, que estava refletindo
sobre a
distinção entre progressismo e revolução, para apoiarem os preso/as
político/as, já
que são ele/as que têm tomado os passos que outros não puderam tomar e
agora já
estão sofrendo pelo mesmo. Matt relatou a história de Thomas Warner, um
Pantera
Negra preso que se suicidou na prisão. “Parte da razão de ele ter se
suicidado foi
porque não tinha nenhum apoio. Se sentia só. Ele foi um preso político, e
estava na
lista de todas as organizações de apoio aos presos políticos, mas nenhuma
delas
sabia quem era esse homem. A gente se deu conta dois anos depois de sua
morte. Dois
anos depois. E fico pensando que se tivessem mais pessoas trabalhando com
a questão
dos presos políticos, talvez uma carta a mais chegasse a ele, e poderia
ter mudado
um pouco sua mentalidade”.
Deste ponto Benjamín destacou alguns detalhes de uma exposição sobre presos
latino-americanos proporcionada por Rodolfo Montes de Oca, um companheiro
venezuelano do coletivo coordenador da feira do livro e integrante do
coletivo
editorial do El Libertario. A América Latina vem sendo a região do mundo
com a maior
quantidade de anarquistas assassinados por atores estatais e paraestatais.
Também
houve um ressurgimento da atividade anarquista – principalmente denunciando o
socialismo falso adotado pelos governos esquerdistas que atualmente
predominam no
continente sul americano. Estes anarquistas foram reprimidos cruelmente e
muitos
terminaram na prisão. Entre eles estão Diego Sebastián Petrissans, Leandro
Sebastián
Morel, Cristián Cancino, Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla, Axel
Osorio, Asel
Luzárraga, Matías Castro, Pablo Carvajal, Víctor Hernández Govea, Emmanuel
Hernández
Hernández, Abraham López Martínez, Fermín Gómez Trejo, e Sabino Romero,
todos eles
necessitam de solidariedade e apoio.
Enquanto a discussão sobre presos políticos acontecia, Kaley, integrante
do coletivo
anarcofeminista Anarcha-LA e coordenadora dos cuidados infantis para a
feira do
livro, deu uma oficina sobre a criação de filhos para radicais. Numa outra
sala
estava passando um filme sobre abusos de trabalhadores imigrantes na
indústria de
ovelhas. Na sacada, Tom Wetzel e outros membros da Aliança Solidariedade
Obreira
apresentaram sua organização aos participantes interessado/as. Nas
mediações do
Centro Artístico Juvenil do Parque Barnsdall, um debate sobre saúde e
veganismo foi
assistido por mais de 30 pessoas. “Consegui falar com um nutricionista
anarcovegano
que me informou sobre as vantagens da dieta e me ajudou a garantir que
estou comendo
corretamente e que não iria prejudicar meu organismo, e gostei bastante
porque
respondeu a todas minhas perguntas”, sublinhou Francisco, um ex-estudante
originário
de Santiago do Chile e já radicado na Califórnia que teve que se retirar
das aulas
por causa do aumento dos preços.
Durante a hora seguinte o teatro para a discussão sobre a resistência
indígena lotou
completamente. Simultaneamente, Cindy Milstein dividiu o espaço com
Andrew, membro
do Instituto para Estudos Anarquistas e arquivos anarquistas. Também foi
exibido um
documentário sobre a criminalização dos participantes na rebelião de
Oakland e foi
feito um debate sobre anarquistas que profissionalmente atuam na área de
saúde.
A discussão contou com a professora Andrea Smith da Nação Cherokee, Alex
Soto da
Nação Tohono O’odham, Mark e Jaime, tradicionalistas da Nação Diné, e Klee
Benally,
também da Nação Diné. Entre os temas estavam: a centralidade dos direitos
indígenas
a toda luta por libertação, o muro fronteiriço entre Estados Unidos e
México, o
genocídio cultural, e o infoshop Táala Hooghan.
Do lado de fora, Andrew falou da importância dos acervos anarquistas,
mostrando
exemplos de materiais do Arquivo Anarquista de Claremont. Enfatizou a
necessidade de
preservar a nossa própria história e de apoiar o trabalho de arquivistas
de todo o
mundo que conservam as evidências das nossas lutas. Sua fala se alinhou
bem com a da
Cindy sobre o Instituo para Estudos Anarquistas. Ela incentivou a todos os
presentes
para pedirem bolsas de estudos que o Instituo outorga aos escritores e
tradutores.

