(pt) [Grécia] Cidade de Edessa: Continuam os julgamentos políticos a jovens

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Terça-Feira, 21 de Dezembro de 2010 - 09:49:38 CET


Por acaso estava caminhando no centro de Tessalônica, na tarde de 6 de
dezembro de 2009. Fui detido com a acusação de associação com intenção
criminosa e posse de coquetéis molotov. Em 13 de dezembro de 2010 fui
processado sem provas, com dois policiais de testemunha, e condenado a 9
anos e 6 meses de prisão. ---Jrysovalantis Puziaritis, único preso do
Estado do primeiro aniversário do assassinato de Alexandros Grigoropulos,
em dezembro de 2009, havia sido acusado de participar dos conflitos, e
acusaram-no de liderar a noite do incidentes  na Universidade de
Tessalônica, também por associação com intenção criminosa e posse de
dispositivos explosivos, a fim de causar lesão corporal. A apreensão foi
sustentada pelos policiais do grupo antidistúrbio, sem nenhum tipo de
prova, além da descrição que fizeram e a suposição de que o havia
reconhecido como líder dos encapuzados, com o ridículo argumento de que
não estava encapuzado por ser líder! Não tinham prova alguma, nem as
conhecidas “provas montadas” com mochilas carregadas, nem outra coisa
que poderia ser usada para montar uma acusação.--- Compareceram duas
testemunhas oculares, que explicaram a presença de Jrysovalantis
na área, assim como  declarações pessoais que não pertenciam a nenhum
grupo político e que nunca esteve envolvido em incidentes, algo que as
autoridades não podem acusar.--- Jrysovalantis é um ex-viciado em drogas,
integrante de um programa de desintoxicação, o que significa que, com a
interrupção do tratamento, há o risco de voltar para o vício. Também
possui uma deficiência na perna, que o torna incapaz de participar deste
tipo de conflito.--- O julgamento havia sido planejado com antecedência e
pré-determinação. Sua condenação, unânime por todos os juízes e membros do
júri, mostra que o procedimento nem era necessário. Mesmo no discurso
final de sua defesa, o presidente do júri fez comentários negativos e de
uma maneira repulsiva, em uma expressão visível de tédio, sugerindo ao
advogado de defesa finalizar o quanto antes seu discurso. O júri servil
condenou, por unanimidade, um jovem a prisão, mostrando sua submissão ao
poder e às determinações do presidente do julgamento.--- O julgamento de
Jrysovalantis Puziaritis terminou com sua condenação, à princípio de
16 anos, e  considerando que não havia sido condenado anteriormente, e ao
fim chegou a 9 anos e 6 meses. Sua condenação, após a farsa de seu
julgamento, mostrou o que estávamos pensando: que não tem a ver somente
com o julgamento de Jrisovalantis, e sim com uma mensagem clara do Estado
a todos e sobre todos a que ele resistem.---A título indicativo,
mencionamos Saraliotis, policial cúmplice de Korkoneas, que juntos
assassinaram Alexandros Grigoropulos em 6 de dezembro de 2008, foi
condenado a 10 anos por participação no assassinato, com inúmeras provas!
O cenário de repressão contínua, as detenções dos combatentes, os ataques
a todas as vozes livres e a criminalização das idéias demonstram como é
difícil a situação em que se encontra o poder.---Os 40 companheiros que se
encontraram em 13 de dezembro, em Edessa, estavam exaltados e agrediram
verbalmente e fisicamente os policiais que estavam protegendo os juízes da
SS e seus “escudeiros”. Em seguida realizou-se uma marcha pelas ruas da
cidade.---Seremos mais fortes, seremos mais ousados. Os mais cautelosos se
põem mais exasperados e os mais dialéticos estão se preparando para os
confrontos. Esta será nossa resposta.--- Solidariedade a todos os presos
políticos! Liberdade a todos, dentro e fora das celas!
Texto elaborado por contrainfo a partir da notícia publicada em
athens.indymedia.org.
agência de notícias anarquistas-ana




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