(pt) [México] Os presos políticos do Governo do Distrito Fe deral - Solidariedade com nossos companheiros presos!

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Sexta-Feira, 13 de Agosto de 2010 - 12:34:22 CEST


Não existem diferenças concretas entre os governos à esquerda ou à direita do
Capital no momento de exercer a repressão e criminalizar a ação revolucionária
anti-sistêmica, "na realidade, não há diferenças em nenhum rumo, salvo na
cosmetologia do discurso". O "socialismo" espanhol é um contundente exemplo. Com
González e Zapatero, as prisões não deixaram de estar repletas de Presos Políticos.
Agora mesmo, a lista de companheiro/as preso/as no Estado espanhol é vasta. Torturas
e assassinatos tem sido, e são, o pão de cada dia. O saliente "socialismo" chileno,
também oferece tela por onde cortar. O número de companheiro/as anarquistas e
lutadores Mapuches preso/as durante o mandato da ex-presidenta Michelle Bachelet, só
nos faz recordar as abarrotadas prisões dos anos obscuros da ditadura do General
Augusto Pinochet. O que dizer do "socialismo" dos Kirchner e o fustigamento contra
os lutadores sociais, em particular aversão contra nossos companheiros libertários?

Poderia continuar com o registro e enumerar pelo menos um par de "socialismos" mais,
com suas respectivas prisões superlotadas, mas esse não é o objetivo.

Hoje alço a voz pelos Presos Políticos do Governo do Distrito Federal. Companheiros
encarcerados sob a administração do atual Chefe de Governo, Marcelo Ebrard Casaubon,
do Partido da Revolução Democrática (PRD), entidade política de esquerda do Capital.

Victor Herrera Govea, Abraham López e Adrián Magdaleno González, são três jovens
anarquistas presos por suas atividades antiautoritárias em diferentes reclusórios da
Cidade do México. A favor da liberação destes três companheiros se desenvolve uma
enérgica campanha ao longo e largo território mexicano. A solidariedade tem sido
feita presente de múltiplas maneiras: marchas, comícios, plantões e incontáveis
explosões em bancos e outras dependências do Estado-capital, em solidariedade direta
com os libertários repreendidos.

Victor Herrera Govea, se encontra preso no Reclusório Sur há cerca de 10 meses,
acusado de "dano a propriedade alheia" e "roubo em quadrilha" a uma loja da rede
Oxxo, durante a manifestação comemorativa do massacre de Tlatelolco, em 2 de outubro
passado.

Abraham López, foi preso em 15 de dezembro de 2009, vinculado a uma ação
reivindicada pela Frente de Libertação da Terra (FLT), onde foram incendiados vários
carros e sabotada uma concessionária de motos.

Adrián Magdaleno González, está encarcerado no Reclusório Norte, desde 4 de
fevereiro de 2010, acusado de "atentar contra a paz social" e "danos a propriedade
privada". Foi detido ao detonar uma bomba de gás butano dentro de um vagão do metrô
(totalmente vazio) na estação-terminal Taxqueña, no momento em que esse era
transportado para uma área de estacionamento. A bomba não conseguiu seu objetivo,
por outro lado, foi acusado pela explosão de outro artefato em uma agência bancária
do Banamex, reivindicado por um Grupo de Afinidade Anarquista, em 25 de setembro do
ano passado na Delegação de Milpa Alta, da Cidade do México.

A crueldade com que se tenta castigar, desde a esquerda do Capital, a estes três
companheiros, se encarrega de reiterar-nos que, como anarquistas, temos nos
transformado em objeto de preocupação crescente no conjunto das ações repressivas
dos Estados. O que é de se lamentar, em meio desta atmosfera de perseguição e
"linchamento", são as deploráveis "estratégias" de alguns grupos de solidariedade
que exercitam distinções de forma incisiva entre "culpados" e "inocentes",
"estudantes" e "vândalos", "pacifistas" e "violentos", caindo no jogo do inimigo,
assessorados por lacras de advogados que exigem, "de antemão", a vitimização ou o
arrependimento, como requisito para atender seus casos. Desta maneira, unicamente
representam a "mártires" que colocam de manifesto as "pequenas falhas do sistema",
os "excessos de alguns policiais prepotentes", a "corrupção de alguns maus
funcionários" e, conseqüentemente, se exige a "reparação do dano", o "castigo dos
responsáveis" e "o fim da impunidade". No lugar da reflexiva teimosia no caráter
assimétrico da luta insurrecional que se livra, na clara demarcação dos bandos, de
rechaço determinante da conciliação sedutora, no repúdio consciente as transações
edulcoradas e a qualquer forma de conciliação, compromissos ou negociações que nos
desviem de nossas práticas imediatas.

Por isso, insta à SOLIDARIEDADE DIRETA com nossos companheiros presos. Essa
SOLIDARIEDADE ANÁRQUICA que estremece ao Estado-capital cada vez que se concretiza.
Essa SOLIDARIEDADE que derrubará os muros de todas as prisões, que desabará palácios
e quartéis, que destruirá este sistema de morte. Claro que podemos. Nada nos faz
supor que estejam por se esgostar toda as lutas existentes.

Liberdade para Víctor Herrera, Abraham López, Adrián Magdaleno González e todo/as
o/as nosso/as companheiro/as preso/as ao redor do mundo!

Gustavo Rodríguez

San Luiz Potosí, México - 26 de julho de 2010.

Para mais informações sobre os companheiros Víctor, Abraham e Adrian e/ou para
enviar-lhes cartas solidárias, dirigir-se aos seguintes correios eletrônicos:

* cna.mex  gmail.com

* rabiayaccion  mac.hush.com

* libertadparaadrian  hushmail.me

* abrahamlibertad  riseup.net

* libertadavictor  gmail.com

* contraencapsulamientos  gmail.com

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