O filme retratou a revolta que transpirou como resposta ao assassinato
policial de
Oscar Grant, 22 anos, no dia 1 de janeiro do ano passado. O processo
jurídico de
Johannes Mehserle, acusado do crime, foi transferido para Los Angeles, e
ativistas
locais estão seguindo o processo para afirmar o anseio popular por justiça
no caso.

O último debate, que abordou a questão das ocupações de trabalhadores e
estudantes,
foi realizado durante a próxima hora. Sirena falou das ocupações de
trabalhadores na
Argentina, enquanto Chris, Eowyn, Gifford e Paul participaram na discussão
que
incidiu sobre os recentes esforços para se opor aos cortes orçamentários
no sistema
público educativo da Califórnia e para reclamar por espaços estudantis.
Nas proximidades Ned encabeçou uma oficina sobre a política radical da
comunidade
LBGT, desconstruindo os “ismos” experimentados pelos membros de dita
comunidade, ao
passo que Toi e Rebecca dirigiram uma oficina sobre o parto autônomo.
Entre as últimas atividades estavam: a turnê do Earth First!, a exibição
de um filme
sobre greves e ocupações, uma oficina sobre abolição carcerária dirigida
pelo comitê
de Los Angeles de Resistência e Crítica, e uma olhar profundo à anatomia
feminina
por Pati, uma parteira.
Ao longo do dia, debates espontâneos e oficinas improvisadas foram
realizados. Numa
oficina mecânica para bicicletas foram dadas lições sobre consertos de
bicicleta.
Illogic, artista canadense de hip-hop do coletivo punho levantado e
co-apresentador
com Testament, deu uma oficina de autodefesa. O comitê de Long Beach do
Comidas Sim
Bombas Não serviu lanches fornecidos pelo comitê de Los Angeles, e quando
o lanche
acabou, o comitê guerrilheiro chegou para alimentar aos que continuavam
com fome ou
que não conseguiram comprar as sopas veganas que Marina e sua família estavam
vendendo. Um ecologista audaz, não desiludido pela falta de escalação de
árvores
prometida no convite, simplesmente decidiu subir numa árvore por si mesmo. Um
artista de grafitti armou uma lona e começou a pintar.  Ao agrado do
público, foi
rifada uma mercadoria doada por vendedores e companheiros. Músicos do
folclore
rebelde inspiraram as crianças e seus pais a dançar. E em todas as partes,
pessoas
conversaram, se conheceram, trocaram informações, e é claro, compraram.
As atividades do dia estavam chegando ao fim e foi montado um sistema de
som. Os
Outspoken Wordsmiths, outro grupo canadense de hip-hop que está em turnê
com o
Illogic e o Testament para promover a resistência aos jogos olímpicos de
2010, que
serão realizados sob solos ocupados do povo Salish agora conhecido como
Columbia
Britânica, entraram em cena, e logo providenciaram um ritmo de beatbox
para os
raperos. Depois da apresentação, integrantes do coletivo coordenador da
feira do
livro agradeceram os assistentes, vendedores e convidados, em especial os
que vieram
de longe, e em seguida, abriram o microfone para os anúncios. Entre as
mensagens
estavam: os projetos das Comunidades Revolucionárias Autônomas, a anual
Marcha por
Zapata no leste de Los Angeles, e um show pós-feira no Café Tribal. Por
último houve
um pedido para as pessoas ajudarem com a limpeza do parque. Todos
contribuíram,
ajudaram e como numa revoada guardaram as mesas.
Sim, é possível reorganizar a sociedade assim como se organizou a feira do
livro,
com certeza podemos construir um mundo novo das cinzas do antigo.
Tradução > Marcelo Yokoi
agência de notícias anarquistas-ana


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