(pt) [Rússia] Dois ativistas são presos em Moscou

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Sexta-Feira, 6 de Agosto de 2010 - 08:20:49 CEST


Cerca de 24 horas depois do protesto realizado no dia 28 de julho contra a
construção de uma nova rodovia ligando Moscou-São Petersburgo através do Parque da
Floresta Khimki, onde centenas de anarquistas e antifascistas atacaram com pedras e
fogos de artifício a prefeitura da cidade de Khimki, Aleksei Gaskarov e Maksim
Solopov foram detidos pela polícia russa sob a acusação, sem qualquer prova, de
planejarem o ataque contra o prédio estatal.

Uma eco-libertária russa explica que os "dois são acusados de organizar a ação e a
polícia afirma que eles foram presos em flagrante, um absurdo, pois um deles,
Maksim, deu uma entrevista numa rádio local no dia seguinte após a ação sobre a
derrubada criminosa da floresta em Khimki".

Ela conta ainda que "durante o protesto não houve dano a nenhuma pessoa. Os
manifestantes só quebraram um par de janelas e fizeram algumas pichações".

"A polícia prendeu estes dois companheiros simplesmente pelo fato de os dois serem
figuras públicas e conhecidas do movimento antifascista moscovita. São eles que dão
entrevistas e assinam notificações sobre as manifestações ‘legais’", diz.

A imprensa e a população foram proibidas de participarem do julgamento, ilegalmente.
Os dois ativistas foram condenados a ficarem presos preventivamente dois meses, até
o próximo ajuizamento. O artigo do código penal que as autoridades lhes estão
implicando tem pena de sete anos de prisão. Aleksei e Maksim foram transferidos para
uma prisão fora de Moscou.

A eco-libertária russa esclarece que a violência e intimidação contra jornalistas e
ativistas na Rússia são grandes, assim como a corrupção nas esferas do poder. "Em
2008 um jornalista que escrevia incansavelmente sobre o destino da floresta de
Khimki e investigava as relações dos políticos e empresários com este projeto,
sofreu uma selvagem agressão em frente da sua casa e foi deixado sangrando sobre a
neve. Seus dedos foram esmagados, e três deles tiveram de ser amputados, como se os
agressores quisessem ter certeza de que ele nunca mais escreveria uma só palavra.
Além disso, seu carro foi explodido. Suas reportagens apontavam que entre os maiores
beneficiários deste projeto e crime ecológico estão os políticos do partido
governista do premiê Vladimir Putin, o Rússia Unida, como o prefeito de Khimki,
Vladimir Streltchenko", fala.

Em várias cidades da Rússia ocorreram protestos contra as prisões. Novas
manifestações estão sendo convocadas para este sábado (7 de agosto).

Por outro lado, o movimento contra a destruição da floresta, de um ecossistema raro
em Khimki, com carvalhos seculares, alces, javalis e diversas espécies de aves,
continua.

agência de notícias anarquistas-ana

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(é tudo azul no infinito)

um tombo para o precipício

Goulart Gomes



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