(pt) Apelo mundial: 'A Guerra e o Militarismo não são as obrigações militares...'

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Segunda-Feira, 15 de Fevereiro de 2010 - 12:56:51 CET


“A Guerra e o Militarismo não são as obrigações militares nem treinar com
uma arma de fogo”----por antinatoportugal--- Apelo mundial e a todos os
anti-militaristas---- A guerra e o militarismo não são as obrigações
militares nem os treinos com uma arma de fogo. Assim, contra esta
estrutura social e nesta época, a única coisa que deve ser feita é de
recusar a morte. É por este motivo que Volkan Sevinç permanece na prisão
neste momento; porque ele recusou a morte e recusou matar.

No passado dia 6 de Janeiro, em Ankara, capital da Turquia, um comunicado
de imprensa foi organizado na rua Yuksel, em solidariedade com o objector
de consciência Enver Aydemir. A polícia de intervenção, com a intenção de
boicotar o evento, cercou o grupo e exigiu documentos de identidade a
todos os participantes.
Normalmente a polícia não costuma pedir a identificação, num evento como
este, a Constituição não prevê que os cidadãos tenham a obrigação de
informar a polícia antes de fazer um comunicado de imprensa. O facto de a
polícia pedir os documentos de identidade de todos os opositores da guerra
e da violência presentes no protesto contra a prisão de um objector de
consciência, foi um sinal das prisões e detenções que os aguardavam.

Cerca de cem polícias de intervenção cercaram e atacaram, em segundos,os
activistas, na sua maioria anarquistas, com toda a sua prepotência.
Violência, machismo e injúrias contínuas, de tudo isto foram vítimas
durante as 20 horas em que aqueles activistas estiveram sob prisão, antes
de serem presentes a um juíz. A polícia acusou aqueles de lhes resistirem,
desafiando a população a não cumprir os seus deveres militares e de
assalto.

Todos os militantes, tendo sido sujeitos a uma forte pressão física e
psicológica, na delegacia de polícia, foram obrigados a assinar
declarações que já estavam preparadas pelos próprios policias. Em resposta
a este tratamento, os activistas exerceram o seu direito ao silêncio.
Naquela mesma noite, enquanto estavam sob custódia,o tratamento ilegal e
arbitrário e a violência policial sobre eles exercida, foram alvo de
protestos, em AnKara.

Os antimilitarists presos durante a noite foram presentes no dia seguinte a
tribunal, onde foram saudados por anti-militaristas, feministas e suas
famílias, num forte apoio, incluindo “slogans” e aplausos. Os presos foram
observados por médicos, por ordem judicial e , em seguida, tiveram uma
entrevista com os seus advogados, com vista à recolha das suas declarações
e afirmações.

Enquanto anarquista, Volkan Sevinç foi transferido do tribunal para a
prisão e 22 outros activistas foram libertados. O caso tornou-se,de
repente, cláusula. Para Volkan, o caso foi nada mais do que uma encenação,
uma vez que os superiores hierárquicos dos policias, no tribunal, já
tinham tomado essa decisão.

O juiz nas suas afirmações transformou uma reunião para fazer um
comunicado de imprensa numa reunião ilegal encabeçada por Volkan,
transportando uma arma de fogo.
Como provas, declararam a presença de uma faca, mas ele negou esta
afirmação, a faca não lhe pertencia, porque ele se recusou a que o
revistassem..

Enquanto Volkan foi levado para o veículo que o levaria à prisão, os seus
amigos e simpatizantes gritavam palavras de ordem, expressando juntos que
iriam enfrentar ombro a ombro o fascismo e que a saída é lutar juntos e
não isolados. Volkan ainda gritou, levantando os seus punhos com
determinação, incentivando todos: “Rebelião, Revolução, Anarquia”.

Em conseqüência, Volkan Sevinç foi encarcerado na prisão do poder por
rejeitar a morte e o assassínio. Esses fatos mostram que o poder é
completamente conivente com a morte e a violência, mas não com a vida, e a
democracia é apenas uma mentira desonesta. Isto ilustra isso mais
claramente do que uma centena de páginas de um livro de história.

Nos dias seguintes, a 8 de Janeiro, companheiros e simpatizantes de Volkan
protestaram contra esta situação. As mesmas coisas foram escritas nos
banners “A consciência não pode ser presa.”
No comunicado de imprensa, em Ancara, lê-se sobre estes factos: “Liberdade
para os anti-militaristas aprisionados “. Por outro lado, em Istambul, uma
outra pessoa expressou a sua objeção de consciência numa ação semelhante.
Como novidade uma pessoa teve um ataque cardíaco causado por um ataque da
polícia estando atualmente sob cuidados médicos intensivos.

No país onde vivemos, a violência pertuba e atinge-nos todos os dias. As
condições não são sustentáveis por muito mais tempo e oprimem-nos até à
alma. Esta guerra psicológica e convencional torna-se cada vez mais clara
aos olhos de todos.
Os dirigentes deste país têm exercido sempre o poder com a hipocrisia e a
mentira que já tinha sido apontada pelos anarquistas, há mais de um
século.

A guerra que tinha sido iniciada pelo capitalismo nos séculos anteriores
contra a
existência e mentes dos anarquistas, curdos, gays, transexuais, ciganos e
quaisquer
outros indivíduos que não se coadunem com o perfil de “sujeito cidadão”,
criado pelo
poder em si, ainda é relevante, com o seu horror e as suas técnicas indignas.

A guerra e o militarismo não são as obrigações militares nem os treinos
com uma arma de fogo. Assim, contra esta estrutura social e nesta época, a
única coisa que deve ser feita é de recusar a morte. É por este motivo que
Volkan Sevinç permanece na prisão neste momento; porque ele recusou a
morte e recusou matar.

O objetivo deste apelo é para que todos aqueles/aquelas que não têm
prescendido da sua consciência apoiem e façam claque com o nosso camarada
preso Volkan. Hoje, precisamos do seu apoio mais do que nunca. A nossa
principal necessidade é que cada um se junte a outros e faça a sua acção
de apoio nesta altura, mostrando que a consciência de Volkan não está
sozinha. Pode acompanhar todos os processos sobre anarquistas e
anti-militaristas em Volkan Sevinç www.ahaligazetesi.org e pode
contactar-nos na ahaligazetesi(a)gmail.com.

Iniciativa Liberdade Para Anti-Militaristas Aprisionados

Tradução de Emília Cerqueira

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SAÍDA IMEDIATA DAS TROPAS PORTUGUESAS DO AFEGANISTÃO
http://www.petitiononline.com/otanitna/petition.html







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